sábado, 21 de novembro de 2015

EPISÓDIO NÃO-ESPECIAL


Greta Gerwig foi imediata e inevitavelmente comparada a Lena Dunham quando lançou "Frances Ha" alguns anos atrás. O filme era em preto-e-branco, mas, tirando isso, lembrava muito "Girls", a série que Lena criou para a HBO. Agora as duas ficaram ainda mais parecidas: "Mistress America", escrito e estrelado por Greta, parece mesmo um episódio especial de "Girls", com um monte de elementos presente no seriado: uma menina branca que quer ser escritora em Nova York, uma outra menina branca maluquinha que também mora em Nova York e uma série de problemas que podem ser seríssimos ou não existir. A personagem de Greta é provavelmente mais uma extensão dela mesma, mas sem o foco de produzir nada que valha. Toda a primeira metade do filme é agradável feito uma sitcom descolada, e culmina num encontro memorável da protagnista com uma ex-colega de escola. Mas aí a ação se desloca para a casa de um casal rico, onde há personagens demais e assunto de menos. "Mistress America" se ralenta, e aperece durar muito mais que uma hora e meia. Um bom editor teria dado conta, e transformado esse longa num episódio normal de TV.

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