quinta-feira, 9 de abril de 2015

OLHANDO PRA FRENTE

Não estou muito triste com o fim da série "Looking", da HBO. Achei esta segunda temporada bem melhor que a primeira, verdade. Mas em nenhum momento fiquei enlouquecido como na época de "Queer as Folk", o primeiro seriado com protagonistas gays que faziam sexo (em "Will & Grace", que surgiu alguns anos antes, não rolava nem beijo). Talvez o estilo do criador de "Looking", Michael Lannan, seja mesmo mais adequado ao cinema do que à TV. Seu filme "Weekend", que contava uma história de amor entre dois homens que durava apenas um fim de semana, arrancou muito mais aplausos do que o programa jamais conseguiu. Lannan gosta de mostrar a vida como ela é, com tempos mortos e contemplação; isto costuma ser fatal na telinha. Muita gente achava que não acontecia nada em "Looking", e em parte isto é verdade. Um dos objetivos da série era mostrar que a vida dos gays é tão chata quanto a de qualquer um. Mas para mim houve pecados mais graves. A começar pelo protagonista: Patrick era muito "sissy" para ser o personagem principal, uma menina assustada e meio fraca de caráter. Fora que não era crível ele jamais ter visto um pau não-circuncidado aos 30 anos de idade, nem mesmo na internet. Viadices desse tipo compremeteram "Looking", apesar dos últimos episódios serem muito superiores aos primeiros. Por isto que há uma leve sensação de aborto, justo quando começava a ficar bom. Agora vai entrar em produção um longa que amarrará as diversas tramas, para ser exibido no começo do ano que vem. Verei, mas não estou ardendo de vontade.

36 comentários:

  1. vai ficar naquela né: será? será que ia melhorar? será que não custava dar mais uma temporada?
    tony, eu NUNCA tinha visto um pau não-circuncidado até alguns meses atrás (nem mesmo pela internet), pq nunca tive interesse mesmo. saí com um menino e ele me disse que não era. depooois que vi o dele, que dei um google. hahaha (sou estranho, gente?)
    eu não sei de nenhuma outra série que retrata a vida dos gays e que esteja no ar hoje (se alguém souber, me avise). então cancelando looking, como ficamos? como estaremos na tv? só falar que personagem tal é gay e não mostrar como eles vivem, pra mim, não é nada interessante.
    estava adorando essa segunda temporada. uma pena terem cancelado.

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  2. O melhor da série era a trilha sonora. Meu Soundhound bombou.

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  3. Ouvi de uma menina de 18 anos hj, homossexualidade é doença mental.

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  4. A série é patética. Diálogos fúteis demais para a idade dos personagens...o diálogo clássico sobre circuncisão é ainda mais chocante vindo de uma série passada no único do ocidente onde ainda há uma prevalência (em rápido declínio, especialmente na West Coast) da circuncisão não terapêutica, a qual já foi quase banida na Escandinávia nos anos recentes. O único personagem mais interessante é o mais maduro. O problema é que o encontro dos personagens dava necessariamente em mais diálogos imbecis, capitaneados pelo protagonista bobão.

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  5. Eu compartilho de suas impressões. Quem nasceu para Looking não chega a Queer as Folk.
    Já vai tarde!

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  6. Concordo que o Patrick era um mala, exatamente o tipo de bicha q irrita todas as outras bichas: fresco (no sentido negativo), egocentrico e indeciso ao extremo. Mas eu acho realmente q o maior problema é que era hipster demais. Faltava outros pontos de vista e personagens que fossem menos "cool", para que as pessoas fora desse nicho se identificassem com os personagens.

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  7. Comssim? Nos EUA onde os homens são cut por default independente de religião?

    Já parou pra relacionar a quantidade de séries novas por quantidade x qualidade? Você mesmo falou disso no post da Kimmy Schmidt. E olha q eu nem sei se. Kimmy rende uma 2ª temporada tão boa quanto a 1ª.

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    1. A questão é que se espera um diálogo menos local e mais universal, em especial com séries de televisão. E o dado que passei ali em cima é verdadeiro: circuncisão já está em uns 40% na Costa Oeste.

      "“San Francisco is a bastion for new thinking and individual rights, which draws many people to the region; however, the entire West Coast — Washington, Oregon — also have very low infant circumcision rates,” said Lloyd Schofield, the leader of the San Francisco movement. “Certainly much of this comes from basic awareness and less insistence on the procedure from the medical industry.” http://parenting.blogs.nytimes.com/2013/08/22/circumcision-rates-in-u-s-drop-drastically-in-western-states/?_r=0

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  8. Protagonista bobão, irritante.
    Nenhum outro personagem tinha a minha simpatia, pareciam todos bem bestas, bichas chatas e nem um pouco atraentes fisicamente.
    Talvez só o mexicano fosse mais
    legalzinho e bonito.

