domingo, 18 de outubro de 2015

ALÔ, ALÔ, MARCIANO


Todo ano sai pelo menos um filmão-pipoca americano onde tudo funciona direitinho: roteiro, direção, elenco, efeitos especiais e, last but not least, bilheteria. Ah, e indicações ao Oscar - a Academia adora premiar títulos que dão dinheiro. Portanto, é de se esperar uma carrada de indicações para "Perdido em Marte". E o diretor Ridley Scott, veterano de tantos sucessos, bem que merecia vencer pelo conjunto da obra. Depois de clássicos absolutos como "Alien" e "Blade Runner", ele agora usa todo seu talento para deixar emocionante uma das histórias mais nerds de todos os tempos. Porque "Perdido em Marte" é, basicamente, uma aula de ciência disfarçada de cinema. Os personagens são todos funcionais, todos partes de uma engrenagem. Ninguém tem vida pessoal, nem mesmo o protagonista vivido por Matt Damon (que parece ter tomado banho na fonte da juventude). Isso até que é um alívio, porque somos poupados de clichês como a filhinha que ficou na Terra ("papai vai peder sua peça do colégio deste ano, mas prometo que ano que vem eu vou", blargh). Há uma certa desonestidade autoral em fazer de seu personagem, que é botânico, justamente o membro de uma tripulação de astronautas que é abandonado em Marte por engano. Quem mais saberia como plantar batatas num planeta sem vida? Mas estou sendo chato, e "Perdido em Marte" não o é. É entretenimento inteligente e uma amostra do poder de fogo da indústria cinematográfica americana, capaz de nos embasbacar com um mega-espetáculo desses pelo menos uma vez por ano.

29 comentários:

  1. O mio babbino caro
    Funciona de maneira tal que no período de seu lançamento é noticiado água em Marte.
    $halon

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    1. Perdido em Marte não é pouco que tal o velho Perdidos no Espaço eh

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    2. Kkkk! À aliança judaica-protestante começou em 1600 qdo Isabela expulsou os judeus de suas casas e Catarina de medici matou milhares de protestantes no casamento da rainha Margot, o império redneck protestante é tão jeca como Abraão. Chamar Matt Damon de ator é uma ofensa ao seu marido, o império dos loucos machistas bloqueia filmes de outros países controlando a distribuição.

      Tony, agora somos nós os perseguidos. Vamos criar um império gay-feminista? Vamos ser mais cruéis q os abraamicos?

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    3. É impressionante o controle q o império tem da mídia!! Me assusta, vcs já ouviram falar daquele documento do novo século americano? Consta q o objetivo era controlar toda a mídia, conseguiram...

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  2. Matt Damon muuuuuuuuuuuito gostosoooooo

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  3. Eu curti menos que Gravidade e até que Interestelar. Tecnicamente, pelo que li, é o mais preciso, mas faltou um pouquinho ao menos de emoção.

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  4. Tinha lido o livro e vi o filme, e ambos são ótimos!
    Entretenimento de primeira qualidade!
    No livro, o protagonista mostra um bom humor tão fora do normal que chega a ser inverossímil se vc considerar que ele tá numa situação extrema com alta probabilidade de morte.
    "Mas estou sendo chato, e 'Perdido em Marte' não o é."
    Não é mesmo...
    Recomendo também !

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  5. não acho que a academia adora premiar filmes de grande bilheteria. qual foi a última vez que isso aconteceu? senhor dos anéis?

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  6. Pensei em ver em 3D.
    35 reais.
    Nem por uma neca pagaria isso.

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    1. Fui no VIP e paguei R$ 50.

      Nem valeu :(

      Só foi divertida a experiência de ver o povo da Barra da Tijuca que se achar rico, rysos.

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    2. Eike susto. Li, Ver em 3D como the 5D Raver...

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    3. Nossa! Vi em IMAX 3D por seis reais na segunda passada no Iguatemi Fortaleza.

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    4. Bicha experimentalista vai ao cinema de 50 reais para se divertir vendo quem ele acha que se acha rico.
      Tirando esse discurso mais que clichê e óbvio e banal, sobrou algo pra bicha falar?
      Não, claro.
      O melhor prazer da vida é falar mal dos outros. Bem coisa de bicha amarga e triste.

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    5. Deixa eu brincar de antropóloga em paz!

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  7. Rapidinhas:

    (1) Assistir 'Perdido em Marte' fez com que o Matt Damon voltasse a liderar a lista dos meus amantes imaginários. Ele está simplesmente deslumbrante como Mark Watney.

    (2) Teve um jornalista (esquerdinha) do UOL que criticou o filme, produzindo a pérola do ano: "encarna a falácia da meritocracia". Demonstração evidente da onipresença de certa ideologia malfazeja e seu efeito nefasto em mentes voltadas unicamente para o 'idios'.

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    1. E como sua mente também é voltada unicamente para o 'idios' e seu coração transborda vc rumina e replica.

