sábado, 7 de fevereiro de 2015

EU NUNCA QUIS TÊ-LA AO MEU LADO NUM FIM DE SEMANA


O Oscar perdeu algums chances de indicar Marion Coltillard novamente depois que ela venceu por "Piaf" em 2007. Trabalhos incríveis da atriz, como "Nine" ou "Ferrugem e Osso", foram solenemente ignorados pela Academia. E estes eram filmes de perfil mais elevado que o lacônico "Dois Dias, Uma Noite", dos irmãos Dardenne. Graças a este longa austero, sem música nem firulas, Marion está de volta às cinco finalistas para o prêmio de melhor atriz - sem a menor chance de ganhar, diga-se de passagem. Mas ela está realmente ótima como a operária demitida que passa um final de semana inteiro tentando convencer seus colegas a abrir de um bônus para que ela possa recuperar o emprego. O argumento é poderoso, pois propõe um dilema moral. E o desfecho é inteligente, pois faz com que esse dilema caia nas mãos da protagonista. Só que o estilo de direção da dupla belga não é para qualquer um. "Dois Dias, Uma Noite" é árido e até maçante algumas vezes, quando mostra cada passo da personagem até a casa de alguém que, no final das contas, nem está em casa. Mas eu sou vassalo de Marion Cotillard.

2 comentários:

  1. A Madame é um luxo, mas os irmãos Dardenne não ficam atrás. Seus filmes devem horrorizar os que vivem atrás de blockbusters, mas são um bálsamo para quem é sensível aos problemas humanos. Eles trazem a simplicidade, a força e a emoção do neo-realismo italiano para nossos tempos e O Menino da Bicicleta e A Promessa são exemplares.

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  2. Depois de Ida considero esse filme quase um blockbuster... rsrsrs...Adorei o filme a questão moral foi muito bem posta, a Marillon está excelente. Acho uma pena um público maior não apreciar um filme como esse.

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