segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

VOCÊ TEM NÍVEL PARA SER CHARLIE?

Je suis fatigué. Passei boa parte do fim de semana discutindo com estranhos no Facebook e tentando convencer gente do bem que elas tinham, sim, que ser Charlie. Como qualquer unanimidade em tempos de internet, a que surgiu na quarta-feira passada não sobreviveu ao dia seguinte. Claro que isto é saudável, mas eu me decepcionei com alguns amigos, que eu considerava inteligentes e bem-informados, dizendo que não eram Charlie. Alguns não entenderam: achavam que afirmar "Je Suis Charlie" significava apoio incondicional a todas as barbaridades publicadas pelo "Charlie Hebdo". Preferiam dizer "Je Suis Ahmed", em referência ao policial muçulmano morto pelos terroristas, sem se dar conta de que o próprio Ahmed ERA Charlie. Esses, eu consegui que mudassem de ideia.
Mas uns poucos, não. Uma conhecida tem uma visão edulcorada da humanidade: quer um mundo "sem ofensas", como se isto fosse bom. Não, eu prefiro ter a liberdade de ofender! Um outro veio me justificar o terrorismo islâmico lembrando as atrocidades que a França cometeu na Argélia. Só que o terrorismo não é só contra a França. A imensa maioria de suas vítimas são muçulmanos em países muçulmanos. Sorry, esquerdistas à moda antiga, os fundamentalistas não estão combatendo o capitalismo nem se vingando do colonialismo. Estão é querendo acabar com o humor, a irreverência, a pluralidade, as outras religiões, os direitos das mulheres, os gays e por aí vai. A lista é imensa. São piores que os nazistas.
Ficou claro para mim que muitos brasileiros ainda têm um autoritarismo latente. Nossa democracia é jovem, e jamais passamos pelo anticlericalismo que vingou na França desde o século 18. Aqui ainda julgamos normal que uma repartição pública tenha um crucifixo pendurado na parede, uma óbvia violação à separação entre Igreja e Estado. Também estamos passando por uma fase de exagerado mimimi, achando que tudo nos insulta ou nos tira algum direito. Quando um cara como Leonardo Boff - que sofreu a censura de um estado medieval (o Vaticano) e teve a vida e a carreira truncadas por causa disso - vem defender a censura estatal, é porque uma grande parte de nós também não saiu da Idade Média.
Muitos condenaram o "Charlie Hebdo" por causa de meia dúzia de charges republicadas pela mídia mundial. O jornal é bem mais do que isto. Ele é um remanescente da esquerda festiva do final dos anos 60, a mesma que que gerou "O Pasquim" no Brasil (eles inclusive são todos amigos entre si). E o alvo preferencial do "Chalrle" não é o Islã nem o fundamentalismo islâmico, mas a extrema-direita francesa - esta sim, inimiga declarada dos muçulmanos e de todos os imigrantes (tanto que Jean-Marie Le Pen se recusou dizer que era Charlie). No mais, a linha de humor deles é semelhante à do desenho animado "South Park", que tira sarro de gay, negro, evangélico, criança, cadeirante, Michael Jackson, gordo, Tom Cruise, morto, político, Jesus, você, eu e todo mundo. Se você já riu com Henfil, Jaguar ou "South Park", sinto dizer: você é Charlie pra caralho.

64 comentários:

  1. Discordo.
    Liberdade de ofender é um grande absurdo!
    O que é ofensa senão o desrespeito ao direito do outro à sua intimidade, às suas crenças, à sua vida privada?
    Por que os seus valores jardinianos são mais relevantes que os valores do oriente médio?
    Entenda : eu acho que são sim! Quem dera todo o mundo se convertesse aos seus valores. Mas ofender aqueles que não querem isso, é absurdo!
    Travestir as ofensas em forma de piada, de humor, pode ser um artifício muito inteligente mas mais cruel ainda!
    É o que fazia RenatoAragao, cujas piadas ajudavam a marginalizar gays e negros.
    Quantos gays não se mataram por ser a piada do mundo?(morte física e morte da vida distante dos seus desejos)
    Então, não! Humor não pode ofender.
    Ofensa é violência.
    Fazer piada do mais fraco é a lei da selva! O mais forte esculhamba o mais fraco, e a sociedade deve achar que esta tudo bem?
    Quer fazer humor? Faça humor de situações. Isso não ofende ninguém ....

