sábado, 9 de maio de 2015

DISTRITAMENTE NECESSÁRIO

A eleição na Grã-Bretanha aconteceu no mesmo momento em que o debate sobre o voto distrital esquenta no Brasil. O partido Conservador do primeiro-ministro David Cameron venceu em mais da metade dos distritos do país, garantindo maioria na Câmara dos Comuns e mantendo Cameron no cargo por mais algum tempo. O curioso é que o Ukip, um partido de extrema-direita, teve cerca de 13% dos votos - mas, como venceu em apenas um distrito, terá apenas um representante no parlamento. Acho lindo que esses homofóbicos racistas fiquem longe do poder, mas estou sendo casuísta. Como quase todo mundo que entra nesta discussão: repare que quem defende o voto distrital no Brasil tem a ganhar com ele, e vice-versa. O distrital eliminaria distorções como deputados eleitos com pouquíssimos votos só porque estão numa coligação vitoriosa, e reduziria o número excessivo de partidos que temos hoje. Também criaria uma conexão mais direta, em teoria, do eleitor com seu representante no Congresso. Mas tornaria muito mais difícil a eleição de defensores de minorias ou pautas específicas. Não existe sistema perfeito, e, neste momento, eu tendo a preferir o misto, adotado na Alemanha. Mas estou aberto à discussão. Qual desses tipo de voto descritos aí embaixo parece ser o mais justo para você? Mande ver nos comentários.

15 comentários:

  1. Também gosto do sistema misto alemão. Na parte proporcional, de preferência, com listas fechadas, para sabermos quem o partido colocará caso consiga o número de votos suficiente.

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  2. Tony, meu voto na sua enquete é "nenhuma das alternativas anteriores".
    Aliás, acho que a questão tem que ser anulada porque todas as opções tem valor idêntico: são certas e erradas ao mesmo tempo.
    Pra mim, já passou da hora de exercermos o poder político diretamente, sem intermediários.
    Noções como partidos políticos, direita e esquerda, coxinhas e petralhas, já não nos representam mais, já estão(ou deveriam estar) obsoletas e já há no mundo ideias muito mais modernas à nossa disposição.
    Apenas profissionais de carreira deveriam exercer as funções de legisladores e administradores municipais, estaduais e federais, devendo obediência à Constituição e aos tratados internacionais de direitos humanos.
    Há valores universais básicos que já estão maduros o suficiente pra continuarem a ser questionados pela massa deseducada de qualquer país...
    O povo apenas votaria de forma direta em quais as suas políticas públicas preferidas e prioridades mais imediatas, porque é só neste nível que o povo, qualquer povo, consegue raciocinar.
    Solução nenhuma é perfeita no que diz respeito a resolver problemas socais porque a sociedade é uma invenção de um animal egoísta por natureza, e nos custa muito caro manter artificialidades.
    Então, o jeito é buscar algo sempre melhor, ou, pelo menos, menos imperfeito.
    Temo que a ilusão da democracia ainda dure mais alguns séculos. Ela é mesmo melhor do que tudo que veio antes dela. Mas ainda tem muita coisa melhor e não explorada pela frente...
    A história humana não se encerra na invenção ou consolidação da democracia.
    Pena que precisa um sistema falir inteiramente antes de se querer adotar qualquer coisa nova, como já postulou Freud.

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    1. Dá-lhe Brunão!
      Salve o Tony que nos proporciona esses execícios tão saudáveis, motivo pelo qual eu tenho paciência com ele naqueles seus momentos tão hard.

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    2. Utopia mandou um abraço...

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    3. Agora falando sério: democracia direta só funciona em país muito pequeno, como a Suíça. Aqui é inviável. Somos 200.000.000, um país heterogêneo.

      E não negue a existência de ideologias. Elas existem. Geralmente quem nega a existência de ideologias vem de um meio homogêneo: psicologia, artes cênicas, etc. Em meios altamente heterogêneos, os embates são frequentes. Tem gente que acha que homossexualidade é doença até hoje e que é papel do Estado determinar normas morais. Tem pessoas que acham que o Estado não deve intervir na vida humana sob qualquer aspecto. Tem gente que acha que o Estado deve proteger as minorias e incentivar a tolerância. São vários os lados.

      Escolha o seu lado.

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    4. Isso aí que o Bruno descreveu lembra um pouco a China, que é dirigda por um grupo de profissionais. Muita coisa funciona bem, mas existe uma censura férrea e nenhuma opção além do PC.

      Em tempo: meu sistema favorito é o despotismo esclarecido. Pena que não existam déspotas esclarecidos o suficiente.

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    5. Catarina da Rússia9 de maio de 2015 20:41

      Obrigada, Tony. Beijos do meu túmulo

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    6. Papinho de funcionário público desse bruno aí, que adoram viver na boa vida e aposentar ganhando integral, ao contrário da grande massa brasileira que mal sobrevive com aposentadorias ridiculas.

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    7. Não tem aposentadoria integral faz tempo, Anônimo...

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  3. Concordo. O distritão apenas ia favorecer os pastores evangélicos e ricos que querem entrar na política. O PMDB e outras siglas que crescem por meio de trocas de favores iriam definitivamente dominar a política em todos os níveis, municipal, estadual e federal. Parece que o distrital misto ou mesmo a lista partidária são melhores opções.

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  4. Faça um post sobre a Rússia

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  5. Beeshas phynas formadas em Rel, adoro!!!!

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  6. Sou a favor do voto distrital, sim. É a melhor forma de conectar um político ao povo. Pense numa cidade: seu bairro poderá ter um vereador só para ele. É lindo! As demandas imediatas, como calçadas quebradas e irregulares (padrão no Brasil), asfalto esburacado, etc, poderão ser levada a conhecimento ao seu representante, que lutará por melhorias. Isso é maravilhoso.

    Voto proporcional é matemática. E só. Acho que quem disse isso foi Carl Schmitt, mas tá valendo.

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  7. a grande hipocrisia está na própria Democracia, ou seja se a maioria quer que tudo se foda, tudo será fudido porque a maioria quer e faça o que tu queres e sua palavra será lei, vocês lutam contra o sistema, mas não sabem identificar que a existência do sistema é o problema, obviamente tem que ter um sistema, mas a atual via das coisas é a mais estupida possível, não sinto representação por nenhum grupo ou instituição, mas pelo menos se tivéssemos voto distrital as coisas seriam mais solidas ao invés de tão pasteurizadas

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