sexta-feira, 8 de maio de 2015

O NÓ DA QUESTÃO

Qual é a porcentagem de gays na população? Como contar os gays? Bom, para começo de conversa, defina gay. É a pessoa que sente desejo pelo mesmo sexo? É quem exerce este desejo? Quem se identifica como homossexual? Esta é uma das razões pelas quais os recenseamentos não fazem perguntas sobre orientação sexual, mesmo nos países mais avançados (mas alguns, como o brasileiro, perguntam sobre casamento e união estável entre gays). E se a coisa já é vaga nos lugares onde os homossexuais são considerados cidadãos plenos, imagina onde eles podem ser presos ou enforcados só por serem o que são. Pesquisas apontam para um número baixo, que vai contra o senso comum: pouco mais de 1% da população da Grã-Bretanha, por exemplo, "vive" como gay, ou seja, saiu do armário. Mas o número de bibas e fanchas deve ser bem maior. Eu diria que é alguma coisa entre 5 e 10% - mas, mais uma vez, defina gay. Sexólogos dizem que pelo menos uma entre cinco pessoas tem algum tipo de experiência homossexual ao longo da vida, que pode não passar de um beijo bêbado. Por outro lado, muitas vezes temos a nítida impressão de que o mundo inteiro é gay, só lhe falta oportunidade. De qualquer forma, se somarmos os parentes e os amigos, dá bem mais que a quantidade irrisória apontada por Ziraldo em seu infeliz depoimento na semana passada. Talvez sejamos menos do que imaginamos, mas ainda somos muitos.

21 comentários:

  1. Se for pelo relatório Kinsey, dá mesmo uns 10% de power bibas.

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  2. Pessoal, odeio ser o "zambininha" da parada, mas GAY é uma identidade sexual, não uma orientação. Ou seja, Gays são aqueles que se declaram assim. Ver mais em Daniel BORILLO ou Frédéric MARTEL.

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  3. O mio babbino caro
    Será que isso não é sofisma? Tomemos o universo masculino, os caras que sentem tesão por outro homem, se o cara é enrustido não muda o fato, atualmente é chamado de gay. Talvez os enrustidos poderiam revelar essa % ... (mas se são enrustidos). Façamos o raciocínio inverso, os homossexuais que ao longo da vida tem experiência heterossexual, que pode não passar de um beijo bêbado, o que isso muda. Que eu saiba, depois de Kinsey, não apareceu mais ninguém.

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    1. A questão é que estudos randomizados duplo-cegos não são possíveis nas SOCIAIS. Precisariamos abrir genôma e, para isso, nem as NATURAIS têm capacidade suficiente ainda. Mesmo se tivessem, o movimento LGBT ocidental pensa que não interessa. Se é orgânico, social ou escambal, a questão é que existe. É o posicionamento da sociologia a da antropologia.
      E volto a dizer (sendo chato e "zambininha"): gente, nós, gays, temos que ler, pelo menos, um artigo rápido (Wikipedia já serve) e entendermos que Homossexual não é sinônimo de Gay. Assim como o inverso (mesmo contraditório em teoria) é verdadeiro.

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    2. Rodrigo,
      Comunidade de "brazucas" não é imensa por aí... E se você for mesmo quem eu acho que seja, porque usar logo o meu nome??? Fui eu quem te falou sobre o Blog do Tony.
      Bom, independente se for ou não a pessoa que estou pensando, os meios gays Mainstream no Brasil não divulgaram "Global Gay" do Martel no Brasil. O pessoal da FFLCH, do Antro-UnB, do CLACSO sabe que se tratou de uma pequena revolução cognitiva, mas o Gay Homer SIMPSON MAINSTREAM (esse livro do Martel, sim, foi traduzido aqui) não sabe do que se trata. Portanto, confundir gay e homossexual é normal mesmo nas altas rodas, segundo as palavras do Prof. Dr. Júlio Simões (o aquivalente brasileiro do Martel). Até a questão G0y aqui foi levantada como palhaçada pelos gays brasileiros. É verdade sue a maioria é g0y por uma espécie de homofobia interna, mas há os que o são pelo simples fato que "sexo sem penetração" é tabu entre gays brasileiros (não há nem verbos para isso, como e "branler" em francês). Canais como o "Póe na Roda" já dividem de forma cômica gays em ativos , passivos e versáteis. Coitado dos adeptos do "branler"... São TABU.
      Penso que os estudos de Borillo e Maryel terão o devido respeito no Brasil, um dia. E que confusões primárias como essa do Tony, a quem tenho profunda admiração, de colocar como sinônimos gays e homossexuais vão acabar. Mas é um passo de cada vez, 'ão precisa de guilhotina.
      Em tempo: não houve campanha do Truvada no Brasil. No alto dos escandâlos da Petrobras e com o MPOG pressionando, não houve verba. No contexto atual, acho mais preocupante gay não saber o que é Truvada do que saber que gay e homossexual são duas coisas distintas.
      Abraço (e, se for mesmo quem eu acho que seja, beijo no Horácio).

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  4. ando desanimado, cada vez piora mais...

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  5. Libera geral..."não existem pessoas homossexuais mas atos homossexuais" Gore Vidal

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    1. Existem homosexuais sim!

      E bisexuais.

