sexta-feira, 27 de março de 2015

AS LOUCAS DO FAROESTE


Eu gostava da Hillary Swank até ela ganhar o segundo Oscar. Aí criei uma implicância eterna: como ousa essa sirigaita vencer a deusa Annette Benning duas vezes? Mas o fato é que a moça não fez uma carreira lá muito consistente. Afinal, são poucos os filmes que têm como protagonista uma mulher masculinizada que sofre pacas. Depois de alguns anos na moita, ela finalmente encontrou um personagem sob medida. A solteirona de "Dívida de Honra" parece ter sido escrita especialmente para ela, que realmente dá um show no papel. Tão bom quanto está Tommy Lee Jones, também diretor do filme, como um semi-fora-da-lei que ajuda a bruaca numa tarefa ingrata (veja o trailer acima). Além disso, o elenco é todo recheado de atores famosos em pequenas participações. Como Meryl Streep, que surge só no finalzinho - mas sua filha Mamie Gummer aparece o tempo todo, muda e intensa como uma das três mulheres loucas (veja o trailer!!). "Dívida de Honra" tem um reviravolta na última meia hora que me pegou de surpresa e me fez gostar ainda mais, mas preciso admitir que o filme me fisgou desde o começo. É uma boa reflexão sobre a barra de ser mulher num ambiente inóspito, ainda mais no século 19. Nada mau para um faroeste, um gênero que nunca fez meu gênero.

2 comentários:

  1. Eu lembro da sua birra com a Hillary, mas eu a acho uma boa atriz. Hollywood costuma fazer pouco caso com atrizes como ela, apesar do seu Currículo. Dentro deste contexto eu acho a carreira dela sólida, já que faz poucos filmes e boas escolhas (claro que algumas ruins). Já a Annette Beatty eu continuo não gostando.

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