    Mas concordo que a trilha sonora era ótima, conheci umas músicas lindas, como a versão de The Man I Love e a Now you know, do The Horrors.

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  9. Concordo totalmente o protagonista era muito infantil, os conflitos deles pareciam coisa de adolescente de 15 a 18 e ele é um cara de 30... difícil conquistar identificação. a Inglaterra tem três series gays uma chamada "Banana", outra "Cucumber" e "Tofu" as três do mesmo criador do "Queer as Folk" original, a primeira foca nos gays mais novinhos a outra nos gays mais velhos.

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    1. Me desculpe, apesar de gostar de Cucumber, ela mostra um casal gay de meia idade que NUNCA trepou, mesmo que a gente saiba que a vida sexual dos casais costuma ser desanimada ou nula depois de um tempo, acreditar num casal gay que nunca fudeu é tão ridiculo quanto aquele Patrick com questões de menina que coleciona papel de carta.

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    2. O Patrick nem era o pior!! E aquele amigo mala artista dele??? O cara era feio, sem talento e chato bagario!!! Deviam ter matado ele e usado o tempo em qualquer outro personagem! hahaha

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  10. Vale lembrar que o criador de Queer as Folk estreou uma série dupla esse ano (cucumber/banana) e tb não conseguiu agradar. Das séries atuais feitas para o publico gay, continuo preferindo a australiana Please like me, que já foi renovada para a 3ª temporada.

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  11. Queer as Folk mal tinha verba e as coisa tudo acontecia. Só tinha uma buatchy gay em toda cidade, vdd.
    Agooooora,,,,,,, seriado gay, produzido pela HBO, só poderia dar em 4 playboyzinhos drama queens. A única personagem razoável era Doris, a hétera.
    Seriados queer tem que ter gente MAIS choooven, conflitos REAIS que os jovens queers do interior e periferias enfrentam, os canais a cabo americanos deveriam fazer escola com os do UK.

    http://media.tumblr.com/d2a77a45c4227a2ef0119de4eb66a750/tumblr_inline_nir9tvs3K91qeou26.gif

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  12. Assistem um monte de seriado meia boca hétero mas se for gay todo mundo critica. e ainda vem com estatística cut/uncut. por favor...

    Eu quero assistir coisa boa gay, mas eu também quero assistir seriado gay sem graça, novela gay sem graça, filme gay sem graça. eu quero todas as opções gays, porque eu estou cansado de ver tanta coisa criada e direcionada para héteros.

    Looking pode parecer parado, e não pode ser assim mesmo? E uma única série gay precisa representar todo o universo gay? Todo seriado hétero abrange todos os héteros?

    Achei uma pena a série ter sido cancelada e minha única crítica é sobre a duração dos episódios. Se fosse de uma hora poderiam ter explorado melhor os personagens principais e secundários e tornar a série mais interessante.

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    1. Enfim um comentário sensato e não azedo como o da maioria. Afinal a maioria dos gays só sabe reclamar de tudo. Também quero poder ver mais programas, séries e filmes com gays. Também tenho minhas ressalvas em relação à série, mas não acho que foi esse horror como alguns gostam de exaltar.

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    2. Falou tudo! Cansado de filme hetero, novela hetero, seriado, propaganda... Nós existimos, poxa. Bem ou mal devemos ser representados.

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  13. O Michael Novotny (QaF) também era insuportável, chato, chorão, indeciso e mala.

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    1. Mas o QaF tinha o macho-alfa do Brian, que compensava a babaquice do amigo.

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    2. A mãe, o tio e os dois namorados compensaram o personagem mimimi.

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    3. Ué, mas as séries também não retratam um pouco da realidade? Na realidade não existe gente chata, mala e cheias de mimimis?

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    4. Sim, mas na Looking só tinha mala. Tirando a Doris e o mexicano, estava difícil aguentar tanta gente uó junta.

      QaF, só por aquela mãe maravilhosa e pelos amigos fofos do protagonista, já valia a pena.

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  14. Engraçado alguns terem criticado o Patrick, não gosto dele mas porque eu sou igual a ele. Eu tenho 30 mas quando começo a me relacionar com alguém fico mais inseguro que uma guria de 13.

    Penso que por não ter tido nenhum relacionamento na adolescência cheguei a fase adulta com bagagem emocional zero, por isso me identifico muito com o Patrick, infelizmente. Gostava da série porque me fez pensar que existem mais pessoas desinteressantes como eu.

