quarta-feira, 29 de julho de 2015

ESTE ANO EU VOU SAIR DE BUDA


As animações e quadrinhos japoneses chegaram um pouco tarde na minha vida para que eu virasse fanático por eles. Mesmo assim, procuro ver todos os filmes importantes do gênero que estream por aqui, principalmente os do lendário Studio Ghibli. Agora está em cartaz "O Conto da Princesa Kaguya", que foi indicado ao Oscar da categoria. Não é um conto de fadas à moda ocidental, com curva dramática e final feliz. Mas é uma linda meditação sobre vida, morte e renascimento. Um filme profundo e religioso, mas sem proselitismo - o próprio Buda faz uma aparição deslumbrante, mas em nenhum momento os personagens se dizem budistas. Com duas horas e quinze minutos, "Princesa Kaguya" é longuíssimo para um desenho animado. Mas o ritmo não é lento: está sempre acontecendo alguma coisa. E as imagens, produzidas quase inteiramente a lápis e só com um tiquinho de computação, são de cair o queixo. Há uma cena de perseguição digna de entrar para a história. Analógico e delicado, o filme é um antídoto à maré de bichinhos histéricos e robotizados vindos de Hollywood. Encare como se fosse uma cerimônia do chá.

2 comentários:

  1. vc tocou num ponto central pra mim q sou obrigado, coagido, intimado a assistir por causa dos pirraias la de casa: a gritaria histérica dos filmes p crianças. Aff.

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  2. é lindíssimo mesmo <3

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