segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

A PROBLEMATIZAÇÃO DO TURBANTE

A problematização está saindo da periferia da internet e começando a aparecer no "mainstream" cultural brasileiro. É bom que isto aconteça, porque o debate fica pobre quando relegado a sites que só pregam aos convertidos ou a bate-bocas pueris no Twitter. Stephanie Ribeiro, por exemplo, agora escreve no Brasil Post e atinge um público bem maior do que quando escrevia apenas no "Blogueiras Negras". Acho ótimo, porque assim ela se expõe mais e tem suas ideias discutidas por muito mais gente. Minha coluna de hoje no F5, por exemplo, é meio uma resposta a um artigo que ela publicou no sábado. Concordo com muita coisa que ela diz: estilistas africanos, por exemplo, são solenemente ignorados pela mídia ocidental, e isto é terrível. Mas subo nas tamancas quando ela defende os turbantes como exclusivos  para as mulheres de descendência africana. Oi? Então Madame Grès era sacrílega? Fora que fico puto se alguém caga regra sobre o que os outros podem ou não podem usar. O termo "apropriação cultural" é uma espécie de fascismo light, que ignora a história e tenta criar vítimas onde elas não existem. Eu faço parte da humanidade: portanto, me sinto empoderado a usar o que quer que me dê na telha, pois nada do que é humano me é estranho. Isto não quer dizer que eu vá trabalhar vestido de esquimó, mas se eu quiser eu vou. O curioso é que esse tipo de ativismo hostiliza gente que seria simpática à causa e frequentemente é contraproducente. Volto a citar o caso "Sexo e as Negas": o seriado de Miguel Falabella, com elenco quase todo negro, teve só uma temporada por causa dos protestos equivocados gerados pela má compreensão do título. Tantos problema sério por aí, e essa turma problematizando bobagem...

51 comentários:

  1. Concordo com esse seu comentário a respeito do texto da Stephanie Ribeiro publicado no BrasilPost e me parece que esse postura só contribui para a criação de guetos, a injustiça está na falta de crédito que muitos estilistas fora do eixo EUA-Europa recebem por suas criações, agora já pensou se só as egípcias pudessem usar maquiagem? só os americanos calças jeans?

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  2. Espero que essa Stephane Ribeiro não coma macarrão, inventado na China. E que nunca tenha feito balé, iniciado na França. Ou usado um computador, inventado nos EUA. Caso contrário estará apropriando a cultura dos outros.

    Esse povo não sabe que cultura não é posse de nenhum povo né? Loucos.

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    1. Os pais de Stephanie podem batizar a filha negra com um nome europeu, mas brasileiros de pele mais clara não podem usar turbante. Parabéns, Stephanie.

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  3. bom, preguiça de ler o artigo da fofa. mas assim como podemos explicitar nossa opinião, ela tem o direito de ter a dela. escrever sobre um baile classe A cujo tema é áfrica mas não existem convidados negros naturalmente virá cheio de rancores e questões que tiveram seu início lá por volta de 1565.

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  4. Pasmo com o artigo da moça. Quanta tolice, quanta cegueira, quanta cagação de regra.

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  5. De boa, o texto da moça é tão absurdo que parece paródia no estilo da saudosa Zambininha.

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  6. Lembrando que turbante é também popular no Oriente Médio...

    Para não entrar no mérito dessa mocinha tola, quero comentar é a foto que você escolheu: que coisa mais MARAVILHOSA é essa mulher.

    Sophia Loren devia ser tombada como patrimônio da humanidade, que beleza tão impressionante e avassaladora...

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  7. Tá decidido. Vou usar turbante no carnaval, pra ver se irrito bastante essa galerinha desequilibrada que sai por aí cobrando a alma. Cansado de quem acha que sofre mais que todo mundo.

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  8. ano passado nos eua um povinho parou uma aula de yoga alegando apropriação cultural.

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  9. Engraçado que, num debate sobre Blackface que rolou no Itaú Cultural de São Paulo, a tal da colunista disse que não ia ser um branco ou quem quer que seja que iria dizer o que ela deve ou não fazer. Contraditória ela, né?

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  10. você não acompanhou toda essa onda de apropriação cultural evolvendo a iggy azalea no ano retrasado? a menina quase foi apedrejada em praça pública.

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  11. Tony, não dê atenção a essa gentalha. ;)

    Apropriação (cultural) de c* é r*la :P

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  12. Dizer que regra do jogo tem intrincada trama policial é também bizarro, aquilo não passa de uma embromação sem fim e muito óbvia.

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  13. Confesso que quando via a Sabrina com o corpo pintado me senti um pouco incomodado, sem ter uma opinião definitiva. Até pensei em linkar a foto pra uns contatos ativistas que tenho polemizarem, mas ai lembrei que tenho vários contatos que foram nesse rega-bofe e poderia parecer mágoa de cabocla, o que nem é o caso. Na verdade, nunca entendi muito esse lance de africanidade, tenho vários amigos negros nascidos em famílias burguesas no Brasil, sem nenhuma ligação cultural-etnográfica com a Africa. Eles devem estar para a Africa como eu estou para a Lapônia. Enfim, se o tema era Africa Pop, as africanas aqui de Lisboa iam arrasar!!! Elas misturam tudo ao mesmo tempo agora, grafismos, moda étnica, aquela coisa Beyoncé, muita
    unha, muita cor, cada semana com um cabelo diferente. Mais pop impossível.

