domingo, 14 de junho de 2015

TERROR E ACONCHEGO

Já vi peças no meio da rua, dentro de uma igreja e seguindo os atores pelos cômodos de uma casa. A este currículo variado agora eu posso acrescentar o cemitério da Consolação, em cuja capela está em cartaz "Para Gelar a Alma". É bom reservar pela internet: os ingressos são gratuitos, mas há apenas 40 lugares e mais três finais de semana. O diretor e dramaturgo Márcio Araújo (que eu conheci fazendo um trabalho de teor oposto, a sitcom "Partiu Shopping") adaptou três contos de terror de Edgar Allan Poe que funcionam muito bem no espaço lúgubre de uma necrópole. As três atrizes em encenam seus maiores medos, mas a atmosfera é acolhedora. Além do espetáculo em si, passear à noite pelo cemitário mais tradicional de SP é uma experiência interessante. Minha família por lado de mãe está quase toda lá: talvez por isto eu tenha me sentido em casa.

6 comentários:

  1. O mio babbino caro
    A encenação da peça "O livro de Jó", no Hospital Humberto Primo, também foi bem inusitada.

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    1. Mas esta eu não tenho no meu currículo.

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    2. Nosso Tony se sentindo em casa no cemitério, seria um filho de Omulu?
      ATOTÔ

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    3. Atotô Obaluaiê, atotô babá!

      Não, eu sou filho de Oxum.

      Oxum me entende, Oxum me acalma...

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    4. Ora Iê Iê....oxum
      Nhem-nhem-nhem
      Nhem-nhem ô xorodô
      Nhem-nhem-nhem
      Nhem-nhem ô xorodô
      É o mar, é o mar
      Fé-fé xorodô

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  2. Vi Jó no hospital e Babilônia no DOPS

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