terça-feira, 1 de dezembro de 2015

VOU LHE DAR UM ZERO

No papel os números podiam fazer todo o sentido. Uso racional das verbas públicos, otimização de recursos, esse tipo de papo. Ninguém pensou no custo humano da reforma: centenas de estudantes e professores ficariam muito mais longe do lugar onde trabalham e estudam, irmãos iriam para escolas diferentes, colégios históricos e com laços afetivos com a comunidade seriam fechados sem mais nem menos. Para piorar, o projeto foi implantado de sopetão, sem consulta aos afetados nem uma comunicação minimamente eficiente. Deu no que deu: alunos revoltados, dezenas de escolas ocupadas há dias, comoção popular e, para variar, o governo Alckmin respondendo com a truculência que lhe é peculiar. Aliás, é um contraste curioso, para não dizer trágico. O governador do estado de São Paulo tem fala mansa e ar de nerd, justificando a fama de picolé de xuxu. Mas as atitudes de seu aparato de repressão desmentem essa cordura. Eu sou sempre "acusado" de tucano aqui no blog, e não nego que já votei no PSDB muitas vezes. Mas no ano passado votei no PV, pois acho que já passou da hora de termos alternância no governo de SP. Fatos como essa desastrosa reforma do ensino público, mal planejada e mal conduzida, me dão razão.

31 comentários:

  1. E ele ainda pensa em ser presidente. Faz-me rir!

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  2. Tony,
    Mudando mais ou menos de assunto, ao que você credita esses ataques criminosos quase mensais em redes sociais a alguma mulher negra famosa(as quais podem se contar no dedo) no Brasil?
    Abraço,
    Do leitor de Salvador/BA

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    1. Hoje teve a Cris Vianna, né? Não sei, mas não acho que tenha um monte de gente por trás, não. Inclusive porque é muito arriscado: não é impossível descobrir quem foi, como conseguiram no caso da Maju Coutinho. Lá era só um moleque de 16 anos do interior, usando um monte de perfis falsos.

      O anonimato da internet permite esse tipo de coisa, infelizmente. O mesmo anonimato que permitiu você não se identiificar...

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    2. Tony, nota 10 pelo shade no final do seu comment. Impecável.

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    3. É um capítulo a parte isso no seu blog, né? Nós, os anônimos.
      Pois bem, não me identifico porque não me sinto confortável, acho que conheço você, que se expõe muito nesse blog, mas não seus outros leitores, e se fosse para me identificar, teria que ser como vc: foto de rosto, nome e sobrenome.
      Agora, jamais faria um comentário ofensivo a vc ou qualquer outro leitor, não por ser santo, mas porque realmente acho covarde e canalha agir dessa forma.
      O simples fato de você associar que existe semelhança entre eu e esses criminosos, me constrangeu. Talvez seja melhor, nunca mais comentar, pq semelhança com criminosos não quero nenhuma!

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    4. Não, querido, eu não estava reclamando dos anônimos do meu blog. Estava fazendo um contraponto: a internet também permite que meus leitores que não conseguem ou não podem se identificar permaneçam no anonimato. Claro que eu preferia saber o nome e a cara de todo mundo, mas entendo. Continue comentando, porfa.

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    5. Polícia Ideológica2 de dezembro de 2015 13:42

      Invente um nome/apelido engraçado ou absurdo que nem o meu, Anon 20:17. Vale a pena. Na pior das hipóteses, vc pode trocar o nome/apelido, como já fez o The Fu.

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    6. De Fu segue insepulto na mente de seus admiradores.

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    7. Evidente, nunca foi sepultado, só trocou o vulgo, continua o mesmo.

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  3. é triste que alguém ainda vote no PSDB

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    1. HAHAHAHA

      Triste mesmo é que alguém ainda vota no PT (essa gente existe mesmo!). Prova de que o surto de microcefalia é mais antigo do que se diz.

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  4. A reforma na educação do governo estadual paulista, apesar de necessária, pois há excesso de vagas e falta de recursos, foi realmente desastrada.

    Fico pensando: o que levou o governador a se expor dessa maneira? Teria sido o fato de que, seja qual fosse a reação dos estudantes, sua situação política jamais atingiria a sangria pela qual passa a esfera federal?

    Ainda assim não faz sentido, pois possibilitou a já minguada esquerda revolucionária colocar seu aparato nas ruas e, de quebra, adestrar uma nova geração no já surrado chavão "eu quero meus direitos", pouco importando de onde venham os recursos.

    Que jeito mais torto de fazer política, meo deos.

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    1. *fosse qual fosse
      (mantra: 'reler antes de clicar Publicar')

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    2. O que seria correto, então, amado Mestre: ficar em casa e não lutar por seus direitos?

      Fico espantado como o senhor se prende aos rótulos esquerda e direita, quando 90% da população mal sabem a que se referem tais conceitos.

      No alto de sua sapiência política, ética e moral, o que esses estudantes deveriam fazer? Mostre-nos uma solução, por favor. Aceitar tudo com um amém sorrindo nos lábios me parece uma adestração muito pior.

