terça-feira, 24 de novembro de 2015

MAIORRR APOIO

A "Escolinha do Professor Raimundo" bombou na televisão brasileira numa época em que eu só queria saber de sitcom americana. Achava o programa antigo, com piadas óbvias - o contrário do suposto refinamento do "Seinfeld". Claro que eu conhecia alguns personagens (não todos) e alguns bordões (ainda menos), mas nunca parei para assistir a um episódio inteiro. Foi preciso o humorístico ressuscitar no canal Viva com um elenco contemporâneo para eu me dispor a vê-lo do começo ao fim. Aí, adivinha: adorei... Descobri que eu sou mais familiarizado com a "Escolinha" do que meu esnobismo me fazia crer. Os atores estão todos bem - a começar por Bruno Mazzeo, que "recebeu" o pai. Foi especialmente aflitivo ver Betty Goffman como Dona Bela (que ela já havia feito no teatro e algumas vezes na TV) ou Dani Calabresa como Catifunda (uma escolha óbvia, porém acertadíssima). Mas, no meio de tantos craques, teve um que marcou um gol de bicicleta: Marcos Caruso como seu Peru, irreconhecível e irretocável. Não só a atuação estava perfeita, como também o texto. Tanto que fiquei com vontade de adotar a criação imortal de Orlando Drummond como meu role model. Sim, Seu Peru ("com mel, de Vila Isabel") é uma bicha louca caricata, mas também é incrivelmente libertário. Não tem a homofobia introjetada de outros personagens gays e muito menos aquela mensagem conservadora tão cara ao humor brasileiro tradicional. É um rebelde, e é fa-bu-lo-so. Tomara que ele apareça de novo nos próximos episódios dessa reencarnação, que vão ao ar no Viva às 23:15 até a próxima sexta-feira e depois serão reprisados pela Globo. Não vou perder: entrei para a irmandade.

7 comentários:

  1. Estão quase todos muito parecidos com os originais, mas poucos ficaram engraçados mesmo. Não vale a pena nem comentar a presença da muito sem graça e superestimada Fernanda Souza, porque seria dá atenção a alguém que nem merecia ser atriz, quanto mais comediante. E achei a Calabresa bem caída, tirando o sotaque não soube segurar a personagem, mas não surpreende porque ela só sabe fazer sempre a mesma coisa.

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    1. Taí uma que também não me desce, Fernanda Souza. Tenho a pior impressão possível dela.

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  2. O mio babbino caro
    "Há mais coisa no ar do que os aviões de carreira"

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  3. Agora que mudou de idéias sobre a escolinha, que tal dar uma chance ao chaves, do Chesperito, o maior e mais genial roteirista de humor de toda América latina.

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    1. Chaves, Escolinha, Zorrra Total e a Praça é nossa.
      Pelo menos o Chaves era PARA crianças.

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    2. Chaves é pra todas as idades, ATEMPORAL, e o melhor texto de humor que um latino americano já escreveu. Alguém além do Chesperito conseguiria escrever uma série com humor de bordão tão bom?

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  4. Então, esse elenco é muito bom, um dream team do humor + ótimos atores como Caruso, Mateus Solano e Marco Ricca. Fui ver na maior expectativa, mas alguma coisa não desceu bem. Não existe ali uma interpretação de personagens. É estranho ver atores imitando a interpretação de outros atores. Adorava a escolinha original e gosto muito desse elenco novo, mas não achei engraçada essa versão. Ficou meio forçada e fora do tom.

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