sexta-feira, 20 de março de 2015

WILKER VIVE

Li "O Capitão de Longo Curso" em mil e novecentos e guaraná com rolha, e no entanto lembrava direitinho do desfecho dessa novela de Jorge Amado. Publicada originalmente junto com "A Morte e a Morte de Quincas Berro d'Água" no volume "Os Velhos Marinheiros", a história devia ser das poucas do autor baiano que ainda não tinha virado novela ou filme. Agora virou: "O Duelo" estreia hoje nos cinemas, e com um atrativo inesperado. Trata-se do último trabalho de José Wilker para a telona, e vê-lo novamente é reconfortante e aflitivo ao mesmo tempo. Lá está o Wilker que conhecemos tão bem, num papel relativamente pequeno mas em pleno domínio de seus talentos. Ainda custo a acreditar que faz quase um ano que ele se foi, no auge e de repente. Mas a verdadeira estrela do filme é Joaquim de Almeida, mais um ator português que aprendeu a falar com sotaque brasileiro. Ele está ótimo como o impostor boa-vida que é obrigado a demonstrar dotes de navegação que nunca teve (mais não posso contar). A produção luxuosa (quase dois anos só de finalização) talvez seja até demais para a singeleza da trama, mas "O Duelo" ficou mesmo lindo. E bem contado, que é mais importante.

3 comentários:

  1. Vou assistir no finde no ci-ne-ma veja só. Vai chover doritos.

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  2. O mio babbino caro
    Que perda. E o Viagra continua na praça...

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