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    1. Humor SEMPRE é ofensivo. Sempre é do contra. Sempre é desrespeito.

      Humor é uma arma. Como qualquer arma, pode ser bem usada - ou mal.

      Por isto que eu concordo com o Gregório Duvivier: o humor tem que ser usado para ofender os opressores, não os oprimidos.

      Mas para isto ele tem que poder ofender.

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    2. aí é bem diferente... satirize Dilma, a estadista desastrada, já que o cargo dela nos pertence !
      mas, satirize a forma física dela, a orientação sexual dela, e deixa de ser engraçado ou até mesmo legal.
      divertir-se com o sofrimento alheio não é algo
      civilizado.

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    3. Cadê Duvivier fazendo humor com os poderosos? Me mostra porque não vi ainda.

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    4. Olha, na minha opinião não dá pra tirar uma "regrinha" pra aplicar no humor... há piadas com graça e sem... e tem o público, tem a hora e o lugar, enfim, muitas variáveis, todas válidas. Penso que pode sim rir da desgraça alheia, da forma que se ri, sem querer até, vendo alguém levar um tombo. Prosaico, mas define bem o que é engraçado e como pimenta nos olhos dos outros é refresco. Eu já ri de alguns tombos meus... apesar da dor!!! Discordo de Duvivier porque ele quis tirar regrinha, pois por exemplo, o "Porta" brinca com os gays (oprimidos), tira sarro dos evangélicos (poderosos, que o Anônimo duvida), até dos muçulmanos (episódio da loja de burkas), então, pessoal, humor é algo muito fluido e por isso genial, o que estraga mesmo é o politicamente correto. Mas esse estraga tudo.

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    5. Bruno, seu tolinho, se ofensa é desrreitar as crenças do outro, como vc afirmou, nos gays estamos ofendendo todos aqueles que acreditam que a homossexualidade é contra as leis de Deus e então, pela sua lógica, somos ofensivos. Me explica sua lógica.

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    6. "...há piadas com graça e sem... e tem o público, tem a hora e o lugar, enfim, muitas variáveis, todas válidas." Sobretudo tem a intenção, e a do Charlie Hebdo era levar a reflexão sobre as situações que satirizavam.

      Acho equivocado o ponto de vista do Bruno, como se fôssemos santos sisudos, e o ser humano é tudo, menos santo!

      E quando li o primeiro parágrafo do post, jurava que os amigos de Tony não queriam ser Charlie por serem de direita! Quem diria... a turma da esquerda fechada com Le Pen! kkkkkkkkk

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    7. Ao anônimo das 12:50: você nunca viu os esquetes que criticam política e religião do Porta dos Fundos? Tá lá o Duvivier atacando os poderosos.

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    8. Aquilo é atacar? Achei que tá mais pra cosquinha.

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  2. Tony,
    Je suis Charlie. Je lis Charlie. Mais je préfère "Le Canard Enchaîné". O humor deve ser anti-iconoclasta, e, se ofender, que sejam atitudes de um determinado grupo e não todo um grupo. Acharia super engraçado um esquete sobre aplicativos de pegação gays, ou sobre a forma como os haïtianos se comportam dentro de Bancos ou ônibus. Mas ofender um gay por ser gay, ou um haïtiano por ser haïtiano, não dá mais. Tem que pós-comunicar e os humoristas precisam entender que, para isso, precisam se adequar ao politicamente correto, sim.
    Mesmo as charges "polêmicas" do Charlie Hebdo divulgadas na imprensa brasileiras não eram destinadas a ofender alguém, e sim a atitude integrista, seja ela de cristãos ou islâmicos.
    Quanto ao crucifixo nas repartições públicas, o paradigma nem é mais esse. A religião já saiu do gabinete já. Quem paga pela decoração natalina dos Tribunais, secretarías e ministérios? Melhor, que lei autoriza a decoração natalina das nossas cidades? Ninguém nem se questiona sobre isso. E essas decorações, além de serem uma afronta ao estado laico, ainda nos custam dinheiro. E se questionar em público sobre isso, vão te olhar de cara feia. Portanto, é difícil explicar o que é ser Charlie, uma identifade possível em um Estado laicista como a França, para alguém que não sabe ainda direito fazer valer seu Estado laico (nós).
    Abraço.

