domingo, 4 de outubro de 2015

LONDON CALLING

Estive em Londres pela primeira vez em janeiro de 1983, quando estava começando aquilo que os americanos chamariam de “segunda invasão britânica”. Em outras palavras, um dos melhores momentos da música pop de todos os tempos. O punk e o new wave do final dos anos 70 haviam se misturado ao mainstream e gerado frutos como Culture Club, Eurythmics, Duran Duran e uma infinidade de outros nomes. Era inverno, mas a cidade fervilhava. Clones de Boy George andavam de metrô e cartazes anunciando os últimos singles cobriam os andaimes. Lojas de discos (ainda em vinil) brotavam em cada quarteirão e publicações como o “NME” tentavam descobrir the next big thing. A música fazia parte inextricável da paisagem londrina. Mais de 30 anos depois, extricaram-na. Londres está ainda mais multicultural, com desfiles de trajes típicos pelas ruas. Mas as lojas de discos fecharam quase todas (vi que a HMV da Oxford Street ainda existe, e só), e os "lambes" promovendo artistas novos evaporaram. A música sumiu do espaço público e se tornou estritamente particular. Quase todo mundo anda com headphones, alguns grandes demais, mas vai saber o que estão ouvindo? Londres continua sensacional, é claro, com uma oferta de produtos culturais e de consumo que lugar nenhum do mundo consegue superar, quiçá igualar. Mas capital mundial da música pop? Só se for em segredo.

28 comentários:

  1. O garoto com olhos de Cinderela4 de outubro de 2015 14:21

    Eu amo Londres, mas tenho uma quedinha por Dublin.

    Dublin não é tão descolada como Londres, mas tem seu valor.

    ResponderExcluir
  2. Morei anos a trabalho em Londres. O melhor de Londres é estar obrigatoriamente enfiado dentro dos costumes e cultura da classe média local.
    Vc pode berrar na rua que vc é a blogueira do momento do Brasil, que vc é diretor de uma mega empresa, que vc é popular e media influencer. Todo mundo te olha com a mesma cara: a de quem tá nem ai e ou de quem tá cuidando da própria vida ou se divertindo. Lembro que entrava num pub e bebia até cair e todos falavam comigo e todo mundo se entrosava. Sem panelas pq um era forte e outro não ou pq tinha título universitário . Valia o quanto vc era interessante, diferente, . AS PESSOAS VALEM PELO QUE SÃO E NAO PELO QUE TEM.

    Diferente da nossa classe medinha onde, para cada 500 reais adicionados na sua renda familiar,.tem um produto pra consumir, um local pra frequentar, um amigo pra fazer e uma escola para a sua subdivisão de classe média.

    Sem contar aquela casse média que é elite por que acha que é rica, ou aquela pq é intelectual (tipo/nivel intelectual de jornalistas) ou umbilical (sou elite pq sou e fim de papo).
    Coloquem todos num camarote, montem a gang do instagram, chame todos de "queridos" e diga que vc é fino. Pronto, o circo jeca brasileiro está formado.
    Felizmente consegui uma transferência para a Europa novamente no fim do ano...
    Já li várias vezes aqui, e concordo, que entre gays essa cultura é muito mais forte que entre héteros. Por isso me livrei de 50% dos conhecidos gays, deixei apenas meus amigos gays no meu meio social e incorporei vários héteros. Do jeito que era em Londres....

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Tem elite do instagram tb. Basta ser popular e vc recebe convites para festas e eventos e presentes. Mas são riquíssimos no Instagram. Na conta bancária, cai o salário de produtor de eventos...
      Como diz um amigo meu, ser rico e famoso no instagram é igual ser rico no banco imobiliário...

