sábado, 7 de março de 2015

HOMENS E CELULARES PRIMEIRO


Sabia que a maioria das vítimas dos naufrágios são mulheres e crianças? Na hora em que a coisa pega, os homens correm para salvar a si mesmos e o resto que se vire. O mito de que o macho protege a sua prole é um dos pilares do patriarcado que rege quase todas as sociedades humanas. Mas, se isto fosse sempre verdade, não precisariam ter inventado o exame de DNA. O premiado filme sueco "Força Maior" parte exatamente desta premissa. Durante uma temporada numa estação de esqui, uma família que almoça no terraço do hotel vê uma avalanche se aproximando. O pânico se instaura, e o pai só se lembra de pegar seu iPhone antes de fugir da mesa. No final ninguém se machuca, mas pinta uma gigantesca torta de climão entre marido e mulher. A DR é tão intensa que contamina até os casais que nem presenciaram a cena. Mas este começo promissor é estragado pelo ritmo arrastado imposto pelo diretor, apesar de algumas cenas realmente boas. E as duas sequências finais desmentem toda a tese que vinha sendo construída, enfraquecendo o que poderia ser um filme poderoso. Vai ver que por isto que "Força Maior" não foi indicado ao Oscar.

4 comentários:

  1. "O pânico se instaura, e o pai só se lembra de pegar seu iPhone antes de fugir da mesa." Ri alto e vcs?

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  2. Eu fiquei com a mesma impressão só de ver o trailer. Mas rendeu a risada na cena da avalanche.

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  3. Verdade a absoluta, se fosse uma biba lembrava do filho.

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