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    1. Acho que você quis dizer iconoclasta mesmo, o que destrói os ícones. Anti-iconoclasta é aquele que quer preservar os ícones.

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  3. Muito bom Tony, como sempre...Por falar em censura vc já viu Beyond Citzen Kane?

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    1. Antes leia, "quem pagou a conta" da Frances Stonor Saunders. Ela explica como a CIA usava fundações de milhonários (hello fundação Roberto Marinho???!!!) pra enviar dinheiro e promover sua agenda de manipulação cultural. A Globo é um braço da CIA? Sim...mas nada disso mais importa, vivemos uma nova idade das trevas, a coisa tá feia. Vamos ver como vamos resolver, precisamos de um novo Iluminismo.

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    2. Completando meu último post, do mesmo jeito q a CIA tinha seus agentes culturais a Rússia tem agora aquela emissora chama RT, é tudo uma questão de ponto de vista, sempre vai existir alguém querendo empurrar a sua agenda. Pra mim só a educação de alta qualidade cura.

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    3. Na boa gato, n existe liberdade de expressão quando existe monopólio, qdo se contrata uma atriz porno pra fazer programa pra criança. O império sempre nos tratou muito mal, temos q dar o troco.

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    4. Realmente, a RT fica 24h dando tapa na cara do império, fora a relação promíscua q eles sempre tiveram com a máfia (CIA) dizem, tem um acordo.

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    5. Idade das trevas?! Meu Deus!!! MUITO MUITO PIOR!!!! Um historiador maluco falou q as pessoas hj tem a mesma mentalidade do séc 15. Falou então, da vinci cadê vc?

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    6. Não gosta da globo não assiste amor. Internet, Netflix... ta aí pra nos dar conteúdo alternativo. Vc não pode dizer que as pessoas são manipuladas só pq escolhem assistir a globo

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    7. MILHONÁRIO é muito bom. Magnata do agronegócio?

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    8. Sou, dei a dica...e do Iowa

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  4. A liberdade de expressão é um dos maiores bens do ocidente, é direito assegurado tanto pra uma charge quanto à protestos sobre um governante, muita coisa em jogo que qualquer regulamentação pode facilmente cair em censura. E aqui no Brasil, quem se sente difamado ou coisa do tipo tem os meios legais pra se defender.

    Nada justifica mortes como resposta a qualquer tipo de opinião contrária, quem defende terrorista argumentando que as charges eram de mau gosto dá palco pra doido dançar.

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  5. Classificar o que é ou não ofensivo é extremamente perigoso. Para mim dois homens se beijando em público não é ofensivo mas para muitos é. Então, pensando como o Bruno aí de cima não devemos ter beijos na novela, em locais públicos e por aí vai, pq é ofensivo para uma parcela da população. Se acha as charges ofensivas não compre o jornal, se vc não gosta de ver dois homens se beijando não olhe, e por aí vai, mas eu tenho o direito de beijar meu marido em público as pessoas achando ofensivo ou não. Entendeu?

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  6. A questão é: liberdade de expressão tem limites. Inclusive na França, o que traz o questionamento: por que essa revista ainda publicava coisas ofensivas?

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    1. Liberdade de expressão não pode ter limites, qualquer tentativa de limitar se chama censura.

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    2. Porque na França é permitido, daaahhhh...Joaninha precisando, urgentemente, fazer sexo para clarear as ideias...Realmente, inacreditável a quantidade de "mas" nesse caso do Charlie...Totalitarismo disfarçado de pudor.

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    3. Ricardo, boa sorte na sua redação do Enem. Mas não é assim. Nos países da Europa continental, a liberdade de expressão é sempre limitada, especialmente quando ofende a dignidade humana. Quanto ofende uma religião, quando ultrapassa as barreiras da privacidade (por isso não há tantos paparazzi na França como no Reino Unido). Uma pessoa pode processar um jornal, uma emissora de TV ou uma produtora na Europa continental, mas não pode fazê-lo nos EUA muitas vezes, pois no direito anglo-saxão, a liberdade de expressão tende a ser quase absoluta.