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    1. "Tenho vários amigos negros" = "Tenho vários amigos gays". Mas ninguém tem preconceito.

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    2. "as africanas aqui de Lisboa iam arrasar!!!" = moro no (cof, cof) Primeiro Mundo (como se fosse)

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    3. Pobre pra variar se incomodando com quem viaja ou mora fora.

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  14. Pode parecer datado falar em globalização, bom, posso dizer então que vivemos em um mundo pós-globalizado...falar em apropriação cultural hoje em dia é muito retrocesso, quantas "referências de cultura branca" as pessoas negras utilizam? (seguindo a linha de raciocínio da blogueira!). Não sai nada de útil desse debate e nada que demonstre um caminho para o futuro da questão.

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  15. Acho a indústria da moda brasileira sem nenhuma coragem de confundir seu marketing com revolução comportamental, daquela forma que dizem que Yves Saint Laurent(ícone francês) utilizava modelos negras em seus desfiles sem tratá-las como figuras exóticas, ou que o mesmo Saint Laurent teria bancado a Naomi Campbell na capa da Vogue Paris, aliás essa é a grande ironia na moda brasileira, por que na hora que precisam de uma superstar negra, é necessário contratar uma inglesa? Imagino que seja ausência de meninas negras e lindas no Brasil. rsrs
    No entanto, li o texto da blogueira na semana passada e achei totalmente equivocado, para falar o mínimo, com seu radicalismo tosco, ingênuo e perigoso. Uma pena!

    Abraço de seu leitor negro e gay(como se fosse o único com essa característica aqui rsrs).

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  16. Ufa, ainda bem que tá cheio de gente branca pra EXPLICAR pros negros o que é ou não apropriação cultural, o que eles devem considerar racismo e quais as maneiras ADEQUADAS de se lutar contra o racismo.

    É sempre esclarecedor ver um monte de gays replicando o comportamento obtuso de homens brancos heteros, ignorando voluntariamente as queixas legítimas de um grupo com o qual deveríamos nos solidarizar.

    E, Tony, LET IT GO - Sexo e as Negas acabou, e merecidamente. Falabella é outra bicha branca que queria saber MAIS do que as negras sobre o que era ou não racista. Nós, gays, já deveríamos ter aprendido isso, não adianta ser aliado super bem intencionado, se você não está disposto a rever seus conceitos quando o grupo que você está "defendendo" te diz que você tá fazendo/falando merda.

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    1. 1. Não eh pq ela eh negra q ela tem necessariamente razao sobre qq coisa relativa a racismo. Antes de ser negra, ela eh humana. Erra.

      2. Os inumeros comentarios anonimos daqui vieram com foto, pra vc decidir de que cor sao?

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    2. Filhota, e onde tá escrito que essa blogueira é representante dos negros? É apenas UMA negra. É a opinião DELA. E ela pode estar equivocada, não?

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    3. Essa Stephane tem noção que ela só ganhou um espaço na Folha para cagar regra sem base na lógica só porque a Falha de S. Paulo tava tentando remendar a merda grande de ter contratado o Kataguri?
      Alguém já falou pros diretores da Falha que um erro não corrige o outro?

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    4. Anônimo 1 e Anônimo 2, leiam de novo o que eu escrevi até entenderem.

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    5. Ao anônimo das 08:07: Stephanie Ribeiro não escreveu na Folha, e sim no Brasil Post, um site ligado à editora Abril.

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    6. Esse James Figueiredo está com complexo de negra oprimida. Apenas os negros podem falar o que é racismo, se branco opinar, tem que ser ignorado ou xingado.

      Imagina como seria isso na época do holocausto nazista? Só judeu pode denunciar o genocídio de judeus. Você é uma pessoa que acha o genocídio algo condenável mas não é judeu? Então cale a boca e não se meta, porque apenas judeu sabe o que é antissemitismo e o que não é!

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    7. Vou inventar algo pra me vitimizar, to achando que dá uma grana.

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    8. Ah, o homem-branco-cisgênero... nosso malvado favorito! E ele é tão malévolo, mas tãaao malévolo, que conseguiu cegar 4 atrizes negras, impedindo-as de ver tamanho racismo e machismo a que estavam se submetendo naquela série opressora!

      Ainda bem que apareceu esse James aí pra defender as mulheres negras, né??? que bênção!

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  17. O mio babbino caro
    Amanhã eu comento.

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  18. Achar que o fato de ser negro dá a alguém poder divino pra decidir o que é ou não racismo é o mesmo que achar que gays anda e vira não gritam homofobia em vão. Ser minoria não torna ninguém juiz imparcial de nada - muito pelo contrário, às vezes as mágoas, rancores, dores acumuladas transformam-se em vitimismo histérico.

