segunda-feira, 18 de maio de 2015

WE DON'T NEED ANOTHER HERO

Já tem gente falando que "Mad Max: Estrada da Fúria" é o melhor filme do ano até o momento. Não concordo, porque minha idade mental já ultrapassou os 14 anos. Mas não nego que essa releitura do herói pós-apocalíptico dos anos 80 tem lá seus méritos. Não se trata de um "reboot", nem exatamente de uma continuação. A rigor, o personagem nem é mais o mesmo: Mad Max se tornou pouco mais do que uma marca. Porque Tom Hardy não tem o carisma alucinado do jovem Mel Gibson, e aqui ele faz parte de um grupo - deixou de ser um cavaleiro solitário. Sua presença é importante, mas a verdadeira protagonista é a Imperator Furiosa de Charlize Theron. O filme inteiro não passa de uma longa perseguição com duas horas de duração, e tem detalhes que podem ser considerados ridículos ou cool, dependendo do espectador. Como o guitarrista que acompanha as batalhas, ou o fato das esposas do vilão terem todas caras (e corpos) de modelos de passarela. Mas são elas a chave para entender essa nova iteração de "Mad Max". Quando baixa a poeira, a história nada mais é do que um "reboot" da humanidade, com a volta do matriarcado ao poder. Esse viés feminino e feminista é o que torna a mensagem do diretor George Miller revolucionária, pois o herói é pouco mais que um apêndice de um plano maior. Quem diria? Um filme que parece falar apenas com meninos adolescentes no fundo é subversivo.

7 comentários:

  1. Os dois primeiros - até o terceiro tem esse elemento, apesar de ser muito inferior - tb são subversivos. Fazia tempo que não via um filme de ação tão bem dirigido e bem pensado, e o 3D, que normalmente não me agrada na maioria dos filmes, matou a pau, pelo meno no iMax. O cinema esse ano começa infinitamente superior ao ano passado.

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  2. Meio contraditorio alguem que diz gostar de Tintin categorizar um filme tao bom como Mad Max de acordo a uma idade mental especifica... Tenho mais de 14 anos e ja vi q vou desfrutar muitissimo de Mad Max! #ansioso

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  3. o filme é in-crív-el. assisti ontem e digo sem pesar que foi uma das melhores experiências de ação que eu tive este ano, e olha que voltei do complexo disney (universal, busch gardens, etc) sexta-feira. e posso garantir a você, passei dos 14 há algum tempo ;)

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  4. Tive que voltar aqui pra dizer que além da direção impecável, o roteiro do filme owna. Cada vez que alguém abre a boca dá pra traçar um paralelo com a realidade. Os diálogos são esporádicos e curtos, mas icônicos. Prevejo muitos prêmios.

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  5. Olha, eu morro de preguiça de reboot da sequência do remake da saga da trilogia do papagaio da avóZzzzzzz...
    Vou ver só porque é você que tá falando.

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  6. Disse tudo Tony... O filme não passa de uma longa perseguição.
    Desde o carro com os tambores e o guitarrista, até os "soldados" dispostos a morrer pela causa da submissão das mulheres e ter como recompensa a terra prometida, os homens são retratados com viés feminista que podia até parecer exagerado, mas basta ver estatísticas do Brasil e do mundo(e do mundo árabe) pra ver que é um tema extremamente atual.
    Cenas de ação muito bem filmadas!
    Mas, falta algo nesse Mad Max, talvez um personagem masculino mais carismático, talvez alguns diálogos mais pungentes...
    Overall, é só mais um filme-entretenimento, como bem sabem fazer os americanos.

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  7. Filme excelentemente dirigido por um diretor septuagenário... Só isso já seria de cair o queixo, mas o filme é muito mais que isso... É o melhor blockbuster do ano... Deixou no chinelo o Vingadores e o Furiosos7

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