      Infelizmente tem gente que não tem o MÍNIMO de habilidade de compreensão textual para entender que não estou criticando a liberdade de expressão, mas sim a incoerência que havia na França, um país que limita, SIM SENHOR, a liberdade de expressão, mas que no caso da Charlie Hebdo, "deixou passar"...é apenas curioso.

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    4. Deixem de ser irrealistas. Liberdade de expressão existe, mas ela é apenas um direito, assim como a liberdade de religião é um direito. As liberdades não são absolutas, elas se limitam umas as outras. Vc tem o direito de ir e vir no Brasil, mas isso não te dá o direito de entrar na minha casa se eu não te convidar. O mesmo raciocínio se aplica ao caso do Charlie. Se os muçulmanos franceses se sentem ofendidos ao ver seu profeta nu de bunda no ar numa capa de revista humorista, então tal revista está passando por cima de um direito dos muçulmanos. Simples assim. E isso vale para os EUA (onde pfvr, tb nao existe liberdade de expressao total) e vale pra França.

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    5. João meu caro, vou precisar é de mediunidade para entender o que vc escreve, aliás, acho que nem vc entendeu o que escreveu, chance agora de tentar explicar ;-). Vamos lá, primeiro vc escreve "A questão é: liberdade de expressão tem limites." Te pergunto: vc acha mesmo que a liberdade de expressão deva ter limites?
      Depois vc afirma: "por que essa revista ainda publicava coisas ofensivas?". Ofensivas sobre a ótica de quem? Dois homens se beijando é uma ofensa enorme para os muçulmanos, evangélicos ....devemos nos esconder no armário para não ofende-los?

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    6. Sim, acho que a liberdade de expressão deve ter limites, como qualquer liberdade. Isso acontece no Brasil. Ninguém pode andar com uma suástica na rua, por exemplo.

      Sem rodeios, Ricardo. Vamos lá: a revista publicou ofensas a uma religião, e ofensas pesadas. Não eram brincadeiras; passavam dos limites. Surpreende-me que na França, justamente um país que limita a liberdade de expressão, uma revista assim tenha continuado com essa linha editorial. No Brasil - e em outros países europeus - seria processo atrás de processo. Então, respondendo sua pergunta, são ofensivas por entrarem em choque com a liberdade de religião e com a dignidade da pessoa humana. Direito é isso: ponderação. Não há nada absoluto.

      Dois homens se beijando não podem configurar uma ofensa. Estou falando de: "o islamismo é uma religião de bandidos, criminosos". Isso é uma ofensa. "O cristianismo é uma religião de pedófilos". Isso é uma ofensa. "A ministra da França fulaninha é uma macaca". Isso é uma ofensa. Simples assim. Hate speech. Busque no Google.

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    7. A charge com a ministra Helene Taubira não era contra ela, era contra o Front National. Foi tirada do contexto e usada contra o Charlie Hebdo, mas a verdade não é bem assim:

      http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-charlie-hebdo-era-racista/

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    8. Que se registre que a revista foi processada e absolvida pela justiça francesa que entendeu que eles ridicularizam os extremistas e não a religião.

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    9. João meu caro, novamente repetindo o que vc escreveu "dois homens se beijando não podem configurar uma ofensa." Por que não pode? Se eu sou evangélico e acredito piamente nos meus dogmas religiosos dois homens se beijando é sim uma ofensa enorme. Entende que definir o que é ou não ofensa depende de uma série de fatores, sobretudo culturais e religiosos? A partir do momento que uma sociedade define o que pode ou não pode ser publicado por ser ou não ofensivo é de um perigo enorme pois essa regras vão de acordo com o senso do dominante (vide o nazismo queimando livros por serem "ofensivos").
      E falando em livros, essa é minha principal fonte de pesquisa e não o google. Sugiro que faça o mesmo e leia mais ;-)

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    10. Tony, cuidado com o que você lê do diário do centro do mundo, vivem criticando a manipulação da grande mídia mas fazem o mesmo sempre que podem. Tiraram de contexto a entrevista da Marta Suplicy pro estadão, ficou uma aberração. O site é governista apesar de não assumir.

