terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

ÁFRICA SINFÔNICA

Nada menos que 75 troféus do Grammy foram entregues antes da cerimônia transmitida pela TV. Entre eles estava o da categoria "world music", um saco de gatos onde cabe de Gilberto Gil a um disco gravado com presidiários da maior penitenciária do Malawi. Mas a vencedora, pela terceira vez e segunda consecutiva, foi a cantora do Benin Angélique Kidjo. Dona de uma voz poderosa, ela costuma dar roupagem pop a ritmos tradicionais africanos, e já esteve algumas vezes no Brasil. Mas seu trabalho premiado este ano é diferente de tudo que já fez em sua carreira. "Sings" traz Angélique acompanhada pela Orquestra Filarmônica de Luxemburgo, e é uma espeecie de "greatest hits" em roupagem clássica. Veja aí em cima como ficou "Malaika", um grande sucesso de Miriam Makeba, a mais famosa cantora africana de todos os tempos. Numa época em que se difunde essa idiotice de "apropriação cultural", é fantástico que alguém como Angélique Kidjo ignore fronteiras e lance pontes, criando um som novo.

(minha coluna de hoje no F5 comenta os shows durante a entrega dos Grammys)

3 comentários:

  1. O mio babbino caro
    Barbara Hendricks & Dmitri Alexeev em 1983 já nos dava mostra de quão gratificante podem ser essas pontes.

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  2. Tony, o que você achou da Gaga no Grammy? O tributo dividiu opiniões. Eu não era fã do Bowie e gostei, mas entendo que a Gaga, por melhor que fosse, seria criticada, por ser quem ela é.

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    Respostas
    1. Achei bom.

      Mais aqui:
      http://f5.folha.uol.com.br/colunistas/tonygoes/2016/02/10000334-shows-do-grammy-foram-sobrios-apesar-de-lady-gaga.shtml

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