terça-feira, 29 de setembro de 2015

PLEBEIA POR UMA NOITE


Gosto de assistir a bordo algum filme que tenha a ver com o lugar para onde estou indo, para já ir entrando no clima. E não tinha nada mais british no cardápio do meu voo do que "A Royal Night Out", uma fantasia com um pezinho nos fatos reais que vai agradar a quem gosta de "Downton Abbey". A premissa do filme é bastante simples, mas provavelmente seria proibida no Brasil. Pois ficcionaliza um momento da vida de ninguém menos que a pessoa mais importante da Inglaterra: a rainha. A trama se passa na noite de 8 de maio de 1945, o chamado "V E Day": o dia da vitória dos Aliados na Europa. As princesas Elizabeth e Margaret, exaustas por terem passado a adolescência toda trancadas e/ou trabalhando no esforço de guerra, estão loucas por uma baladinha. Insistem muito e o pai autoriza (o rei George é feito por Rupert Everett, veja a que ponto chegamos). As duas vão para uma recepção esnobérrima no hotel Ritz, mas claro que a doidivanas da Margaret dá um jeito de fugir com uma turma bem animada para outra festa. Elizabeth, perdida, vai atrás da irmã - e acaba entrando num ônibus sem saber para onde ele vai e sem dinheiro para a passagem. O que se passa depois é um delírio total, pois na vida real as princesas estavam de volta ao palácio à uma hora da manhã. Mas não há nada de insultante, pelo contrário. O filme acaba servindo quase como propaganda para a casa de Windsor, pois enfatiza que eles são "gente como a gente". Não são, claro, mas um dos segredos do sucesso de Elizabeth II é sua habilidade de parecer uma dona de casa comum usando uma coroa.

12 comentários:

  1. A Margaret era MUITO LOUCA, o mkt deles é muito bom, a imprensa colabora, a bbc trabalha pra eles...ah mas a família real atrai turismo, gerou n sei qtos bilhões por ano, tudo mentira!! Fora q mandaram matar a princesa Diana. É um lixo essa família! Lembra da foto da Kate no mercado? Ah vá!!!

    ResponderExcluir
  2. Queiram ou não, o que tem mantido a Inglaterra a salvo das bobagens cometidas pela Europa continental é o seu conservadorismo.

    Não um espírito conservador tacanho, mesquinho, mas daquele tipo que não joga o passado numa lata de lixo, pois sabe que isso raramente acaba bem. O perpétuo diálogo entre o tradicional e o novo parece ser mesmo o melhor dos caminhos.

    E, antes que digam que tal construção não serve para o Brasil pela ausência de tradição, eu digo: triste do povo que não tem uma história para contar.

    "God save the queen" :-)

    ResponderExcluir
  3. The fool, o q mantém a inglaterra da desgraça é a relação especial com os EUA, a lavagem de dinheiro nas ilhas virgens e a especulação financeira da city.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Anônimo 14:58,

      Antes de tudo isso que você citou, vem o espírito do povo, meu amor! Esse lenga-lenga, que desconsidera a alma no sentido clássico, só convence os desavisados que ainda caem no engodo marxista.

      TF ;-)

      Excluir
  4. Ai, The Fool, deixa de silogismos e vem beijar minha boca, vem!

    (olhinho lindo e boy inteligente... eu pegava)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Boy onde, miga? DaFu é uma cacura confessa!

      Excluir
    2. Anônimo 20:12,

      ;-)


      Anônimo 08:47,

      Vocês do lado negro da força (A.K.A. esquerda) realmente inventam nomes para acusar os outros dos horrores que vocês próprios comentem...

      No caso em questão, "gerontofobia".

      Irônico, não?

      Excluir
  5. MORTO. kkkkk

    E daí? Não ligo pra idade... Se o boy-senhor for bom, eu pego. beyjas

    ResponderExcluir
  6. Gostaria de assistir parece interessante.

    ResponderExcluir
  7. Grande dica. Uma comédia charmosa e com o impagável sense of humour inglês. A cena do 'God save the King' é inacreditável.
    Interessante como o roteiro é semelhante ao de 'A princesa e o plebeu', até a cena da princesa, diante de uma briga do amigo, dando uma panelada no adversário. Mas com luz própria, é claro.

    ResponderExcluir