domingo, 14 de agosto de 2016

MUITOS FLEMMINGS

Quase todo paulistano conhece pelo menos uma obra de Alex Flemming: os retratos de pessoas anônimas que adornam a estação Sumaré do metrô. Mas ele produziu muito, muito mais em 40 anos de carreira. Tanto que eu tive a sensação de estar numa coletiva e não numa individual na mostra RetroPerspectiva, que abriu ontem no Museu de Arte Contemporânea de São Paulo e vai até 11 de dezembro. São mais de uma centena de trabalhos, e não apenas pinturas. Todas as fases do artista estão representadas, e a minha favorita é "Obquidade", em detalhe aí acima. Graças a essa incrível exposição eu finalmente conheci as novas instalações do MAC, que agora ocupa o antigo prédio do Detran. Ainda há alguns andares vazios e o restaurante da cobertura só deve abrir em janeiro, mas a visita não deixa de ser um programão. Tem até estacionamento grátis.

33 comentários:

  1. Vendas??? Que interessante. Rs. O MAC vendendo as obras dos artistas. Não entendo pq tanta gente reclama da crise atual da Arte se o próprio museu não consegue mais diferenciar a sua função como de galeria ou instituição.
    O estado investe dinheiro público (a gente sabe que, mesmo recebendo capital privado em parte, a instituição MAC é publica, ocupa prédio público e recebe dinheiro público) em reforma de prédios caros, salários e a manutenção dessas instituições para servir artistas e público ao invés de espaço comercial.
    Tenho muito respeito pelo trabalho do Alex que é um artista bacana, mas pq determinado artista pode colocar obras para vender no espaço público e os artistas de Embu das Artes não? Nao preciso ir muito longe, entre nas escolas de arte e vc vai achar trabalhos incríveis sendo jogados no lixo diariamente.
    Artistas são os que geralmente mais clamam por democracia mas esquecem o significado da palavra. E longe de mim sonhar que um dia as instituições se tornarão um espaço livre para a Arte sem escolhas baseadas no elitismo, panelas, peixadas, mercado financeiro e inteligência mas pelo menos poderiam ter a dignidade de não se meterem no mercado de arte, pelo menos tão diretamente, deixando a comercialização apenas para as galerias.
    Já não basta os curadores que manipulam os espaços públicos como o MAC preocupados no marketing de artistas e alavancagem do preço das obras ao invés de apenas observarem os movimentos do cenário da arte contemporânea e expô-las para o público. Sem contar galeristas que são lojistas vendedores e se dizem curadores. Curadoria demanda anos de estudo de história da arte e pesquisa do cenário contemporâneo. É uma profissão dificílima e complicadíssima. Para pouquíssimas pessoas no mundo.
    As pessoas adoram que digam a eles o que elas devem comprar ou gostar. E o povo não gosta de pensar no que tá pagando pra ver ou pra comprar simplesmente se deixam levar na onda anti-ética e duvidosa desse cenário cheio de buracos nebulosos disfarçados com dose de elegância que serve para esconder a ignorância do público e o cinismo de artistas, curadores e instituições.

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    1. Não é o MAC quem está vendendo. É o próprio artista.

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    2. ÉÉÉPICO!!!

      Depois de um comentário imenso, esquerdizado e cheio de superlativos, Tony desmonta toda a argumentação enfadonha com uma brevíssima observação.

      KKKKKKKKKKKKKKKKKK
      HUEHUEHUEHUEHUEHUE

      Ademais,

      1 - Se o artista foi reconhecido, tem mais é que lucrar com sua obra. Ser contra isso é típico de gente sem talento e que sonha ver todo seu trabalho artístico/intelectual comprado pelo papai-Estado.

      2 - "artistas de Embu das Artes"??? MORRI!!!

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    3. Teu comentário é típico de caboclo querendo ser inglês , ou seja de gente que não entende de arte e faz criticas superficiais e com xingamentos

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    4. Tem muita verdade ai. O mercado de arte e museus perderam os limites. A gente não sabe onde um termina pra começar o outro.

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    5. 18:11 qto preconceito. embu das artes não tem artistas? As instituições estão envolvidas na comercialização de obras sim. Muito indiretamente mas estão.

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    6. Essa discussão advém da tolice de que um artista deve viver de vento. Se ele ousar vender uma obra, estará violando os princípios morais que regem a arte blá blá blá. É uma noção romântica tingida de esquerdismo infantilóide. Arte SEMPRE envolveu pagamento, desde os tempos dos egípcios.

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    7. Tony, a diferença é que os etruscos, egípcios, gregos, romanos, etc...não produziam arte com o objetivo final da venda ou fama. Ser artista era uma atividade recorrente na sociedade. Hoje o cidadão faz 100 obras muito similares com intensão única de vender. Tudo legitimado pelas instituições, pra piorar.

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    8. Eu ia responder com argumentos e civilidade.

      Mas aí eu vi que você escreveu "intensão".

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  2. Rolou uma onda entre gays nos últimos anos de competir quem fazia a melhore coleção de supostas obras de arte. Quem não tinha uma mini-coleção em casa não era aceito. Arte para eles eram as feiras de arte. A internet explodiu a credibilidade de artistas e galerias. Hoje ficam todos com cara de otário olhando na parede o objeto decorativo caro que disseram pra eles que era uma obra de arte e hoje não vale uma cesta básica.

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    1. Os Críticos Ignorantes são muito comuns pela Internet Quem decide o que é arte?, Quem diz, você é um gênio?, E quem diz que os outros não valem nada?

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    2. Tenho minha "mini-coleção" de arte e não me arrependo, pois adiquiri minhas peças apenas para fruição pessoal. Não comprei para especular, mas para transformar minha casa em um lugar melhor.