      Excluir
  3. Interessante, estava pensando nisso hoje. Eles inventaram a musica como produto cultural e por motivos óbvios sempre foram mais talentosos q os americanos, recentemente vi um programa do Fareed Zakaria que dizia q a Inglaterra não é mais uma potencia global e o término das relações especiais com os Estados Unidos sinalizam que a terra da rainha pode se tornar um lugar insignificante. Até meados dos anos 00 só se falava na cena musical britanica, hoje veja que engraçado...não lemos revistas ou blogs gritando sobre "a melhor banda de todos os tempos da última semana", e outro dia li na Vice que muitos musicos de sucesso na Inglaterra tem um segundo emprego como garçom, faxineiro ou cozinheiro. hahahaha...Mas n tem como n respeitar os Ingleses, desde a segunda guerra ninguém nunca mais passou fome nessa joça, um país desse tamanho se mantendo há milenios no topo? é coisa de louco, palmas pra eles.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Se vc quer que o Brasil chegue no topo e fique por lá por muito tempo, é preciso acabar com a cafonice cultural brasileira.
      Tem muito grupinho disso, formador de opnião daquilo, etc...Lógico que componentes como educação, ciência e tecnologia vem na frente. Mas entendermos a classe média britânica já seria um bom começo.

      Excluir
    2. Meu amigo, se vc quer entender a cafonice da classe média brasileira, vá ao restaurante Paris 6. Comida francesa tão legítima quanto uma nota de 13 dólares. Ambiente tão fake quanto um restaurante em Las Vegas. Ostentação como num shopping em Dubai e clientes ou os parceiros guerreiros sob #deusnocomando tirando 1 selfie por minuto. Brasil, país maravilhoso!

      Excluir
    3. Obrigado anônimo 16:53 por essa definição perfeita do que acho de gente que fica em fila de restaurante como Outback e Spot apenas pra estar la dentro. É ridículo

      Excluir
  4. Conta dos trajes tipicos, quais são?

    Concordo q Londres n tem a cultura casa grande e senzala do Brasil.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Tem de um tudo. Muito indiano de turbante (são sikhs, uma religião que proíbe os cortes de cabelo - por isto eles precisam ficar escondidos debaixo de panos enrolados). E muçulmanas de todos os estilos. Vi uma coberta de negro da cabeça aos pés, só com uma fenda horizontal no lugar dos olhos, típico de Oman.

      Excluir
    2. Eu vi uma aqui que me lembrou o Sub-Zero só com os olhos de fora.

      Excluir
  5. (1)

    "A música sumiu do espaço público e se tornou estritamente particular."

    Sintético e cirúrgico! Explica muito da drástica diminuição de trilhas sonoras no meu dia a dia. Sempre fui um consumidor passivo (ui!) de música. Além de não gostar de fones de ouvido (tenho duas lindas caixinhas wireless conectadas ao meu notebook neste exato momento), falta-me paciência para alimentar players com arquivos digitais.

    * * *

    (2)

    Impressionante como a narrativa do ressentimento tomou de assalto o discurso do brasileiro médio. Tal postura mental, vejam que coisa, consegue até idealizar uma Londres da igualdade social. Justo um lugar em que a população se reconhece, estratifica e estabelece o nível de intimidade com o outro em função do sotaque. Uma cidade em que basta abrir a boca para ter sua origem social imediatamente identificada.

    O frase famosa de John Prescott, "we are all middle-class now", dita em um arroubo de bajulação a Tony Blair, parece ter convencido muita gente. Só faltou combinar com a aristocracia, a elite e a classe média alta inglesa. Na época, a bravata de Prescott deu o que falar!

    Quem nunca sentiu a opressão de ser medido pela régua das classes sociais privilegiadas de Londres é porque não teve acesso a certos ambientes. Apenas circulou (e não há nada de errado nisso) nos nichos da working-class e da baixa middle-class, tão simpáticas e calorosas, sem dúvida, quanto a população de uma comunidade carioca, ou de um bairro da periferia paulistana.

    ;-)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Cidadão, não há nada de ressentimento, apenas a constatação de que esse seu Brasil de casa grande e senzala, nos envergonha, é deprimente e constrangedor. O restante é um problema todinho seu. Aprenda a lidar com isso daqui para frente, pois não há volta. Boa noite!