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    2. Oi, The Fool. Você percebeu como todo filme americano tem atores negros? No outro post você disse que no Brasil não temos problema com racismo. Já viu algum comercial da NET com atores negros? Depois fala, tá.

      Negar racismo é algo ridículo. Ele existe. A ideologia reside na solução para ele, e aí direita e esquerda terão entendimentos distintos. No Brasil, a direita gosta de NEGAR o racismo, como se reconhecer problemas de raça, gênero, orientação sexual, etc, fosse uma pauta de esquerda (historicamente, vimos que não foi exatamente o que aconteceu nas experiências socialistas).

      Fica a reflexão, viu?

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    3. João,

      (1) Sim, filmes americanos têm atores negros (nem todos). Filmes brasileiros também.

      (2) O racismo e a intolerância existem! Sempre existiram. Inclusive é muito mais intenso em outras partes do mundo: http://goo.gl/y7yQi8

      Quem diz que a direita nega o racismo é o discurso da... Esquerda! A mesma que quando chega ao poder transforma suas "pautas" em moeda de troca.

      (3) A direita apenas abomina cretinices como a deste vídeo: https://goo.gl/CGOPHG

      Uma das pobres "vítimas" - Poliana Kamalu -, que disse aos estudantes da USP: "cota é pouco, vocês nos devem até a alma", segundo suas redes sociais, estudou no colégio Pentágono (um dos mais caros de Ribeirão Preto), vive melhor que 90% da população e adora viajar para locais paradisíacos (Ceará, Uruguai, etc) . Ou seja, não foi aprovada na Fuvest porque NÃO ESTUDOU!

      A direita (liberal) apenas defende que, uma vez garantida a ISONOMIA, a ascensão de qualquer grupo social deve ser obtida pelo mérito e esforço de seus indivíduos. Jamais por privilégios.

      Um abraço.

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    4. * Inclusive SÃO muito mais intensoS em outras partes do mundo.

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    5. Esqueçam, esse cara tem alteração. A história se encarregara de atropela-lo e deixa-lo comendo pó, mas mesmo assim continuará sua saga KKKKK É bater em ferro frio. Aceite, dói menAs.

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    6. Tu é muito raso cara. Toma a parte pelo todo.

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    7. Anônimo 20:23,

      Deixa eu adivinhar... Lacrou 1, depois 3 e confirmou? Se foi o caso, jura que não se sente, no mínimo, enganado? (risos)

      Atropelados estão os seguidores dessa sua ideologia, mon amour!

      :*

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    8. The Fool, temos muito menos negros no cinema e na TV do que os EUA, sendo que lá a população negra é consideravelmente menor.

      Independente de intervenção ou não do Estado, é um FATO que o assunto precisa ser melhor debatido.

      Um comercial sem UM negro? Sério? Num país com 50% da população negra ou parda? PlmrdeDeus.

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    9. João,

      Um adendo:

      Esse recurso recente de misturar pretos e pardos em um mesmo grupo social, chamando-os de "negros", é absolutamente questionável. Foi uma espécie de jogada da militância organizada para inflar os números.

      Os "pretos" brasileiros não chegam a 8% da população (abaixo dos 12,3% dos EUA). Quanto aos pardos, qualquer um - que não seja branco, amarelo, ou índio - entra no bolo. Dizer que todos os pardos são vítimas de "preconceito" no Brasil, ou que não estão representados na mídia em geral, é forçar demais a amizade.

      Veja que a população branca nos EUA, segundo dados de 2014, é de 69,1 %. No Brasil, os brancos formam 47,7% dos habitantes. A única diferença significativa entre brasileiros brancos e "negros" ocorre na ponta da pirâmide social, nos 5% mais ricos.

      Entretanto, desde meados do século passado, todos os indicadores apontam para uma inversão na composição étnica dos nossos grupos sociais mais abastados. A projeção é que todos os não-brancos estejam devidamente representados nas camadas mais altas em algumas décadas. Se a tendência é de equilíbrio, construir um discurso de ódio interessa a quem?

      * * *

      As ideias que temperam seu comentário, João, provêm de uma intensa campanha da esquerda brasileira para a construção do conflito social. Querem, a qualquer custo, criar uma "revolução" que os beneficie. Como a história da luta de classes não instiga mais ninguém, resolveram apelar para o ódio racial.

      A - absolutamente asquerosa - "Diplomatique Brasil" de Agosto de 2015 (Le Monde - Ano 9 / número 97) é prova cabal da minha tese. O nível de distorção da realidade por essa gente é absurdo e tem influenciado as pessoas a reproduzirem tal narrativa belicosa - e estéril! - ainda que inconscientes das implicações nefastas desse discurso.

      Pessoas educadas e mais esclarecidas como você devem ficar atentas para não serem manipuladas por uma ideologia que aparentemente prega "igualdade", mas, no fundo, só deseja implantar o confronto, usando a tática do "dividir para conquistar" com o propósito de se eternizar no poder.

