sexta-feira, 27 de novembro de 2015

SONÍFERA ILHA


"A Ilha do Milharal" ficou entre os nove pré-finalistas do Oscar de melhor filme estrangeiro do ano passado, mas não chegou entre os cinco indicados. Mesmo assim, esse pequeno filme da Geórgia foi longe, superando concorrentes badalados como o canadense "Mommy" ou o brasileiro "Hoje Eu Quero Voltar Sozinho". E não, não é melhor do que nenhum desses. Quase sem diálogos, não lembra em nada o tipo de filme que agrada à Academia. Deve ter tido um RP muito forte, ou um grande amigo na comissão julgadora. Isto não quer dizer que seja ruim: tem lá seu interesse. Ainda mais porque mostra um canto do planeta que até costuma frequentar o noticiário, mas não as nossas salas. Toda a ação se passa numa ilha temporária, surgida com a vazante num rio sem nome do Cáucaso. Um velho chega de barco, constrói uma cabana e prepara o terreno para semear milho. Depois vem uma garota, que deve ser neta dele (nunca fica claro). E aí aparecem uns soldados, de ambos os lados do conflito entre a Geórgia e a região separatista da Abkházia. "A Ilha do Milharal" trata de assuntos primordiais, como a luta pela sobrevivência, o impulso sexual e a violência, tanto a do homem como a da natureza. É lento, bonito e um pouco chato. A crítica está amando; eu, pra variar, fui fazer turismo no cinema.

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