sexta-feira, 28 de agosto de 2015

AINDA RESTA UMA ESPERANÇA


Comédia brasileira virou sinônimo de porcaria. Boa parte da crítica despreza qualquer obra do gênero, acusando o cinema de copiar o pior da TV e de repetir fórmulas desgastadas (aliás, a expressão "fórmula desgastada"  também já deu o que tinha que dar). Muito disso é verdade, mas de vez em quando surge um filminho despretensioso que não apela para a baixaria nem para as soluções mais fáceis. "A Esperança É a Última que Morre" não é nenhuma obra-prima, mas um digno exemplar do cinema comercial. Seu defeito é não ter calcado o pé no acelerador: um tom de farsa, menos realista, teria ajudado a história absurda a descer melhor. Também teria soltado as frangas de Dani Calabresa e Katiuscia Canoro, que aparecem muito mais contidas do que as conhecemos da televisão. Por outro lado, Rodrigo Sant'anna mostra recursos como ator que vão muito além de seus tipos do "Zorra". O filme só entra em cartaz na semana que vem (eu vi em pré-estreia), e pode ser uma boa opção para quem só quiser se distrair.

6 comentários:

  1. Os profissionais que produzem programas de comédia são os mesmos que criticam o gênero transformando tudo em um processo redundante. A critica de televisão e cinema é hoje puro entretenimento sobre a vida das pessoas que trabalham na área.

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  2. Um gostoso q conheci ontem recomendou esse filme muito a ver com tempos atuais http://www.imdb.com/title/tt0058576/

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    1. "This movie was never released in Brazil, due to the "coup-d'etat" organized by the military (1 April 1964). The generals who overthrew the government saw the film as uncomfortably close to what they did in real life and did not want Brazilians to be reminded of it, so they banned the film".

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  3. O mio babbiono caro
    Não tem jeito, isso nunca dá caldo, milagre não existe, não adianta insistir ou ter boa vontade com essas chanchadas arianicas de terceira. Tem culpa eu. Não sei oque dizer ao argentino amigo meu ehehe.

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  4. Juntamos 100 filmes brasileiros desses e não chegamos aos pés de um filme argentino bom, feito com um orçamento baixo. É chato reconhecer isso, mas é a realidade.

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