      Salvo os caciques dos partidos vermelhos, ninguém será beneficiado com conflitos raciais ou convulsões sociais de qualquer espécie.

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    10. Querido,

      Eu também acho que pretos e pardos não deveriam estar no mesmo grupo, até porque pardo pode ser fruto de pais índios e brancos. Além disso, a divisão binária advém dos EUA, especificamente do século XIX, quando foi estabelecida em lei.

      Mas vamos lá: não tem nada de esquerda no meu comentário. Tem de bom senso. A direita brasileira acha meu comentário de esquerda e é esse o problema de marketing de vocês, que faz muita gente economicamente liberal "fechar" com figuras de esquerda (até mesmo do PSOL) tão somente em razão de um discurso anti-discriminatório de certos candidatos. Vocês confundem (i) instrumentalização de uma pauta e (ii) reconhecimento da existência de discriminação. São coisas completamente distintas. Reconhecer que existe homofobia, racismo, etc, não tem nada a ver com utilizar esse reconhecimento com fins políticos, associando a discriminação ao "capital" e pregando pelo estabelecimento de um regime político "x". Aliás, reconhecer a discriminação e condená-la é algo bastante iluminista, digamos assim. Não tem nada de socialista.

      Reconhecer que existe menos oportunidade de trabalho e menos aceitação para negros e muitos pardos no Brasil não tem nada de esquerda. É um fato, The Fool. Reconheça isso. Não estou criando conflito, até porque a minha sugestão aqui não foi intervenção do Estado.
      Assim como ocorre com a questão LGBT, a disseminação de uma ideologia de igualdade e a participação das empresas nesse processo, podem contribuir para um mundo com menos preconceito, já que a discriminação é anti-meritocrática. Acabei de dar um exemplo liberal e completamente compatível com a sua ideologia.

      Reflita.

      Eu não sei onde você mora, mas no Rio a discriminação é evidente. O seu discurso é mais comum no Sul e em São Paulo, já que a discriminação é menos visível por questões de ordem demográfica (percentual muito maior de brancos do que no Rio, onde vivo). Sinto que pode ser o caso.

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    11. Prezado João,

      Concordo que o discurso antidiscriminatório (por si só) de certos candidatos da esquerda atrai boa parte do eleitorado. Infelizmente, no Brasil, a direita ainda é insipiente, formada por uma amálgama disforme que mistura tudo o que não é esquerda. Para o público em geral, conservadores e liberais parecem compor um único bloco e o tom do discurso conservador – até em função das já existentes bancadas evangélicas e afins – prevalece.

      Há considerável esforço de alguns dos nossos liberais na construção de um discurso claro nesse sentido. Entretanto, temos de lidar com um declarado boicote nas universidades públicas brasileiras: a FFLCH-USP, por exemplo, barrou um seminário sobre Mises que ocorreria no primeiro semestre de 2015. Ademais, também padecemos pela limitada representação política. Atualmente, apenas o recentíssimo Partido Novo aponta alguma possibilidade de debate nesta direção, mas seus idealizadores, até onde sei, ainda não romperam oficialmente com a direita conservadora.

      Apenas retifico sua observação sobre a relação entre iluminismo e socialismo. Um Rousseau, por exemplo, com seu universalismo abstrato, que toma a coisa imaginada como prova empírica, serviu – e ainda serve – de referência para boa parte do pensamento de esquerda.

      Eu já disse aqui e repito: o racismo é um fato. Não tão grave quanto querem alguns, mas deve ser enfrentado! Negá-lo tacitamente é típico do conservadorismo rançoso, ou da esquerda pragmática depois que se instala no poder. Uma sociedade do mérito não deve alimentar preconceitos fúteis, mas também não deve – como você mesmo reconhece – instrumentalizar seu combate para impor um ‘pacote’ de ideologias esquizoides. Afinal de contas, medidas de Estado e gastos vultosos de verbas públicas só servem, quase sempre, para fazer a alegria da meia dúzia de militantes beneficiados pelos recursos.

      A direita ainda engatinha no Brasil. No último pleito, como celebrou o rei molusco, só havia partidos de esquerda concorrendo à presidência. Levaremos ainda alguns anos para oferecer uma alternativa adequada às demandas existentes, mas o trabalho, acredite, segue dia e noite.

      * * *

      Sim, moro em São Paulo. Acabei de falar com um amigo carioca (liberal) e ele confirmou seu sentimento. Chega a ser irônico que a percepção de racismo seja mais intensa no Rio, justo em uma cidade que recebe turistas do mundo todo e concentra boa parte da produção cultural do país. Definitivamente, é urgente que pretos e pardos passem logo a compor uma fatia proporcional da elite econômica, corrigindo, como esperado, tamanha deformação.

      Um abraço!
      :-)

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  8. Quenda: https://www.facebook.com/okcufar/videos/902512399831801/

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  9. Queria ter esta cor de olhos do ator! Lindo demais, lente não, mas cor original.

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