sexta-feira, 13 de novembro de 2015

A PAIXÃO DE PIER PAOLO


Está na hora de surgir um novo Pier Paolo Pasolini. Não acho que os tempos de hoje sejam mais caretas do que os que ele viveu, mas faz falta um libertário que não peça desculpas por seu radicalismo. O diretor italiano pagou um preço alto: foi linchado e atropelado por um grupo de rapazes, inclusive o que ele estava pegando (e pagando) naquela noite. Sua via crucis, de certa forma, também validou sua obra. E já rendeu alguns livros e filmes, como este "Pasolini" que agora está em cartaz. O roteiro foca em seus últimos dias de vida, mas não é linear. Envereda pelas histórias que Pasolini estaria escrevendo naquela época, e de repente as abandona, como um escritor que muda de assunto. Willem Dafoe está assombroso no papel principal, e o diretor Abel Ferrara consegue dar uma boa ideia de como funcionava a mente de seu biografado. Pasolini era um rebelde, mas também era profundamente italiano: vivia sua homossexualidade nas sombras (como se faz na Itália até hoje), a religião estava em seu DNA e ele nunca largou da barra da saia da mãe. O filme é curto e sua piração não chega a encher o saco, mas não é para todos os gostos. Proceda com cuidado.

10 comentários:

  1. Sei que não tem nada a ver com o post, mas vale deixar o nojinho de lado e ver este vídeo até o final:

    https://www.facebook.com/cesar.morgado.52/videos/10205258387525267/

    Eis o discurso conservador e religioso sem a edição perversa da imprensa "progressista".

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    1. Filminho nojo da porra!

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    2. Nojo não é resposta. É preciso enfrentar os argumentos com honestidade e, no mínimo, o tom. Não há LGBT brasileiro capaz de fazê-lo sem incorrer em erros lógicos básicos.

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  2. Abel Ferrara, aquele diretor que ninguém nunca viu um filme dele pois são chatissimos.

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  3. Eu queria saber o que João, defensor de um mundo sem gêneros, tem a dizer sobre essa condenação, porque na essência é isso que um transgênero estaria fazendo, se passando por algo que não nasceu sendo, e independente disso, num mundo sem gênero toda pessoa deveria poder ser o que bem entende, segundo reza a cartilha:

    http://f5.folha.uol.com.br/voceviu/2015/11/1705846-britanica-que-fingiu-ser-homem-para-transar-com-mulher-e-condenada-a-8-anos-de-prisao.shtml?cmpid=facefolha

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  4. Kkkk! Eu acho q vivemos tempos conservadores sim! E muito, sem contar a vigilância constante algo q n existia (n dessa forma) naquela época

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  5. É o Chico Xavier na foto do cartaz?

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    1. Quando assisti uma peça no TBC sobre PPP, a sessão seguinte era uma montagem sobre Chico Xavier. Sei não.

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    2. Gentem! Será que eles eram... A MESMA PESSOA?

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    3. O mio babbino caro
      Era tão fissurado no cara, que durante um tempo, eu fui ele ehehe. Quanto ao filme, fiquei meio chapado. Foi mais uma daquelas mortes que nós lembramos exatamente onde estávamos, quando tivemos a noticia. "Morte de cineasta italiano levanta novamente a questão homossexual" (Nov 75). Ragazzi di vita, Amado Mio, sua última entrevista.... PPP scrittore tão grande que não cabe explicação. Uma vez a morte ser um fato inexorável. Morremos daquilo que amamos, pode ser o Teorema...

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