terça-feira, 23 de junho de 2015

LOVE TO LOVE YOU GIORGIO


Giorgio Moroder foi crucial na formação do meu gosto musical. Aliás, não é só para mim que ele foi importante: leva a sua assinatura aquela que é, na minha opinião, a canção mais influente dos últimos 40 anos: "I Feel Love", da diva Donna Sumer. Um dos primeiros arranjos feitos apenas com sequências eletrônicas e um hit global, cujos ecos ainda se ouvem. Moroder diz que estava tentando capturar o som da luz estroboscópica. Conseguiu.
Esse produtor italiano de sobrenome alemão foi disputadíssimo pelas estrelas até meados dos anos 80, mas depois caiu no ostracismo. Voltou a ficar em evidência dois anos atrás, quando o Daft Punk dedicou a ele a faixa "Giorgio by Moroder" no álbum "Random Access Memories": na verdade, uma longa entrevista ilustrada com música. A repercussão foi tão grande que o cara passou a ser convidado para DJ sets ao redor do mundo (passou até pelo Brasil), algo que nunca foi sua especialidade. Agora ele surge fazendo o que melhor sabe, que é fabricar sucessos. Seu primeiro disco em décadas, "Déjà Vu", tem um elenco de grandes nomes nos vocais e parece uma compilação do tipo "Now That's What I Call Music". Tudo é animado, tudo soa clássico e moderno ao mesmo tempo.
Minha faixa favorita é o remake de "Tom's Diner" com Britney Spears, que ainda não tem seu vídeo. Mas Morodoer soa mais Moroder do que nunca nos temas instrumentais, com aquela pegada de ficção científica prateada misturada com o glamour de boates parisienses como o Chez Régine's. É o caso de "74 is the new 24", aí acima, que foi lançada como jingle do Google em 2013, mudou de nome algumas vezes e agora encontra sua encarnação definitiva. Ah, Giorgio, tantas lembranças... da gemeção de Donna Summer à trilha pioneira do "Expresso da Meia-Noite", passando pela fase mais radical do meu adorado Sparks. Que bom que chegou mais uma: "Déjà Vu" é um trabalho digno de quem não precisa provar mais nada, mas continua ótimo como sempre foi. Corre atrás que vale a pena.

9 comentários:

  1. Reza a lenda que Brian Eno entrou no estúdio em que gravava com o Bowie um dia carregando o single de "I Feel Love" e disse:
    "I have heard the sound of the future." ... "This is it, look no further. This single is going to change the sound of club music for the next fifteen years."

    E lá se vão quase 40...

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  2. o garoto com olhos de Cinderela23 de junho de 2015 17:43

    Tony, eu acho Wildstar com a Foxes muito superior a Tom's Diner.
    Wildstar é Giorgio até a ultima batida do instrumental.

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    1. E lembra muito as músicas que ele fez para a trilha de "Flashdance".

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    2. O garoto com olhos de Cinderela23 de junho de 2015 20:18

      Wildstar tem sample de Flashdance... what a feeling.

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  3. Nada supera take my breathe away

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  4. Um lixo essa versão com Britney.

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  5. eu tb ADOREI, tonyah - e suspeito que este é o grande álbum de 2015 [pra mim] vou comprar a versão deluxe na amazon que eu sou RYKAH e disposta a pagar. ALOK. xD

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  6. A qualidade é indiscutível, mas... só eu achei datado?

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  7. A Kylie é linda e tal, mas a voz dela é irritante.

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