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    1. Vai chover purpurina hoje, um gay assumindo publicamente (ainda que anônimo) que não é/se acha o máximo, que é desinteressante. Salvo caso de ser alguém apenas em busca de elogio, aplauso e palavras de incentivo, é digno de ganhar um post, uma biografia, uma declaração mais contundente e detalhada desta visão sobre si mesmo.

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  15. Sabia que quando eu morava no Canada, numa festa enooorme gay em Toronto nas festividades da Gay Parade eu recebi um cartão de um olheiro na pista de dança?

    Tinha um número, com um nome de uma produtora do Queer As Folk. Na hora eu não entendi nada que o cara falou no meu ouvido (a bala era booooooooaaaaaaaaa!!!!), mas liguei pra vaca e nem retornar a ligação ela retornou. Quando consegui falar com ela, dei maior esporro sobre a falta de educação de terem me incomodado na pista de dança, me entregar um cartão com um número telefonico, ao qual eu ligo, e nem retornar minha ligação retornam!

    Claro que nunca mais ouvi falar da mulher! Provavelmente era para eu fazer ponta como extra na boate - qual era o nome? Babilônia? - do Queer As Folk que foi filmada na boate excelente que era o The Guvernment.

    Isso tudo antes da série começar!

    Nem televisão eu tinha lá! Nunca ví um capítulo. E achei de extrema arrogancia a resposta da mulher.

    Eu me acho interessantíssimo.

    Tanto é que extraterrestres se amostraram para minha pessoa duas vezes em dois anos seguidos. Segunda vez FORA DA JANELA DA MINHA CASA!!!!

    EBA! (Toma essa produtora chinfrim!!!!!)

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    1. A bala continua boa, pelo visto!

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    2. A bala continua boa, pelo visto! (2)

      Um amigo meu estava fazendo intercâmbio no Canadá na época da serie e ganhou em uma balada aquela pulseira do Brian, que todas queriam.

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    3. Quem dera!

      Tamo no Brazil, querida, a droga já veio malhada antes de eu nascer!

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  16. KKK ligar pra número dado na boate sem nem saber pra que = estou tão desesperado que topo qualquer coisa. E depois reclama e dá bronca na produtora. Achou que era pra ser do elenco principal? KKKK Devia ter mandado o agente ligar, fia.
    Mais provável que alguém da produção quisesse saber o tel do teu dealer pra quando começassem as filmagens.

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    1. Não deu para ouvir o que que o cara falou comigo na festa. Eu estava na frente das caixas de som!

      Tinha só o número da produtora. Não achei nada. Achei sim uma falta de respeito demorar uma semana para atender minha ligação quando não fui eu que iniciei o contato.

      Eu estava feliz dançando na minha! Liguei por educação e curiosidade já que não entendi nada do que o cara falou comigo na hora.

      E é mais provável que o olheiro gostou, como milhares de outros, inclusive DJs internacionais, do meu modo de dançar e quis que eu desse show pagando miséria e sendo toupeiras no trato com os figurantes da parada enjoada...

      E não foi numa boate. Boate foi onde eles filmaram a série. Foi num centro de convenções com malabaristas do Cirque de Soleil descendo de panos enormes do teto!

      E tudo a preço BASTANTE acessível - ao contrario da facadaria dos empresários "da noite" brasileiros.

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  17. Essa segunda temporada não me pegou muito, mas gostei muito mais para o final. Ao contrário da maioria, gostava dos episódios curtos, tenho preguiça de acompanhar séries com episódios muito longos. E não tinha grandes problemas com os personagens, tirando esse lance do pau não circuncidado, achava eles pessoas críveis, gente que a gente vê por aí. Gosto desse estilo "a vida como ela é". Uma pena mesmo não continuarem.

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  18. Francisco Almeida12 de abril de 2015 17:18

    Cara eu fiquei extremamente triste com o fim da série, é uma pena que eu não pudesse dar audiencia diretamente.

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  19. Eu já penso que a primeira "temporadazinha" foi melhor do que a segunda, tinha a questão da "novidade", na primeira temporada, a série foi mais bem distribuída entre os 3 personagens, a que me interessava mais, era o caso do Murray Bartletl - na segunda temporada, a série ficou quase que 100% em cima de um "triangulosinho" de amor, a lá Barrados no Baile, chatiiiiiinhon dimaisss... eu já estava vendo a hora que o Patrick iria voltar a transar com o barbeiro... não sei se estou equivocado, mas a impressão que tive, é que o orçamento para a série é baixo, porque os atores coadjuvantes são muito ruins.

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