sábado, 23 de maio de 2015

O DETETIVE AO CONTRÁRIO


A premissa de "O Vendedor de Passados" é super interessante. O protagonista é um expert em criar passados falsos (e críveis) para seus clientes. É uma espécie de detetive particular no sentido oposto: ao invés de procurar alguém para o cliente, ele recria esse próprio cliente com fotos, vídeos e recortes de jornal, tudo lindamente falsificado. E, como no clichê das histórias de detetive, a trama aqui deslancha quando uma loura misteriosa vem lhe bater à porta. Ela também quer um passado, mas não diz por quê. Só exige que seu novo currículo inclua um crime. O filme de Lula Buarque de Holanda vai muito bem até a metade, quando de repente vira um romance complicado entre fornecedor e freguesa. Imagino que o romance do angolano José Eduardo Agualusa seja melhor; não o li. É por isto que saí frustrado, apesar da produção bem-cuidada e dos atores afiados (Alinne Moraes até me curaria). Ficou faltando o final acachapante que a história pedia.

3 comentários:

  1. Ultimamente não to conseguindo entender a dicção dos atores brasileiros... sera q e pq eu moro fora ja ha algum tempo ou e por causa do audio do meu computador do milhao q e uma bosta ou..... por acaso alguem tb teve q voltar o video em varios momentos pra tentar entender o q eles estavam falando?

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  2. Ah Tony, só você. A Aline me "curaria"!
    Obrigado, essa eu passo. Estou mais curioso para vê-la na próxima novela das seis duelando com a Paola Oliveira. O cinema brasileiro não me atrai, ou são as comédias estilo o finado Zorra Total ou são roteiros chatos, metidos a inteligentes que não valem nem o ingresso do cinema.
    Em tempo, parabéns pelos oito anos!

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  3. Me soa "Brilho Eterno" demais, não é?

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