terça-feira, 15 de março de 2016

NÃO É A MAMÃE


O que há de errado com a Áustria? O país já produziu Adolf Hitler e pelo menos dois casos escabrosos de mulheres que passaram anos em cárcere privado. Também é de lá que vem Michael Haneke, que dirigiu filmes delicados como "Amour" e angustiantes como "Funny Game". É com este que tem parentesco "Boa Noite, Mamãe", o representante austríaco no Oscar deste ano. Até parece que a Academia ia gostar da história dos dois gêmeos que não reconhecem a mãe depois que ela volta de uma cirurgia plástica, e resolvem torturá-la com baratas, supercola e outras coisinhas mais. O ritmo se arrasta lá pela metade, e as muitas cenas à luz do dia fazem com que o espectador não sinta o menor medo. Mas uma revelação no final dá sentido àquela loucura toda, e eu mudei de opinião. Saí do cinema com a sensação de ter visto um filme ousado, que explora o lado ruim do ser humano - e que é pior ainda quando ele é criança.

7 comentários:

  1. Não esqueça dos livros da Elfriede Jelinek... a Áustria é um lugar pesadíssimo.

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  2. Amei a Austria, amava os boquetes que bicharlyson pagava quando jogava lá.

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  3. Você viu Michael de 2011? É outro na linha bizarrices austríacas.

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    1. É o do pedófilo, não? Não vi, queria muito ter visto.

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  4. O mio babbino caro
    Os grupos de Metal da Áustria, revelam muito sobre seu mal estar.

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  5. Apesar de serem bem diferentes, achei que tem uma semelhança com "A Bruxa".
    A não aceitação do ser humano perante os fatos dolorosos da vida, acaba provocando as maiores desgraças.

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  6. Infelizmente saquei nos primeiros minutos, então o filme foi um longo e arrastado sofrimento.

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