segunda-feira, 19 de setembro de 2016

DESAFIANDO A GRAVIDADE


"Wicked" é um caso curioso entre os musicais modernos. Ao contrário de seus similares, é extremamente popular entre os adolescentes. Eles se identificam com a história da menina que nasceu verde, e que depois de anos de bullying acaba descobrindo que tem poderes mágicos. A plateia da versão brasileira do espetáculo estava cheia deles neste final de semana. Outra boa parte do público veio atraída pela presença de Miguel Falabella, que participou por apenas uma semana como o Mágico de Oz. Este tipo de golpe de marketing é comum na Broadway, e foi feito por aqui como exigência contratual. Só que a primeira entrada em cena de Falabella serviu como um spoiler gigantesco: quem conhece a peça saberá do que eu estou falando. Ainda bem que não conseguiu estragar o impacto dessa superprodução, a mais bem acabada e resolvida de todas as franquias americanas que chegaram ao Brasil. Tudo está igualzinho à matriz americana. Inclusive e principalmente as duas atrizes principais: Myra Ruiz e Fabi Bang esbanjam fabulosidade como Elphaba e Glinda, a bruxa má e a fada boa que não são assim tão óbvias como parecem. "Wicked" também funciona como um backstory de "O Meagico de Oz", explicando como surgiram o Homem de Lata, o Espantalho e o Leão. Só Dorothy não aparece, e não faz a menor falta.

9 comentários:

  1. Vi em Londres mês passado. Confesso que não curto muito musicais, mas gostei bastante.

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  2. A superpopularidade nos últimos 6 anos se deve muito à "Glee", meio por onde conheci, no qual Defying gravity era a musica preferida de 1 dos protagonistas (Kurt, o rapaz gay) e a peça frequentemente referenciada, inclusive com participação das estrelas do musical. A trilha gravada lá por volta de 2003 é incrível -muito gay é verdade, mas muito bom mesmo. Ninguém perguntou mas minhas preferidas são "As long as youre mine" e "The wizzard and i". To com invejinha sua nesse momento, e que bom que a versão BR é boa rsrs. Mas a calça do Fiero é marcada igual o original?

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  3. Assisti em março, depois de muitos anos de espera. Confesso que apesar de amar as músicas, achei a estrutura narrativa muito apressada. Me deu a impressão de que as elipses eram maiores do que o a história permitia (a pessoa rindo ao meu lado que queria aparecer mais que a Galinda também não colaborou). Mas amei a Fabi Bang, e o palco e cenários são dos mais ricos que já vi. Mas Tony, não entendi o comentário sobre a primeira aparição do Miguel Falabella ser um spoiler. Foi a questão de ele ser o Miguel Falabella ou algo do roteiro?

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    1. ATENÇÃO: NÃO LEIA ESTA RESPOSTA SE VOCÊ NÃO VIU A PEÇA.

      A primeira aparição do Falabella entregou que o Mágico de Oz é o pai de Elphaba. O pai da bruxa aprece de costas, com um chapéu tapando o rosto, mas a voz do ator revelou para o teatro inteiro que era Miguel Falabella. Como o ator habitual. Sergio Rufino, não é tão conhecido, o segredo permanece até o desfecho do espetáculo.

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    2. verdade, tinha esquecido dessa cena. Situação difícil de ser resolvida, não?

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    3. de qualquer forma, recomendo a leitura dos quatro livros, eles tem um clima muito mais escuro e tenso que a peça, que tende a levar muita coisa pra comédia.

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  4. Só em lê "tudo está igualzinho à matriz americana...", confesso que já perdi o interesse. Isso só reforça aquela mentalidade de gente colonizada, que acha que tudo que é importado ou igual aos gringos é melhor, que eles sabem fazem, a gente não, somos vira-latas e mimimi... Típico de gente que acha Miami chic e que tem Romero Brito na parede de seu apartamento com varanda gourmet.

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    1. Tá devendo no português, hem, migs?

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  5. Miguel Falabella sempre fazendo o papel dele mesmo, a Suzana Vieira das mariconas, hahaha

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