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    11. Ricardo, dois homens se beijando não são uma ofensa para uma religião, mas sim um comportamento reprovado por uma religião. É diferente de dizer que a religião X é uma religião de bandidos, de terroristas, etc. São situações completamente distintas.

      Não tem nada de subjetivo nisso, Ricardo. Ofender alguém é disparar uma ofensa DIRETAMENTE contra aquela religião e seus seguidores.

      Acho, sinceramente, que quem não entendeu muito bem o termo "ofensa" é você. Ofender é agredir alguém. Não estou falando de agressão num sentido fluido, psicológico, freudiano. Estou falando objetivamente: xingar, desmerecer, desqualificar. É isso.

      A sua comparação é esdrúxula. Se eu falo "você é um filho da puta", estou xingando você. Se eu beijo alguém na sua frente, o que tem a ver o cu com as calças? Você pode não gostar, mas não estou atacando, desqualificando, sua pessoa.

      Não é perigo enorme nenhum, porque não existe censura prévia. Publicou algo, tem que responder se ofender alguém. Só isso. Não necessariamente criminalmente, mas possivelmente civilmente, através de uma indenização ($$$). O hate speech que é perigoso. Gera um problema sério na sociedade e deve ser combatido. É a minha visão.

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    12. Gente, eu to aqui imaginando o Ricardo e o João se pegando e eu no meio, os 2 discutindo e se pegando e eu com mão aqui mão acolá y otras cositas mas. Uhmmmmm

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    13. Este comentário foi removido pelo autor.

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    14. Poxa, Ricardo. Não remove seu comentário, não...eu adoro debate :*

      Victor:pode continuar imaginando. Eu mando super bem na cama, risos.

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  7. Tony, você sabia que quando Leonardo Boff foi punido pelo Vaticano, o Pasquim fez uma capa com o João Paulo II segurando a cintura dele e dizendo "Audácia do Boff"? Pois é...

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  8. Uma maneira boa de saber se algo é aceitável ou não é avaliando o dano que causa à vida. O discurso de ódio do Bolsonazi mata pessoas diariamente, e por isso não deveria ser aceito. Uma piada sobre negros reforça o preconceito e a discriminação, piorando ainda mais a vida destas pessoas, e por isso não deveria ser aceita. Mas qual o dano causado por um desenho de Jesus, Maomé ou Michael Jackson? Ou por dois homens se beijando? Pronto.

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  9. No F5, vc afirma que troféus foram comprados no Golden Globe, no passado. Vc afirma isso baseado em quê? Em alguma matéria que saiu e vc não citou? Essa matéria afirma e prova? Passou batido porque quem lê coluna do F5 não está exatamente preocupado com lisura de prêmio da imprensa estrangeira em LA. Mas ficou meio marrom a afirmação.

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    1. Existe todo um folclore em volta do Golden Globe. O caso mais famoso é o da atriz Pia Zadora, uma baixinha sem talento cujo marido, um empresário poderoso, tentou lançar com grande estrela nos anos 80. Não tenho provas, mas a imprensa americana publicou várias vezes que ele teria pago para ela ganhar o Globo de Ouro de Revelaçnao do Ano em 1981 (uma categoria que depois foi extinta).

      Existem outros episódios: Sharon Stone teria mandado relógios caros de presente para todos os membros da Associação da Imprensa Estrangeira, para ganrantir uma indicação por um filme pífio; grandes estúdios só garantiriam a presença de algumas estrelas se tivesse certeza de que elas sairiam premiadas; e por aí vai.

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    2. Em um caso recente, um estúdio pagou para vários votantes do GG ir a Las Vegas assistir um show da Cher. Logo em seguida, BURLESQUE foi indicado a melhor filme e melhor atriz.

      Leia a coluna de David Poland, que ele explica direitinho como funciona a associação que entrega os globos...

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    3. Tudo verdade. Mas tanto o Oscar como o Globo de Ouro são uma grande besteira.

