quinta-feira, 2 de abril de 2015

CONTRA A MARÉ

Levei uns quatro anos para aderir aos CDs,e tenho até hoje algumas caixas com os meus LPs mais preciosos (mas não tenho onde tocá-los...). Também demorei para começar a baixar músicas. E acabei virando fanático pela iTunes Store na hora em que todo mundo está se mudando para o Spotify e outros serviços de streaming. Já abri minha conta lá, mas uso tão pouco que acho que esqueci minha senha. Já sei, já sei, devia frequentar mais para conhecer coisas mais novas que Bette Midler. Como cansei de ficar pra trás, hoje paguei de moderno e me inscrevi no Tidal, a nova plataforma endossada pelos maiores artistas pop do mundo. O treco ainda não está disponível no Brasil, e provavelmente será caríssimo quando estiver. Nos EUA estão cobrando 10 dólares mensais por assinatura, e 20 se o cliente quiser tudo com alta qualidade. Verdade que eu gasto mais do que isto numa simples visitinha às poucas lojas de CD físico que ainda existem, mas também achei salgado. E me incomoda depender de uma conexão wi-fi para ouvir minhas musiquinhas... Enfim, veja aqui mais detalhes da conferência de imprensa que lançou o Tidal. E delicie-se com o encontro awkward entre Madonna e Deadmau5, que já andaram se estranhando no passado.

6 comentários:

  1. A idade das trevas fudeu até isso, musicas hits nunca foram tão ruins....até a musica tá ruim. Bárbaros kd vcs pra acabar com o império, vamos recomeçar do 0?

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  2. Tem algo de diferente nessas plataformas? Senão é só uma marca pegando o mercado da outra, né? Tipo Napster que roubou a cena do AudioGalaxy, todo mundo achou que ia salvar o planeta e 2 anos depois ninguém usava mais.

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  3. O mio babbino caro
    Já temos um passado, meu amor. Deixa isso tudo pra lá e vamos ouvir Connie Francis

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    1. E eu que pensava ser o único vivo a conhecer a cantora de Where the boys are?

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  4. O Tidal já começou com o pé esquerdo. A mídia especializada, tanto a de tecnologia como a de música, está criticando seriamente a plataforma.
    Já começa por não ter um sistema free. Eu até concordo que pelo preço de serviços assim e até prefiro assinar pois sei que o artista vai ser remunerado. Mas como um repórter disse: "pessoas amam música, pessoas amam dinheiro, pessoas amam mais seu dinheiro que música". Para quem precisa capitalizar rápido, foi uma péssima escolha.
    O segundo ponto é falar da tal transmissão LossLess que promete entregar uma faixa de som a 1142 kbps (o Spotify e outros utilizam 320 kbps, qualidade de CD). Só que existem alguns poréns. Em 1142 kbps o tamanho da faira é tão absurdo que seu plano de dados iria embora num instante. E você só vai conseguir notar a diferença em aparelhos maiores, tipo soundsystem. Em fones de ouvido, que as pessoas usam mais quando fazem streaming, é imperceptível. O mesmo para docks de celulares. E não, o seu fone Beats não vai melhorar nada pois ainda é pequeno pelas leis da Física. Se você acha que é melhor o som, é um efeito placebo a nível psicológico.
    O lançamento também está sofrendo uma onda negativa nas redes sociais. Existe a hashtag #tidalforall à favor do serviço e a #tidalfornoone para quem é contra a iniciativa. O segundo responde por 74% das menções em redes sociais. O motivo: a arrogância na apresentação, a falta de um plano free e a cobiça, principalmente. Muitas pessoas vêem como sendo um "mimimi, eu sou melhor que os outros e mereço ganhar mais". Lembrando que os serviços de streaming acham mais democrático remunerar os artistas de forma igual.
    É um serviço sem diferencial forte e com um modelo de negócios que para muitos é errado. Talvez decole nos EUA, mas não globalmente. E se a "maré" não for vazante.

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  5. Amo meu Spotify, mas falta muito ainda pra ser Ours Concours... Não tem Beatles, por exemplo. Também faltam algumas musicas em alguns álbuns clássicos de alguns artistas... mas no bojo, até q tá valendo.

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