      Excluir
    2. The Fool, Vc já morou em Londres por meses ou anos? Fez parte da cidade, teve que trabalhar, ter conta no banco, pagar contas, alugar casa, fazer amigos, acertar seus impostos e imigração, etc...?
      Lógico que dentro de uma curva estatística normal da população pela sua renda, Londres tem suas margens de erros. Tem sim nbviolência, gravidez na adolescencia, guetos wellfare e housing benefits. Alias, imigração no Reino Unido é um exemplo de boa integração se comparado com o desastre francês, espanhol e italiano.
      Mas longe de ser comparado com a mesma distribuiçao normal do Brasil. Mais que isso, um britânico working class or young professionals vai se misturar com imigrantes ilegais e outras nacionalidades. Casam e fazem filhos. Eu circulei em tudo e vi todo tipo de gente.
      No Brasil até um nordestino classe média alta sofre preconceito em SP. Te garanto. E aristocrata britânicos são ricos e não classe média alta fingindo ser elite fake. Sem contar que são marcos culturais da Inglaterra e pouquissimos.
      Vc vai ao Paris ¨6?

      Excluir
    3. Bem tipico dos novos pseudo-intelectuais que surgiram com a internet. Típico de jornalista que acha que pode substituir um acadêmico com anos de pesquisa universitária. Esse The Fool provavelmente nunca teve uma experiência fora do país mas fala como tivesse tido uma.
      Com milhares de acadêmicos e artigos e pesquisas sendo feitos nas universidades brasileiras (onde na verdade deveríamos buscar estas informações) agora surgiram vários comentaristas com base de dados quase nula pra fazerem esse tipo de comparação com relação aos aspectos culturais da working class britânica. Um "achismo" que só serve de distração pra ignorante. A working class britânica "consome" de forma tão democrática que ainda se casam com belas imigrantes latinas, philipinas, russas, polonesas e ukranianas,

      Excluir
    4. Anônimo 20:23,

      Você já leu 'Casa-Grande & Senzala'? Pelo tipo de descontextualizacão dada ao título da famosa obra de Gilberto Freyre, parece que não. Ou precisa reler com mais atenção.

      Durante as primeiras décadas do século XX, sequer nos víamos como uma nação. Como já escreveu Aldo Rebelo: "Um embaixador inglês chegou a registrar por esse tempo que tínhamos mais orgulho em ser reconhecidos como pernambucanos, mineiros, ou gaúchos do que propriamente por brasileiros." 'Casa-Grande e Senzala' empreendeu a construção de uma identidade nacional mestiça e isso não foi pouca coisa.

      Freyre buscou demonstrar o vigor de um povo novo em oposição a ideia de que seríamos uma escória abandonada nos trópicos. Haveríamos, portanto, de nos orgulhar tanto de nossa Casa-Grande quanto um francês de seu feudo, lidando, obviamente, cada qual com suas contradições. Mas você insiste nessa interpretação ressentida e estéril.

      * * *

      Anônimo 21:23,

      Prefiro não dar detalhes sobre minha história, pois não quero ser mais uma vítima da patrulha da ostentação. Ainda assim, tenho uma resposta ainda melhor para a sua pergunta.

      No prédio em que moro, um paraguaio trabalha num dos turnos da portaria. Chegou ao Brasil há quase vinte anos e foi ficando. Homem simpático e bom de papo. Tem conta em banco, paga contas, recolhe impostos, tem amigos e casou com uma goiana. Entretanto, pouco conhece da cidade além daquilo que os sentidos lhe apresentam: o trajeto da casa para o trabalho, as fofocas do edifício, o bate papo de botequim, o caderno de esportes, o que diz a tevê ligada em sua guarita.

      O que quero dizer é que, para construir o conhecimento, não bastam apenas as vivências vulgares de uma rotina qualquer. Se assim fosse, a mera presença física seria suficiente para absorvermos a razão das coisas. Meio por osmose, capiche? Conhecer é de outra natureza, requer o aprimoramento de faculdades.

      Quanto a nós, brasileiros, eu diria que nos misturamos despudoradamente muito mais e muito antes que qualquer londrino. Somos mestiços, não só na cor, mas na alma e na cultura. Agora, querer fazer análise sociológica levando em conta a percepção subjetiva do comportamento de uma elite no eixo Jardins - Higienópolis - Itaim - Alto de Pinheiros e compará-la com a working-class e os young professionals britânicos é forçar a amizade, colega! Outro dia, li que imigrantes haitianos e africanos elegeram Guaianases para viver e estão sendo muito bem assimilados. Se for para comparar, que faça working-class britânica com classe trabalhadora paulistana. Mesmo porque também não há muita gente em Kensington disposta a escancarar seus restritos círculos sociais a quem quer que seja.