      E muito poucos heterosexuais.

      (Falando de homem somente. Mulher não sei.)

      Gore Vidal tem seus defeitos. Que não são poucos.

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  6. Saí daqui em 92, e meus amigos diziam que eu achava que todo mundo era gay (pois muito davam "mole" para mim - atração).

    No Canadá por 2 anos e meio descobri que homem brasileiro fantasia levar mão no cu de atendentes de linhas telefônicas eróticas. Eu às vezes falava que as meninas eram minhas esposas e que para comer elas tinham que dar pra mim, os "machos" adoooooooraaaaaavam!

    Na minha experiência pessoal - internet e vida real - tudo para mim é bicha.

    Uma atendente da linha de lingua inglesa falou para mim na copa de 96 (estou certo?) que achava que só 5% eram heteros realmente, o resto era tudo bi! (sem contar com os gays aí...)

    Eu acho que é tudo gay mesmo.

    "Gay" no sentido homosexual, pois concordo com a zambininha acima que gay é diferente de querer mão no cu aberta até sair sangue "de mulher somente!".

    O que as travestis muito lucidamente e amargamente rotulam como: MARICONAS.

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    1. Meu Deus. É muita doença mental. Tem que ser ficção, não é possível.

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    2. Porque doença mental?

      Tem dificuldades em aceitar a realidade da vida??

      Não fui eu que inventei o termo MARICONA.

      Foram as que trabalham com eles no dia-a-dia!

      Eu só trabalhei dois anos e meio na linha de sexo... O que eles não tinham coragem de pedir a uma puta cara-a-cara, eles tinham (mais ou menos... muitos deles deixavam a entender...) para pedir que as meninas (e os meninos) metessem a mão no cu deles.

      Uma delas usava o consolo "jamaicano" com eles sempre a noite...

      Sabe a lei que impediu que empresas telefonicas oferecessem esse tipo de serviço? Foi culpa nossa!! Nós trabalhavamos do Canadá, com propaganda em revista de mulher pelada no Brasil.

      Simples assim!

      Doença mental tem voce! Acreditando no papo dos "bofes" "machos" brasileiros.

      HAHAHA.

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    3. Genial esse personagem insano que você criou, Tony. Tá de parabéns.

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    4. Furou o disco meu bem? Põe na cabeça e roda!!!!

      Eu também acho que muitos dos posts é o Tony conversando com ele mesmo, mas não no meu caso! Sou real.

      E como já notou, extrema e interessantemente único! Não sei se genial, mas quem diz é voce, e como sabemos, voce quase sempre está certo.

      Kisses.

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  7. Os britânicos são conservadores, ponto final, não é coincidência ter tanto garoto de programa brasileiro na inglaterra.

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  8. A impressao que eu tenho é de que muita gente é gay. Que seja verdade! Que venha um mundo cada vez mais gay pela frente!

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  9. Vou fugir levemente do tema porque já estou bêbado e cansado.

    Dúvida: Por que nas classes mais baixas é extremamente comum que caras que se denominam hetero (com "esposa" e até filhos) saiam com gays por escambo, sejam por umas cervejas, drogas, presentes ou até cash mesmo. Mas tudo "na brodagem e na encolha", não se consideram michês. É notória af acilidade com que se aborda sujeitos assim nas ruas, na saída de seus subempregos, basta dirigir um "carro de patrão". O que eles são? Por que garotos ricos não passam por essas experiências? Dinheiro é mesmo o maior afrodisíaco ou é só a desculpa que eles precisam se dar pra justificar os atos? O sexualidade é mesmo mais fluida só nos CEPS menos favorecidos, ou seria em outros mas não encontra o catalisador apropriado?

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    1. Na minha experiência como sex symbol - hehe - eles usam o dinheiro como desculpa.

      Eu nunca paguei ninguém e todos me chuparam.

      Já transei com mais de 500 no Canadá.

      Aqui não transo. Mas eles me dão mole.

      Sei que me chupariam também.

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    2. Quanto a comentário sobre classes sociais: sou atraente para todas as classes sociais.

      Não tem nada a ver. Todos gostam de mamar em pau.

      De travestis. Ou, para os mais bem resolvidos, de homens mesmo.

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    3. Por que nas classes mais baixas é extremamente comum que caras que se denominam hetero (com "esposa" e até filhos) saiam com gays (e não raramente, depois os matam)

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  10. Essa é uma pergunta fácil de responder, mas gostam de colocá-la num contexto de complicação. Homem homossexual/gay é aquele que, assumido ou não para seu círculo de relacionamentos, sente-se atraído afetivo/sexualmente (pode ser só sexualmente, baseando-se em alguns por aí que não se permitem amar por puro auto preconceito) por outro homem de maneira exclusiva ou muito elevada. Não tem necessariamente a ver com a prática da homossexualidade. Ou seja, se o cara for casto, isso não impede de ser gay, ou se for um homem que vez ou outra teve sexo com outro homem, mas viu que seu interesse mesmo são mulheres, aí ele não é homossexual. O mesmo vale para as mulheres.

    E é óbvio que esses percentuais baixíssimos divulgados não estão de acordo com a realidade. Inclusive o percentual de assumidos deve ser maior, quem dirá juntando com o restante do "iceberg".

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