domingo, 8 de fevereiro de 2015

BEL-AMI DA ONÇA

Tem muita biba que ainda acha que o papa Francisco é o máximo. Confesso que eu também, por um momento, me deixei seduzir pela simpatia e por algumas palavras do Bergoglio. Mas ele não é nenhum paladino da justiça, pessoár. É o líder da Igreja Católica, e foi eleito para estancar a sangria de fiéis. Como muita gente se afasta por causa das posições retrógradas do Vaticano, Francisco deu uma maneirada: falou que todos os gays são bem-vindos, e outro dia até recebeu em audiência um transexual espanhol. Mas é tudo perfumaria. Na hora do vamo vê, ele é tão homofóbico como o Ratzinger. Vejamos o referendo que aconteceu ontem na Eslováquia, por pressão de grupos ligados à Igreja. A população do país foi convocada a decidir sobre três pontos: o casamento igualitário, a adoção de crianças por casais do mesmo sexo e, para ninguém ter dúvida de que a idéia é voltar à Idade Média, a obrigatoriedade da educação sexual nas escolas. O papa permitiu que sua imagem fosse usada pela campanha do "sim" (sim à proibição de todos os três pontos) e ainda manifestou apoio durante uma aparição na Praça de São Pedro nesta semana que passou. Pois bem: o "sim" venceu entre os eleitores que foram às urnas, com acachapantes 94%. Só que só 21% dos eslovacos que podem votar se animaram a sair de casa. E, para resultar em alguma lei, o pleito precisava de um comparecimento de pelo menos 51%. Ou seja: não deu em nada, rárárá, e o papa Francisco ainda se queimou à toa. Pelo menos agora temos certeza de que se trata mesmo de um amigo da onça, como muitos argentinos já tinham avisado. Fora que tanto retrocesso cairia mesmo mal na Eslováquia, um país cujo mais célebre produto de exportação é a Bel-Ami.

7 comentários:

  1. Deus há de arder no fogo dos infernos!

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  2. Ótimo post, Tony. Sempre me perguntava o que tinha mudado no padre Bergoglio desde que virou Papa. Não fazia sentido ele ser (ou parecer) tão progressivo se quando era padre, bispo etc na Argentina ele fazia a cartilha do Ratzinger.
    Agora tenho certeza, esse Papa é que nem a Dilma: um "progressista" que os conservadores adoram.

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  3. Bem feito. Nojo de quem acredita - ou finge acreditar - em conto de fadas.

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  4. O mio babbino caro
    "Diboa", esse cara nunca me convenceu.

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  5. Se a Eslováquia aprova um troço desses vai estar mais longe da sonhada UE do que a Turquia.

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  6. E eu acreditei... pensei até em voltar a ser católico...

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  7. Papa Paco, vete a la mierda, boludo!

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