      Se há pobres que tentam se passar por ricos em São Paulo? Claro, essas figuras existem em todo lugar! Tenho uns amigos (gays) londrinos que não têm onde cair mortos, mas agem como se a qualquer momento fossem ser chamados para o chá no Castelo de Windsor. Se há idiotas que discriminam nordestinos no Brasil, há organizações neonazistas na Terra da Rainha e isso só quer dizer que a idiotia não escolhe nacionalidade.

      Enfim, viver na Inglaterra é certamente melhor do que viver no Brasil, mas as razões vão além de uma eventual classe média paulistana “fingindo ser elite fake”. Bem além!

      O que é Paris ¨6? ¬¬

      (Bora trabalhar!)

      ;-)

      Excluir
    5. Anônimo 7:39,

      Então a democracia de um povo pode ser medida pelo seu interesse em casar "com belas imigrantes latinas, philipinas, russas, polonesas e ukranianas"?

      O.O

      Espero tê-lo distraído a contento!

      (rindo alto)

      Excluir
    6. The Fool, já sei. Vc está estudando para a prova do Instituto Rio Branco/ Itamaraty. O seu discurso é identico aos alunos do curso Clio de preparação para o concurso.

      Excluir
    7. The Fool, vc é ativo ou passivo? Caso fosse ativo, vc comeria a Monotemática?

      Excluir
    8. O The Fool, não seja inocente. Vc considera que HOJE o brasileiro é um povo que aceita suas diferenças de cores e classes baseado numa miscigenação que ocorreu nos séculos XVI, XVII, XVIII e XIX? Se for assim podemos dizer que hoje ninguém é racista pq quase a maioria absoluta da população brasiileira tem genes negros e indios.

      Na segunda metade do século XX e no século XXI o efeito foi e é contrário comparado aos séculos passados. Hoje é difícil definir raças no Brasil.
      No fundo, pela classificação usada na Europa, somos Latinos.

      O que fica é uma discriminação entre classes sociais baseadas no poder econômico e aqueles que tem traços de descendência Européia ou não, mesmo sendo "moreninho mas com traços finos". ou "branquinha com traços negroides".

      Pessoas com traços negróides já não são vistos da mesma maneira. A noção de como nos vemos como raça e como nos unimos e nos rejeitamos em função dela, não dá pra ser vista hoje apenas em funçao da história. Continuo afirmando que nao nos misturamos hoje com a mesma capacidade que os Europeus tem de se misturarem.
      E óbvio, a questão de casamento entre raças foi um exemplo que usei de como vc pode observar o poder de inclusão de diferentes pessoas em determinada democracia. Sim, isso é exemplo de democracia.

      Excluir
    9. Zé Mané, reduzir casa grande e senzala a Gilberto Freire, diz tudo sobre você. Essa sua pseudo articulação temerária, não muda o fato que "esse seu Brasil de casa grande e senzala, nos envergonha, é deprimente e constrangedor". Você, de fato, sofre de esquizofrenia.

      Excluir
    10. Anônimo, 9:26,

      Sou um diplomata (verdade, ou mentira, jamais saberão) HAHAHA

      * * *

      Anônimo 9:29,

      Não.

      * * *

      Anônimo 13:09,

      Essa sua tese resvala (e tenta validar) o discurso de certa esquerda racista, aquela que se disfarça de movimento étnico-racial e enaltece afirmações do tipo: "Cês diz que nosso pau é grande, espere até ver o nosso ódio".

      Entretanto, a coisa não é bem assim. Seguem algumas considerações (baseadas no Censo - IBGE 2010):

      (1) Essa narrativa de que não nos miscigenamos foi construída a partir de um (único) dado (isolado): de que apenas 3,6% dos homens brasileiros de “cor branca” estão casados com mulheres de “cor preta”, mas convenientemente esquece, por exemplo, que 26,4% das mulheres de brasileiras de “cor branca” são casadas com homens de “cor preta”. Isso num país em que menos de 8% da população é autodeclarada preta.