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  19. http://www.bahianoticias.com.br/justica/noticia/53359-com-incentivo-de-hirs-maria-do-socorro-passou-a-alisar-o-cabelo-para-assumir-cargo.html

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  20. Gente mas a Vogue chamou as roupas que o pessoal usou no BAILE DE CARNAVAL de... FANTASIAS! Tá certíssima a estudante, QUE RACISMO ABSURDO! Se o tema fosse Europa, aposto que iam chamar as roupas dos convidados deOH WAIT.

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  21. Uma coisa é viver numa sociedade racista, e ter toda legitimidade para falar sobre isso. Outra coisa é ser burra e arrogante.

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  22. Van Gogh deixou uma série de belas obras com influência no Japonismo no século XIX. Limitar o que as pessoas usam é como querer parar o andamento do mundo. As coisas se misturam.
    Misturam-se uma série de sentimentos nessas horas que não creio q sejam mágoa de cabocla.
    Para o candomble o turbante tem significados especiais e religiosos.
    Agora é fácil criticar a festa em si. Quanta fantasia horrível. Parecia festa de quem aluga vestido e coloca meia dúzia de penas pra parecer fino.
    Mais uma vez um monte de pobres q todos conhecem em SP bancando de finos e ricos. Não entendo o q gente rica e fina de verdade vai fazer nesta festa. Parecia o camarote da The Week
    A panela do Tãmos Juntos...

    Ninguém consegue encher uma festa com gente realmente importante no Brasil.
    A festa de Gala do Copacabana Palace no carnaval passa pelo mesmo problema.


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  23. Não demora essa louca vai dizer que só negro pode cantar samba, vai propor proibir Maria Rita, Marisa Monte e tantos outros brancos de cantarem samba.

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  24. Irretocável seu texto. Não poderia concordar mais. O termo apropriação cultural em um mundo globalizado é bem fascista, e a militância vive neste cacoete, impressionante.

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  25. O mio babbino caro
    Adota-se a "problematização do turbante" como ponto de fuga ou fuga mesmo, de questões desesperadoras:
    .70% das denúncias à intolerância religiosa (CCIR)
    .59% dos rendimentos dos brancos (IBGE)
    .2,5 vezes mais chances de morrer violentamente (SNJPR)
    .Qual a representação midiática e desqualificada dessa população?
    .Confirmação positiva de desempenho de cotistas (IPEA)
    ..."Onde está a meritocracia de um playboy drogado, neto de um politico histórico, concorrer à presidência". A má fé em valorizar ações discutíveis de ativistas, são as mesmas para com LGBTs, além das acusações de mimimi, vitimismo etc. Parcela de nossos detratores gostariam que simplesmente nós não existíssemos.
    Sou um homem invisível.





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  26. O mio babbino caro
    Alardeiam a proporção entre o salário de negrs e brancos, mas ninguém diz que profissões estão sendo comparadas. Um negro médico ganha muito mais que um branco gari. Comparem indivíduos com a mesma profissão.
    "Eu poderia estar estudando, eu poderia estar trabalhando, mas tô na internet me vitimizando".

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    1. Lá vem os defensores do indefensável. Lôka você estava aonde quando escreveu, "Eu poderia estar estudando, eu poderia estar trabalhando, mas tô na internet me vitimizando".

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    2. Onde vc vê gari branco? São pouquíssimos. Não é assim q se constroem estatísticas.

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    3. Onde vc vê gari branco? São pouquíssimos. Não é assim q se constroem estatísticas.

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    4. As estatísticas distorcidas que vcs adoram, não mesmo. Tem gari de todas as cores. Concurso de gari no Rio atrai até gente com doutorado. Nunca viu as famigeradas matérias na TV? Vive neste planeta? Ou na Vitimolândia?

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    5. anônimo com insônia 02:33
      O Pastor Feliciano, agora, migrou do universo LGBTs e comenta sobre Racismo. Ao menos os argumentos são os mesmos. Não exite homofobia, "As estatísticas distorcidas que vcs adoram, não mesmo. Vive neste planeta? Ou na Vitimolândia?"

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  27. Apropriação cultural zzzzz Já da Beyonce com adornos e pinturas da Índia no novo clipe do Coldplay ninguém fala nada, previsível não?

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  28. Sonho do oprimido é ser opressor.

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    1. Boa noite a todos vamos nanar.

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  29. Me cansei de ler comentários tão ignorantes, principalmente o que compara apropriação cultural com assimilação cultural. Sugiro assistir esse vídeo (https://www.youtube.com/watch?v=Jj2Z1UmCH4U).

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  30. Me cansei de ler comentários tão ignorantes, principalmente o que compara apropriação cultural com assimilação cultural. Sugiro assistir esse vídeo (https://www.youtube.com/watch?v=Jj2Z1UmCH4U).

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  31. Sophia Loren que LUXO heim um mundo bem melhor do que este de hoje uma BOSTA!

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