terça-feira, 11 de outubro de 2016

D.R. EM SÉRIE


Entre a década de 1920 e a de 1970, quase 80% dos filmes produzidos em Hollywood eram de amor. Hoje em dia o romance já não domina tanto assim a dramaturgia, mas é claro que ainda rende muito - basta ver como as novelas ainda fazem bastante sucesso. Já nas séries ele não se faz tão presente, talvez porque o maior desafio seja abordar os relacionamentos amorosos de uma maneira original. Nesse ponto, "The Affair" se destaca. O programa chegou ao Netflix e eu finalmente consegui vê-lo, dois longos anos depois de ter estreado na TV americana. E gostei, porque um dos personagens principais não deixa de ser o próprio storytelling. Cada episódio é dividido em duas partes, onde um homem e uma mulher que estão tendo um caso extraconjugal contam suas versões dos mesmos acontecimentos. Ela acha que foi ele quem a paquerou, ele se lembra dela usar um vestido mais decotado do que de fato usava, e assim por diante. O ritmo é meio leeento, mas os atores são ótimos e as paisagens (em Montauk, na chiquérrima região dos Hamptons, perto de NYC) são lindas. Aconteceu algo que eu ainda não sei o que é (sem spoilers, porfa!). Mas estou curioso para ver como esticaram essa trama até a terceira temporada, que já começou nos EUA.

"Easy", como próprio nome diz, é mais fácil de se ver. São só oito episódios de meia hora, todos já disponíveis no Netflix. E cada um deles foca num casal diferente, apesar de alguns aparecerem em mais de um capítulo. Aqui o tema é, basicamente, como manter o tesão quando ainda há amor, e vice-versa. As situações são engraçadas e bastante realistas, apesar de interpretadas por nomes famosos como Orlando Bloom (que dessa vez só mostra a bunda). Aqui o sexo é meio canhestro, incômodo, constrangedor, como costuma ser entre pessoas de verdade. Todo mundo que vê "Easy" está se viciando: a série está se tornando uma "Stranger Things" para adultos.

Mas a minha favorita é mesmo "Divorce", que acabou de estrear na HBO. Bastou um único episódio para eu me encantar com o novo projeto de Sarah Jessica Parker, 12 anos depois do final de "Sex and the City". Dessa vez ela faz o oposto de uma mulher que procura marido: quer mesmo é se livrar dele. Nenhum dos dois é santo, e o espectador torce a cada cena por um deles. Claro que ainda não dá para saber como a história vai se desenrolar (a HBO não disponibiliza a temporada toda de uma vez), e um casal fazendo D.R. não é exatamente sinônimo de diversão. Mas as credenciais dos envolvidos justificam as expectativas.

12 comentários:

  1. Easy tem episódios melhores e piores. O do Orlando Bloom é dos mais gostosinho (ui!), mas irreal que um casal daquele fosse querer a professora weirdo da creche de Raising Hope.

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  2. Achei Divorce ruim, episodio de meia hora com reviravoltas ridículas, a mulher no mesmo dia quer separar, descobre que amante não a quer, resolvr voltar, o marido não quer mais, forçaram demais. E Sarah continua atriz do mesmo personagem.

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    1. Concordo com vc, 21:36. rs

      Faltou comentar o "Black Girls", o humor não foi tão bom, não parece haver um drama propriamente... Oportunidade desperdiçada de mostrar pessoas negras e longe de estereótipos em um boa dramédia!

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    2. 21:36 Pior, atriz canastrona do mesmo personagem rs.

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  3. A Senhora já soltou tanto spoiler aqui nesse blog e fica pedindo para não receber...

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  4. Mesmo se fosse ruim, o que definitivamente não é o caso, The Affair já valeria a pena pelas atuações de Ruth Wilson na primeira temporada e Maura Tierney na segunda! Grandes e maravilhosas atrizes!

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  5. E a próxima temporada de Black Mirror chega dia 21/10, eba!!

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  6. Tony, é pra assistir strange things ou nao?

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    1. Claro que é!

      Você AINDA não assistiu?

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    2. Pq td mundo fala Strange Things?

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  7. Gostei the Insecure, da HBO tbm, sobre negras e relacionamentos.

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