      Também não considera que, talvez, mulheres de “cor preta” simplesmente não tenham interesse em homens de "cor branca" (pesquisas nos EUA apontam tal tendência), pois essa possibilidade não serve ao costumeiro enviesamento unilateral do discurso racista.

      (até aqui só considerei o casamento entre pretos e brancos)

      (2) Da mesma forma, esse discurso torpe aponta que menos de 1% de índios casam com brancos, pretos, pardos, ou amarelos, mas não considera que a própria política esquerdista de demarcação de terras impossibilita a convivência e eventuais relacionamentos fora do grupo.

      (3) Também desconsidera que os homens brasileiros da "cor amarela" estão entre os que mais se casam com outras "cores", destoando do que ocorre em outros cantos do mundo.

      (4) Por fim, esconde estudos sérios como o do professor Kaizô Beltrão (em parceria com o IBGE), que aponta um AUMENTO dos casamentos exogâmicos (“inter-raciais”) no Brasil: de 8% em 1960 para 31% em 2010.

      Quanto à sua suposta democracia racial europeia:

      (1) Já ouviu falar em Charlie Sargent, nazista inglês do grupo ‘Combat 18’? Felizmente, não há uma figura pública relevante com o mesmo discurso racista no Brasil (se bem que o Emicida tem tentado ocupar tal posto com bastante afinco).

      (2) Segundo um estudo de Giampaolo Lanzieri (Eurostat), algo em torno de 10% dos casamentos no Reino Unido são entre pessoas de nacionalidades distintas. Letônia e Suíça possuem as maiores porcentagens (em torno de 20%). Mas isso não quer dizer que sejam entre etnias diferentes, pois um filho de africanos nascido, por exemplo, em Londres, que se case com uma imigrante africana (da mesma região), apesar de entrar para o grupo dos 10%, não configura um casamento “inter-racial”, certo? Enquanto isso, praticamente um terço das relações maritais no Brasil se dá entre grupos étnicos diversos.

      Paralelamente, uma pesquisa da LFS Household Data, que surpreendeu com números acima do esperado, aponta que 8.9% das crianças (under-16s) no Reino unido seriam oriundas de famílias multiétnicas. Entretanto, isso não chega nem a ¼ dos 43,1% de população autodeclarada parda no Brasil.

      Os dados são claros, indiscutíveis e desmentem sua percepção de que o inglês (ou o Europeu) esteja se miscigenando mais que o brasileiro.

      (3) Uma amiga feminista defende certa tese sobre europeus que “se casam com belas imigrantes”. Ela diz: “O que safados buscam, na verdade, são esposas provenientes de culturas machistas, que sejam submissas e aceitem cuidar exclusivamente dos filhos e do lar”.

      Como você pode ver, nem tudo que reluz é necessariamente sinal de democracia racial, amiguinho!

      ;-)

      Excluir
    11. Errata: troquei a ordem dos termos ao transcrever os dados.

      Onde escrevi:

      26,4% das mulheres de brasileiras de “cor branca” são casadas com homens de “cor preta”

      O correto seria:

      26,4% dos homens de “cor preta” são casados com mulheres brasileiras de “cor branca”.

      Mesmo porque isso seria numericamente impossível, pois ultrapassaria o número de autodeclarados "pretos" no Brasil.

      Excluir
  6. Tony, as visualizações desse site estão no 3 milhão?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Esse babado de visualização tá dando o que falar. São muitos dados manipulados pra conseguirem patrocinadores. Ninguém cai nessa mais. Acredito apenas nesses contadores como esse do blog do tony

      Excluir
  7. O mio babbino caro
    O único fato que permanece, é o ódio aos alemães

    ResponderExcluir
  8. Mas Tony, com o renascimento do vinil (sim, em todo o mundo o vinil superou o faturamento com cds em 2014 -álbuns mais caros), o que não falta em Londres são lojinhas descoladas de discos como as Rough Trade

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. "Renascimento do vinil" ???? Isso é piada? Vc não entendeu a expressão. O CD acabou. Toda industria fonográfica é digital. O que houve foi um aumento na produçao de vinis. Mas falar em renascimento é ignorância.

      Excluir