segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

CULTO DOMINICAL

Ninguém assiste aos Grammys do começo ao fim gostando de tudo, nem com muita boa vontade. Porque a proposta do maior prêmio da música dos Estados Unidos é essa mesma: dar uma amostra de tudo que se ouve por lá, nem que seja o comportado colombiano Juanes. Da cerimônia de ontem, eu dispensaria todos os artistas country e alguns de rap. Mas gostei bem mais do que de costume, talvez porque este ano pareceu que deram mais importância à música do que às encenacções. Como eu digo na minha coluna no F5, os únicos que extrapolaram foram Madonna (imagina se não) e Pharrell. Os demais apresentaram números sem trezentos bailarinos no palco nem cenários virtuais em 3D pegando fogo com dois ovos em cima. Claro que não precisavam ter encerrado a noite com duas notas sombrias. Beyoncé, de camisolão branco, parecia estar no culto de uma igreja neopentecostal. E o final com "Gloria", tema de "Selma", soou como desagravo pelas poucas indicações ao Oscar que o filme recebeu, assim como uma forçada de barra para que ele leve pelo menos o troféu de melhor canção. Mas de resto a sobriedade até que me agradou. A única piranhosa foi mesmo Madonna, e ainda bem que ela continua fiel a si mesma. Mas endiabradas como Miley Cyrus ou Nicki Minaj foram apenas mestres de cerimônia, e periguetes confirmadas como Katy Perry ou Rihanna estavam cobertas e discretas (esta última, aliás, foi a mais elegante da noite). Sam Smith foi o campeão dessa edição, mas ainda acho que ele faz o gênero bicha-carente demais para o meu gosto. Pelo menos o Clean Bandit ganhou o prêmio de melhor canção dance/eletrônica por "Rather Be", a minha favorita do ano passado. Pena que não tocaram ao vivo, mas duvido que teriam sido melhores do que Annie Lennox e Hozier. A diva ex-Eurythmics mostrou que sabe dominar uma plateia com sua voz e carisma. E o rapaz é o responsável por "Take Me to Church", que eu só descobri agora mas que não sai mais dos meus ouvidos. Já viu o vídeo oficial? É homoerótico e profundamente perturbador. Não quero ver de novo.

13 comentários:

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    1. Achei bem legal. Gosto muito desse trabalho dela com o Tony Bennett, e os dois mandaram muito bem.

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    2. Eles anunciaram um outro CD, só com Cole Porter.

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  2. Também amei a música e fiquei perturbado com o clipe de Take me to church. Bem que podia ter ganho mais atenção do Grammy, que lhe deu apenas uma mísera indicação (parece o Oscar, não indicando ou premiando coisas mais polêmicas, apesar dos seus 83 troféus anuais!). E como foram engraçados os comentários do twitter sobre Annie Lennox, parece que o povo a descobriu agora...

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  3. Annie Lennox sempre diva! Mas nada vai superar Same Love, do Macklemore & Lewis, no ano passado!

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  4. Tony baixe o álbum intitulado do moço, "Take Me to Church" é o trunfo, mas não tem uma música que seja ruim. Achei interessante que quando mostram aquele vt super curtinho do clipe dos indicados, do Hozier mostraram exibiram justamente a cena do beijo gay. Ponto para o Grammy.

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  5. O mio babbino caro
    "Take Me to Church" Os homossexuais são os negros da vez...

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  6. Como assim você não falou da tombada que Beyonce levou ao perder o AOTY e a reação do West? Melhor momento da noite, estou rindo até agora.

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  7. Sam Smith foi o campeão dessa edição, mas ainda acho que ele faz o gênero bicha-carente demais para o meu gosto. TONYAH TONYAH A SENHOURA É QUE NÃO SABE QUE MAIS DE 90% DAS GAYS SÃO CARENTES IDEALISTAS E ONANISTAS - E VIVEM ATÉ A ULTIMA PARCELA SUB ATÔMICA O DIREITO DE IDEALIZAREM - DAÍ ADVÉM A CARÊNCIA - QT MAIS VC DEPURA O IDEAL MAIS DIFÍCIL DE OBTELO NA REALIDADE. BEACHA É DELIRIO. TEMOS ESTE DIREITO. SOMOS MAIS IDEALISTAS QUE O ISIS. A SRA QUE É CASADA E BEM CASADA DÊ GLÓRIA A DEUS NO MAIS EXCELSO DOS PARAÍSOS. EM TEMPO, EU TB NÃO ENTENDI OS PRÊMIOS QUE O SR. BECK LEVOU, MAS NEM POR ISTO O DESMEREÇO. O CARA DEVE SER BOM. EU QUEM AINDA NÃO O DESCOBRI ALÉM DO HIT ANOS 90 "LOSER" IXPRIKA PRA NÓIS TONYAH CAREY

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    1. É cool gostar de Beck, né? Ou já foi, sei lá. Acho quase tudo que já ouvi meio chatinho, tirando uma canção ou outra, como "Lost cause".

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    2. E - confesso - tô aqui morrendo de rir com "Tonyah Carey".

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  8. TONYAH CAREY É FUTURO NELSON =D

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