sexta-feira, 13 de março de 2015

A LINGUIÇA COM ALZHEIMER

"Para Sempre Alice" é um filme de terror, e dos mais apavorantes que eu já vi na vida. A degradação mental da personagem-título é progressiva e implacável. Vai ver que por isto mesmo a rodearam com todo o conforto material, uma família amorosa e um considerável legado intelectual; caso contrário, o filme seria francamente insuportável. A história é baseada em fatos reais, mas não sei a pprotagonista magnificamente vivida por Julianne Moore era mesmo uma linguista de renome. Parece uma invenção dos roteiristas para amplificar a ironia cruel de uma pessoa que está perdendo o controle sobre as próprias palavras. Aliás, nem é preciso sofrer do mal de Alzheimer para ser mal interpretado. Que o diga a Ana Paula Araújo, que viralizou no dia seguinte ao Oscar com este vídeo (repare que ela não fala errado, mas a gente entende o que quiser). "Para Sempre Alice" não tem um arco dramático convencional, porque não há uma resolução para o drama. Nem serve como alerta, porque ainda não há como prevenir o Alzheimer. Mas é um lembrete da nossa fragilidade inerente, e talvez um apelo para tirarmos o máximo de cada momento. Como fez o co-diretor Richard Glatzer, que morreu de esclerose lateral no começo desta semana. Enquanto podia, ele fez tudo o que podia.

13 comentários:

  1. Tony, "fatos reais" não é um pleonasmo desnecessário?

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    1. "Pleonasmo desnecessário" não é um pleonasmo desnecessário?

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    2. Anastasia Beaverhousen13 de março de 2015 22:01

      Falem menas besteira!

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  2. Fiquei imaginando a Julianne vestida de linguiça... Hahaha

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  3. Meu avô morreu disso, os primeiros sintomas se manifestaram antes dos 60, foi angustiante. Esse filme e qualquer coisa relacionada ao Alzheimer serve como alerta para a gente aproveitar quem a gente ama o máximo possível, seja mãe, pai ou avós, principalmente para quem tem casos na família.

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  4. o filme é chato, quase uma fotografia pouco inspirada de uma situação pouco interessante.
    achei que é um típico "filme-retrato", sem maiores pretensões a não ser exibir a doença, tornar pública a situação. Talvez pra incentivar doações de milionários americanos às pesquisas científicas...
    Não gosto desse tipo de filme.
    Não valeu sequer pela atuação da Julianne Moore(Oscar merecido).
    PS: adorei a linguiça da Ana Paula Araújo!

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    1. Anastasia Beaverhousen13 de março de 2015 22:04

      E vc queria que um filme com a Kirsten Stewart não fosse chato?
      Aliás, será que foram as expressões dela que inspiraram a linguiça?

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  5. Filme chato pacaraio. Não preciso de alerta pra amar antes da merda chegar. Se fosse assim, vamos então fazer filme sobre amar quem come gordura e um dia vai ter colesterol alto e derrame.

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  6. Devastador o filme. Mas pelo que percebo, só toca quem já percebeu que não é imortal.

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  7. Não o classificaria como um filme de terror, mas certamente foi o filme mais deprimente que já vi desde Dançando no Escuro com a Bjork.
    Fica o consolo de que, num ano pra lá de fraco em papéis femininos, Juliane Moore tinha um conjunto de obra tão bom que ninguém contestou seu prêmio.

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