sábado, 13 de fevereiro de 2016

A GAROTA COM ALGO MENOS


Tudo é perfeitinho em "A Garota Dinamarquesa". Planos lindíssimos, música delicada, figurinos esplêndidos, atores excepcionais. A história da primeira transexual a se submeter a operações de realinhamento, como se diz hoje em dia, sofreu algumas simplificações, mas o cinema tem dessas falácias. As lágrimas caem na hora certa, e, no entanto, falta alguma coisa a este filme. Será que é a interpretação de Eddie Redmayne? Sua Lili Elbe tem gestos tão frágeis que lembra uma filigrana. Não parece uma mulher adulta, com pleno domínio de sua sexualidade. Por outro lado, é provável que a verdadeira Lili jamais tenha se sentido dona de seu próprio corpo. Ela fez a transição numa época em que não existia nenhum mapa, nenhuma referência, nenhum tratamento seguro. Pagou um preço por isto, que o roteiro não esconde. Por que, então, eu não consegui me arrepiar? E pelo jeito muita gente concorda comigo, porque as críticas não são fenomenais e o filme teve só quatro indicações ao Oscar. Mesmo assim, é um bom programa. Ainda mais nesses tempos em que se tenta entender melhor o que é a transexualidade.

15 comentários:

  1. Alicia brilha e comove mais que o seu parceiro de cena.

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    1. Vou assistir amanhã, mas tive essa mesma impressão já desde o trailer.

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  2. Achei que a temática foi tratada de forma respeitosa e isso em muito me agradou. Outro ponto é a interpretação do Redmayne, ele merece o Oscar, não o Di Caprio, a performance dele tem muitas camadas que do outro. Mesmo assim, a garota dinamarquesa é a Alicia e será uma pena se o prêmio for parar nas mãos da Rooney Mara.

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    1. Rooney Mara nem tá cotada, gente! Kate Winslet que leva.

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  3. O ator mais lindo da atualidade, vou ver esse filme só pra vê-lo

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  4. Ontem num bar hetero vi um grupo de mulheres se divertindo e no meio delas havia duas transgenders, numa boa, não notei desconforto por parte dos homens no bar, as duas eram inclusive coroas e animadas, dançando bastante.
    Foi na Europa, não sei como seria no Brasil.

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  5. Tony,
    Gostaria de ver aqui algo sobre a morte inesperada do hiperconservador juiz da Suprema Corte americana Antonin Scalia. Ocorrida poucos meses do fim do mandato Obama, pode por fim a décadas de "equilíbrio" entre liberais e conservadores na Corte Suprema (em favor dos liberais). Isso com reflexos em direitos das mulheres, gays e minorias. Lá começou a surgir todo tipo de teoria da conspiração a respeito. E a oposição já ameaça obstruir qualquer indicação do Obama.

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    1. Cria um blog e escreve sobre ele, lindona! Liga pra Mono e pra DeFu que elas sempre tem dicas quentes de posts...

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    2. Fiquei sabendo por esse comentário da morte do Scalia. O cara era um escroto de marca maior e o mais poderoso inimigo dos gays dentro dos Estados Unidos. Sua morte é um alívio, mas vai provocar uma guerra pela indicação de seu sucessor. Obrigado pela dica, subo um post daqui a pouco.

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  6. Me arrepiei mais assistindo "I am Cait", da Caitlyn Jenner!

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  7. Eu acho que o problema é o Redmayne. Ou eu ter esperado demais da atuação dele.

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  8. Em alguns momentos o rosto do Eddie me lembrou o da Glenn Close. Nunca tinha reparado nisso. Até achei estranho eu ter me atentado a isso. Mas, reparei.

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    1. Lembra muito a Glenn Close em "Albert Nobbs", aquele filme onde ela faz uma mulher que se veste de homem.

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    2. Exatamente. Me senti tão culpado por ter reparado nisso. Rsrsrsrsrs. Que bobo.

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  9. Tive a msma opiniao, faltou algo. Acho q a relacao dela com o mundo foi pouxo tratado, ainda mais pq na vida real ela viveu como mulher por varios anos. Achei o filme sem energia, apatico.

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