segunda-feira, 16 de novembro de 2015

DIVERSA IDADE


Pela primeira vez em muitos anos, não fui à abertura do MixBrasil. Tive um compromisso profissional na mesma noite. Mas aproveitei o fim de semana para ver dois longas americanos em exibição no festival, que se diz da "diversidade" mas que na prática todo mundo sabe que é gay. Ou talvez já se possa dizer que é um evento de diversas idades: um amigo meu chegou a questionar a relevância do Mix Brasil numa rede social, já que hoje em dia a temática LGBT chegou até às novelas. Será que o festival já teve dias melhores, ou está mais necessário do que nunca? De qualquer forma, vi dois filmes interessantes que falam de momentos diferentes na vida de personagens homossexuais. O primeiro deles foi o ultra-independente "Nasty Baby", dirigido e protagonizado pelo chileno Sebastián Silva. O único nome conhecido do elenco é a comediante Kristen Wiig, que faz a amigona de um casal gay disposta a engravidar de um deles. Na paralela, o trio tem probelmas com um morador de rua, que os molesta até o ponto da violência. "Nasty Baby" é um filme estranho, e não captei a mensagem de sua trama. Tem gay despreparado para ser pai? Tem, e daí? Se alguém mais viu, estou a fim de trocar umas ideias.

Gostei bem mais de "Grandma", que traz uma grande interpretação de Lily Tomlin. Ela faz uma lésbica viúva que é um poço de ironia e confrontação, do tipo que compra briga com criança. A trama toda se passa num único dia, que começa mal: ela leva o pé da namorada bem mais jovem. Logo depois recebe a visita da neta, que precisa de dinheiro para fazer um aborto. Como a vovó está dura, as duas vão a diversos lugares em busca de grana. E aí está a maravilha do roteiro: através dessas visitas, vamos aos poucos conhecendo toda a vida dessa mulher agridoce. Lily Tomlin está cotada para o próximo Oscar, e por isto "Grandma" deve estrear no Brasil no começo de 2016. Não "perdam".

4 comentários:

  1. A verdade, por mais inconveniente, é que filmes gays só atraem público gay, os heteros não tem interesse, isso quando não tem nojo. Então, ver filme gay, só em festival, porque no circuito raramente entrará. Ou ver pirata em casa.

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    1. Concordo. Vide a indignação das pessoas em "Praia do Futuro", muitos saindo da sala de cinema na sessão em que eu estava logo depois da primeira cena gay.

      (Tá, o filme é chato, mas não tinha dado tempo de avaliar ainda hehehehe)

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  2. O compromisso foi o Telas Forum? Foi legal?

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    1. Foi o jantar beneficente da Record. No Telas Forum eu fui no domingo retrasado, quando passou na abertura um episódio da série "Condomínio Jaqueline" que eu ajudei a escrever.

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