sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

KAPLANPLOFT

A comédia é o mais difícil dos gêneros. Tanto que tem muito diretor por aí jurando estar fazendo comédia, mas não está. Acabam estragando roteiros que até teriam potencial cômico. Foi o que aconteceu com "Sr. Kaplan", escolhido pelo Uruguai para representá-lo no último Oscar. Dá para perceber que a história do velho judeu que resolve caçar um suposto nazista só para dar algum sentido a seu final de vida poderia render algumas risadas. Mas a direção é frouxa e sem timing, e o elenco foi muito mal escalado. O ator que faz o papel-título não tem carisma nem empatia nem um pingo sequer de graça. Em nenhum o momento o espectador torce por ele: só para que este equívoco acabe logo, o que demora a acontecer. O Uruguai bem que se esforça, mas o nível dos poucos filmes que realiza por ano ainda está bem longe dos que se fazem na Argentina.

Nenhum comentário:

Postar um comentário