domingo, 29 de novembro de 2015

MÚSICA QUE DÁ NOS NERVOS

"Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos" é um marco do cinema, mas fracassou redondamente quando foi adaptado para um musical da Broadway. Esse fiasco não desanimou os produtores brasileiros, que enxergaram no espetáculo um veículo para grandes atrizes. A montagem em cartaz em São Paulo cumpre esse papel: Marisa Orth e Totia Meirelles estão melhores do que nunca, apoiadas por um grande elenco. A produção é pra lá de luxuosa, com inúmeros cenários, figurinos devidamente almodovarianos e até mesmo um palco giratório, que não existia no exterior. Mas, com quase três horas de duração (incluindo o intervalo), a peça é bem mais longa que o filme. E comete um pecado mortal que não foi sanado pela adaptação e direção de Miguel Falabella: as músicas são todas ruins. Algumas são lentas demais para o ritmo frenético pretendido, outras são apenas feias. Nenhuma empolga, nenhuma vai ter vida fora do palco (elas mal têm sobre ele). É uma pena, porque eu fui para o teatro disposto a adorar. Adorei Marisa, adorei Totia, adorei o visual, as coreôs, a entrega dos atores. A trilha sonora, que deveria ter sido composta um compositor latino, não consegui.

Um comentário:

  1. Essa Totia é a atriz perfeita pra fazer papel de mulher falsa. É um tipo de papel que combina direitinho com ela.

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