sábado, 25 de julho de 2015

ÚTIL PAISAGEM

Lembro da primeira vez que eu vi uma tela de William Turner. Minha primeira reação foi, quem é esse cara? A arte inglesa sempre foi ofuscada pela francesa, e eu nunca tinha ouvido falar dele. Minha segunda reação: uau. A última fase de Turner anuncia os impressionistas e chega quase aos abstratos, com quadros que são só neblina e raios de sol. E passei a gostar dele ainda mais depois de ter assistido ao filme "Mr. Turner", que criminosamente ainda não estreou no Brasil. Por isto fiquei um teco decepcionado de ver que só vieram duas telas dele para a exposição "A Paisagem na Arte", em cartaz na Pinacoteca de São Paulo até 18/10. Ainda bem que o resto compensa: a mostra inclui obras desde o final do século 17, quando os pintores britânicos começaram a pintar paisagens como objeto e não apenas como fundo. Tem coisas de cair o queixo, como esse retrato de três meninas nobres que parece uma foto, tão espetacular que é a técnica, e algumas modernidades do século 20 que causam estranheza. Mas é tudo lindo.

4 comentários:

  1. Olha achei o carinha que acha que se o patrão dele ganhar mais ou menos, que isso vai modificar alguma coisa na sua carreira. Alienado pelo sistema kkkkkkkkkkk

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  2. Anônimo 18:15, me passa o tel do seu dealer o bagulho é bom.

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  3. Daniel não vai comentar dizendo que a tia que ele não conheceu mas que chora por ela por ter sido morta em um campo de concentração nazista tinha 2 Willian Turner na biblioteca da casa de verão.

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  4. As instituiçoes exibindo as cinzas do que lhes restaram...viraram museus históricos. A arte contemporanea não produz nada novo desde o crescimento da internet e smartphones a 5 anos. O novo esta na rede. Então resta as instituiçoes destinadas a exibir o novo fazer o oposto e exibir o velho pra manter a média de público.

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