      Tenho obras consideradas "caras", e outras tantas de artistas talentosos, porém pouco conhecidos. Recomendo a aquisição de arte a todos que possam fazê-lo. Tem para todos os bolsos, e faz um enorme bem à alma.

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    3. Eu concordo que o modelo de feira de artes está desgastado. Não engana mais ninguém. Mas o modelo de Bienal tb está.
      Nas feiras vejo muita superficialidade e na Bienal vejo muita inteligência e pouca arte.
      A arte de rua é tão repetitiva que cansa.

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    4. 20:59 Essa pergunta sobre o que é arte só serve pra enganar trouxa. Por isso os museus perdem público a cada ano.

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    5. O que é arte é uma pergunta que se tornou proibida entre os curadores e historiadores mais importantes do mundo pq não passa de uma estratégia de vendas.

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    6. 21:09 vc se contradiz quando faz questão de mencionar que tem obras caras mas que não comprou pra especular. Eu acho que arte virou algo como roupa de marca cara. As pessoas querem o status que aquilo dá. Se roupa estampando marca já é algo de gosto muito duvidoso, o que dizer de arte de marca!?

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    7. 21:09 Arte não deveria ser usada pra tornar a sua casa um lugar melhor. Pra isso vc tem eletrodomésticos, audio e vídeo, moveis e decoração. A arte é a moldura do mundo, não da sua casa. São pessoas como vc que trazem todo o descrédito na área.

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    8. Falar mini coleção pra mim soa como falar "top".

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    9. 23:08 +1
      Pra isso existe tb arquiteto e decorador.

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    10. Entendo agora quando dizem aqui que gays podem destruir coisas belas pela banalização e estereotipamento. Acabaram com a noite, deturparam o conceito de beleza, detonaram com Mykonos e Barcelona, a música eletrônica nunca foi tão ruim. Até arte virou uma espécie de camiseta Abercrombie. Produto pra trash. RIP cena gay.

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    11. 23:08 O que seria da arte sem as coleções particulares, meu filho?

      Funciona assim: muitos colecionadores compram, e assim os artistas não morrem de fome. Anos, décadas ou séculos mais tarde, apenas uma pequenina parte das obras tornam-se relevantes e de interesse público. O resto só serviu para a fruição pessoal que o outro comentou.

      A propósito, a arte pode (e como pode!) ser uma moldura do privado e do doméstico. Se duvida, dê uma espiadinha nas maravilhas que os holandeses fizeram no XIX.

      Abra sua mente e não deixe a ideologia limitar suas possibilidades.

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    12. 21:09: Arte SEMPRE será usada para tornar um lugar melhor. Você também é um exemplo do romantismo infamtilóide que eu citei lá em cima. Isto se nnao estiver simplesmente trollando, o que também é provável.

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    13. Por incrível, gostei dessa última troca de comentários. Todos foram sobre o assunto! Só não entendi a última resposta do TONY (10:04). ELa foi para o 21:09 ou para quem disse que só eletrodomésticos e afins devem decorar uma casa?

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    14. Uai, o das 21:09 não é o cara que falou em eletrodomésticos? Minha resposta foi para ele, e também para o qe falou em arquitetos e decoradores.

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    15. Cara dos eletrodomésticos = 23:08

      Cara que "adIquiriu" obras de arte = 21:09

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    16. 11:15 Eu tb adorei o debate. Não teve foratemer e nem camarotes. Conseguiram manter o foco da discussão e faz pensar.

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    17. 12:30 Cara, muita galeria é igual área vip. O povo vai pra fazer social e nem olham as paredes.

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    18. 13:19,

      Chama-se MARKETING. Quando alguém abre uma galeria, paga aluguel, investe tempo e recursos, tenta atrair um público de maior poder aquisitivo, pois o objetivo é VENDER!

      Apesar disso, as principais galerias brasileiras são muito mais acessíveis que diversas empresas europeias e americanas, que operam com portas fechadas.

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    19. 15:44 Que estranho essa arte com marketing para público com poder aquisitivo e feito a portas fechadas. Qual a diferença entre uma galeria e uma agência de publicidade? Vou investir na minha filha para ser artista.

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    20. 16:55,

      Como você acha que, por exemplo, o Renascimento ocorreu? Grosso modo, as famílias mais ricas, nas cidades comerciais que floresciam, gastavam fortunas para que artistas deixassem sua marca, do jardim aos quadros de inúmeros aposentos, passando pelas roupas, objetos em geral, músicas que animassem as reuniões íntimas e livros, para os momentos de ócio.

      Havia também a Igreja, como grande 'contratante'. Mais ou menos como opera o Estado Moderno, quando compra uma escultura para uma praça ou um quadro para um museu público.

      As duas demandas, a privada e a pública, proveem os recursos para a existência de escolas de arte, oficinas, feiras, e permitem que os artistas paguem as contas. Desassociar a arte do mercado, como querem alguns idealistas, levaria ao inevitável colapso da produção artística. Alguns bravos e fortes até sobreviveriam, mas teríamos um mundo muito menos interessante à nossa volta.

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    21. *deixassem suas marcas

      (Mudei "o artista" por "artistas" e esqueci do resto) :P

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  3. A internet virou o novo pelourinho, onde ignorantes falam mal do que não sabem e lincham o que não conhecem A ignorância gera mais frequentemente confiança do que o conhecimento: são os que sabem pouco ou nada , e não aqueles que sabem muito, que afirmam de uma forma tão categórica que o trabalho de outro não vale nada ou que o outro não tem talento

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    1. 21:40 Seje menas, miga! :)

      Minha vontade era escrever apenas um "QUE BOSTA!", sobre o seu esforço retórico, mas preferi adornar meu comentário. Sou rococó.

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