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    3. (a pedidos)

      Da década de 1990 para cá, a diminuição da demanda por vagas no ensino público passou de milhão, caro Anon 8:12. No momento, o que faltam em São Paulo são creches e cursos técnicos. Muitas das escolas "fechadas" serão usadas para esses fins. Fora isso, dividir as turmas por faixas etárias será excelente para a melhora do ambiente escolar. O erro (estratégico) de Alckmin foi ter agido de supetão.

      Há ainda a questão do necessário contingenciamento de recursos para que o Estado não contribua para aprofundar a atual recessão e a iminente depressão econômica que nos assombra.

      Se os professores militantes e os agitadores de plantão, em vez de incitar os hormônios juvenis da meia dúzia de garotos que aderiram ao movimento, explicassem a REALIDADE, quem sabe esses estudantes percebessem que estão em uma luta sem qualquer sentido.

      Ou melhor, sentido há e é político. Dessa política terrível que tomou conta de todas as esferas do país. Inconscientemente, os estudantes paulistas estão servindo a interesses partidários! Afinal, vai que o foco sai, ainda que por alguns instantes, da lama que escorre do Planalto, ou do... Rio Doce.

      Ademais, o Haddad, prefeito petista, também fechará escolas e turmas na capital para ampliar as vagas em creches. Por acaso, o senhor ouviu falar de alguma manifestação orquestrada contra o alcaide? Nem eu.

      Não sou contrário a manifestações públicas, au contraire, mas desde que orientadas pela razão. Lembro-me de uma propaganda que dizia "potência não é nada sem controle". Era para vender freios. Às vezes, a melhor e mais importante lição que podemos compartilhar com os mais jovens é a importância de saber conter voluntarismos estéreis.

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    4. A sua solução consiste somente em ACEITAÇÃO. Nada diferente do que já havia sugerido. Mas vou lhe dar os parabéns, porque agora há argumentos e - melhor - argumentos aceitáveis. Dizer somente que os males do mundo são causados pela esquerda empobrece o seu discurso...


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    5. Não se trata de "aceitação", mas de tomada de consciência para que os estudantes não sirvam de massa de manobra para sindicatos, certos partidos, ideologias e organizações criminosas travestidas de movimentos sociais.

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  5. Eu acho o projeto muito bom. Trabalho numa escola e acho excelente a ideia de separar as crianças dos adolescentes. E, para os professores, que geralmente dão aula em mais de uma escola, abre-se a possibilidade de concentrar suas aulas em um lugar só. O ruim é que foi feito na surdina, sem discussão prévia, sem chance de as pessoas se acostumarem.

    PS: já votei no PSDB, mas não sou tucano, vai que cola né? Mas, se alguém falar que já votou no PT mas não é petista, o blogueiro seria o primeiro a tripudiar.

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    1. Eu já votei no PT várias vezes, para prefeito, senador, deputado e vereador, e todo mundo sabe que eu não sou petista. Tem muita gente boa no partido - ou tinha.

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  6. Sair cagando rótulo partidário nos outros: até quando?

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  7. Se o governador fosse parar para discutir a reforma com professor esquerdoso e aluno analfabeto, ia resultar no mesmo mimimi. Ou até pior.
    Ele fez bem fazer do jeito que fez. Inclusive já tornou a medida oficial. Preferiu agir como quem tira um esparadrapo e fez de uma vez. Daqui um ano, ninguém vai nem lembrar.

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    1. Hahahaha amei, definiu perfeitamente a situação, pra desgosto da esquerdinha agora sem jabá.

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  8. Política a parte, eu sempre estudei em escola estadual e na minha época os ciclos eram separados o que acho que ajudou muito a evitar bullying dos maiores aos menores. "Se fosse pai não gostaria que a minha filhinha ficasse a merce dos marmanjos."

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    1. Eu estudei a vida toda em colegio com todas as séries e nunca sofri ou vi bully de maiores com menores, o bully era na propria sala mesmo entre os iguais.

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    2. Provavelmente acontecia e vc nem se dava conta. Convenhamos, vc nao parece exatamente uma pessoa inteligente...

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    1. Quais os crimes pelos quais Alckmim responde. Lucas? Você voltou em quem na última eleição para o governo de São Paulo?

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    2. http://www.conversaafiada.com.br/politica/alckmin-abafa-os-crimes

      http://www.muco.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=78:cpis-governo-geraldo-alckmin-&catid=38:sala-das-cpis&Itemid=64

      http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/09/1684763-governo-alckmin-esvazia-acoes-para-conter-mortes-por-policiais.shtml

      http://blogdaboitempo.com.br/2014/06/08/as-ilegalidades-cometidas-contra-o-direito-de-greve-o-caso-dos-metroviarios-de-sao-paulo/

      http://www.istoe.com.br/reportagens/438644_ALCKMIN+IMPOE+SIGILO+A+DADO+DA+PM+E+BARRA+COMPARACAO+ENTRE+CRIMES+E+POLICIAMENTO

      http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2015/07/governo-de-sp-teria-feito-acordo-com-crime-organizado-em-2006-diz-jornal.html

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