quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

LUTA COMBINADA


Só assisti a uma das trocentas sequências de "Rocky": a primeira, "Rocky 2", numa época em que a franquia ainda era considerada bacana. Mas aquele segundo filme era péssimo, e os que vieram depois rolaram ladeira abaixo. Sylvester Stallone virou uma piada e uma máquina de fazer dinheiro, e seu lutador nunca mais me interessou. Mas agora fui ver "Creed", o spin-off da série, embalado pelas críticas boas e pela indicação ao Oscar de coadjuvante que Stallone recebeu. Bom... não é um filme ruim. Na verdade, ele entrega tudo o que os fãs esperam, assim como o novo "Star Wars" também entrega. Mas o problemas desses dois longas é o mesmo: não há surpresas. "Creed"não possui um único frame que não seja previsível. Além disso, a motivação do protagonista podia ser melhor construída. Filho bastardo de Apollo Creed, o amygo e ryval de Rocky, o pequeno Adonis (fala sério) é criado em orfanatos até a viúva de seu pai vir resgatá-lo e levá-lo para sua mansão. Mas ser criado no luxo não basta: ele ainda guarda um mar de revolta dentro de si e quer lutar, lutar, lutar, mas se recusa a usar o sobrenome paterno. Faz sentido? Não, mas as cenas de luta são bem filmadas, e Michael B. Jordan bem que podia ter sido indicado. Quanto a Stallone, continua canastrão como sempre, mas não dá para negar que se trata de um astro do cinema. Se ganhar esse Oscar, vai ser pelos serviços prestados. Só espero não ter que ver "Creed 2" daqui a alguns anos.

3 comentários:

  1. Michael B. Jordan só não foi indicado porque é preto. #prontofalei #oscarsowhite

    ResponderExcluir
  2. Quantos anos esse Adonis tem? Se o Apollo morreu em 1985 no Rocky IV, ele teria que ter pelo menos 30, o que já é meio velho pra iniciar uma carreira no boxe.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ótima pergunta. O filme começa em 1998 (há um letreiro), com Adonis ainda no orfanato, mas ele aparenta ter menos de 13 anos...

      Excluir