quarta-feira, 4 de novembro de 2015

RELATOR SELVAGEM

Momentos de suspense: quem será o relator do processo de cassação de Eduardo Cunha? O favorito das casas de apostas é o inexpressivo deputado Fausto Pinato, eleito pelo PRB paulista com apenas 22 mil votos (ele só entrou porque foi puxado pela votação colossal de Celso Russomano). A princípio fiquei desanimado com essa notícia, porque Pinato é evangélico e seu partido apoiou Cunha para a presidência da Câmara. Mas agora ele parece o melhorzinho dos três possíveis. Porque, além de ser o único advogado do trio, também está precisando dessa chance para tornar seu nome conhecido. Se engavetar o processo ou fizer corpo mole diante da montanha de provas contra Cunha, sua carreira volta para a vala comum. Além do mais, tudo o que fizer se refletirá em Russomano - que já aparece em primeiro na disputa pela prefeitura de São Paulo, mas não quer repetir os erros de 2012. Se um apadrinhado seu for marcado como conivente com a corrupção, isto pode lhe custar pontinhos preciosos numa corrida que promete ser acirrada. Mas tudo isso pode não passar de wishful thinking meu. E levando em conta a enxurrada de más notícias que o Brasil produz todo dia, deve ser mesmo.

10 comentários:

  1. Polícia Ideológica4 de novembro de 2015 19:28

    Mais vale para ele é fazer média com o Cucunha e o PMDB e engavetar o caso mesmo. Esses políticos $e entendem.

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  2. Por que este blog não tá fazendo a cobertura da separação de Joelma?

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    1. Porque meu interesse por este assunto tende a zero. Mas eu já falei dele na minha coluna no F5.

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    2. Parabéns, porque aquela separação bagaceira é fundo do poço e aquela mulher horrorosa homofobica não merece uma linha.

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  3. PRB! Brrrrrr, tremo só de ler a sigla desse partido.

    Mas deve ser o partido do coração do Luciano, né?

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  4. E a renúncia do primeiro ministro da Roménia? Que inveja do povo que derruba um político assim.

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    1. Isto se chama parlamentarismo. Um sistema onde é muito mais simples trocar um governo que não está funcionando.

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    2. Da outra vez que os romenos tiraram um líder do poder, ele foi literalmente derrubado. E a coisa toda ao vivo na televisão.

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    3. A Argentina nos anos 80 também brincou muito de trocar de presidente.

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    4. Nos anos 80? Não. O começo da década foi mesmo turbulento, marcado pela Guerra das Malvinas e pelo estertor do regime militar. Foram presidentes os generais Videla, Viola, Bignone e Gualtieri. Depois que se reestabeleceu a ordem democrática, foram só dois presidentes: Raul Alfonsín e Carlos Menem.

      E não dá para comparar uma ditadura com uma democracia, como é o caso da Romênia de hoje.

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