quinta-feira, 5 de março de 2015

JE SUIS (ENCORE) CHARLIE

Ontem estive num debate sobre o atentado ao Charlie Hebdo na sede da Folha de São Paulo. Muito do que foi discutido pelo cartunista Caco Galhardo, o colunista Demetrio Magnoli e a jornalista Cleusa Turra já havia frequentado as páginas deste blog. Por exemplo: dizer "je suis Charlie" não implica em apoio irrestrito às charges subversivas do pasquim francês, mas sim à plena liberdade de expressão. Também se lamentou a ausência de manifestações oficiais no Brasil de repúdio aos terroristas. Mas Demetrio Magnoli trouxe uma perspectiva nova e interessante: o atentado "complementar", aquele que matou algumas pessoas num supermercado kosher em Paris, mostrou que não estamos assistindo a um "choque de civilizações", onde uma minoria supostamente reprimida (os muçulmanos) estaria se vingando da maioria opressora (o Ocidente). Ali ficou claro que a barbaridade é fruto de um pequeno grupo de extremistas, não do Islã como um todo. Os mortos no Charlie Hebdo eram alvos com nome e sobrenome: estavam marcados para morrer pelo que faziam, caricaturas contra o fundamentalismo islâmico. Já os mortos do supermercado, randômicos, foram mortos apenas por ser o que eram: judeus. Houve alguns momentos tensos na plateia, onde um senhor de idade volta e meia falava em voz alta "e os judeus?" - como se eles tivessem sido esquecidos na discussão. Outro sujeito se irritou muito quando o debate terminou sem que sua pergunta tivesse sido feita, por causa das limitações de tempo. Foi só um susto: ninguém soltou bombas. Mas talvez assim este assunto entrasse na ordem do dia no nosso país.

3 comentários:

  1. Dizem que somos todos iguais, mas essa frase simples é origem de muita confusão.
    O fato é que não somos todos iguais, cada um tem uma cara diferente, um jeito diferente, uma educação diferente. Querer que eu olhe pro outro e ache que eu sou igual a ele é uma artificialidade que não cola.
    Somos todos bem diferentes uns dos outros. Somos diversos. E os que souberem respeitar a diversidade, tem os mesmos direitos. Somos diferentes com os mesmos direitos. É bem melhor do que falar que somos iguais...
    E quem não souber respeitar a diversidade, não é sequer merecedor de direitos, é um selvagem, ou algo no meio do caminho entre homem e selvagem.(Eduardo Cunha e cia...)
    Esses extremistas religiosos são selvagens.
    Os países europeus ensaiam uma reação mais dura, e tomara que ela venha logo.
    Se bem que a Dilma pediu pra ir conversar com o Estado Islâmico, não foi? vamos esperar ela ir! essa conversa ia ser ótima pro futuro do nosso país...

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  2. Infelizmente bee, a imprensa no mundo inteiro n só no Brésil é uma máfia. Lembro de um evento interessantíssimo!!! Quando o Etanol começou a bombar 2008/09, solução óbvia para o tão divulgado aquecimento global, vi na CNN uma reportagem q por causa do Etanol a produção de soja aumentara (hellloooo n é de cana???! O bahulho do bom?!!!) por isso o preço dos alimentos havia subido e muitas pessoas (principalmente na Africa estavam passando fome. É...os Saudis, porcos escrotões q são investiram em indústrias estratégicas! Quer acabar com o petróleo? A gente acaba com a comida. Lixo!

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  3. Desculpa bee, n foi soja foi 'milho'...o exemplo mais patético de manipulação e era CNN. A gente tá ferrado...

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