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  10. Na França tem tanta liberdade de expressão que quando o Charlie fez charges de judeus, o editor chefe foi demitido. Nem vem que o conceito de "liberdade de expressão" para muita gente ainda é o direito de dizer e ouvir o que concorda e de censurar o que não concorda. Vide a presença do ilustríssimo premiê israelense Netanyahu nas passeatas de Paris. Matar jornalista e criança palestina em escola da ONU em Gaza é de boas.. falar mal de judeu já então...

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    1. Exatamente. É isso que estou dizendo. Não tem liberdade de expressão absoluta na França, como ocorre nos Estados Unidos.

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    2. Os judeus promovem uma 'caça as bruxas no mundo'. Triste

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  11. Menas, Tonya. Tá faltando humildade...
    Quem não pensa como vc "não tem nível"?
    Rysos.

    "You can't sit with us". Goes, Tony.

    "Gente de bem"; "tinham, sim, que ser Charlie"; "...Estão é querendo acabar com o humor, a irreverência..."; "São piores que os nazistas". Tornado, Tony.

    Me catequiza, Tony! Me ensina o que é viver de verdade! Me dá cérebro e senso crítico! Mim ensina portuguêis!

    Mim salva de minha mediocridade, ainda tenho jeito...! : D

    Sinceramente, seria ótimo viver num mundo sem ofensas. "Não-ofensividade" sincera, claro. Nada forçado... Isso é sinal de evolução humana. Fica a dica.

    A revista tem charges de péssimo gosto. Algumas ok. E quem se sente ofendido "tem, sim" que recorrer ao Estado (mais precisamente o Judiciário). Isso não é censura PRÉVIA, que fique claro. Diga o que quer, mas esteja pronto para suportar as consequências, baby. Isso é a vida. kkkkkk

    Franceses xenofóbicos + muçulmanos malucos = tempestade de nena
    O foda é que, muito embora apenas uma parte dos respectivos se encaixe nos estereótipos, todo mundo paga o pato. Uó.

    Ah, a Graúna de Henfil ficou ofendida por ser colocada junto a South Park. Beyjos.

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    1. Hnefil iria adorar South Park. Certeza absoluta.

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  12. http://www.islamophobie.net/articles/2012/09/24/charlie-hebdo-dessin-carlos-latuff

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  13. Em alguns casos, liberdade de expressão e ofensa são separados por uma linha muito tênue. E o humor, às vezes, pode ser mais polêmico que engraçado.
    Quando Malafaias, Bolsonaros, Felicianos e afins abrem a boca para falar dos gays, negros ou contra qualquer direito humano, quase todos classificam a liberdade de expressão deles como ofensa. Mas quando humoristas e chargistas satirizam uma religião, a liberdade de expressão é sagrada? É a velha lei dos vários pesos e várias medidas.
    Por isso, eu defendo responsabilidade de expressão. Que se fale o que se quer, ria-se do que se quer, mas que se esteja pronto para as consequências.
    Todos os meus pêsames às vítimas, apesar de essa história já ter virado um porre (inclusive, com nossa imprensa canalha querendo se vitimizar) e eu não me sentir nenhum pouco Charlie.

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  14. O mundo se tornou um lugar horrível insuportável, redes sociais. Bleehhhhh!!! Valeu CIA por estragar tudo e qq coisa.

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  15. Gente, mas se uma revista satírica não pode apontar o ridículo de todos é melhor nem existir né? Fora que estamos no país que tem entre seus grandes escritores gente como Marquês de Sade e Jean Genet! Êita culpa judaico-cristã maravilhosa!!!

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  16. Tanto orkut como myspace e facebook são um projeto da CIA, onde o Orkut se disseminou? Brasil e Iran. 2 países estratégicos para o império. Olha...as redes sociais tem q acabar e tem q ser logo.

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  17. Falando em Globo de Ouro, Boyhood ganhou melhor direção sendo que nem direção tem, nem roteiro, nem acting, nem nada. Só referências pop aleatórias e um toque de violência doméstica. Se ganhar Oscar I'm outta here. Filme chatíssimo e básico.

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    1. Tb achei a mesma coisa, horas de filme que não servem pra nada, fico intrigado como tanta gente pode gostar daquela chatice.

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  18. E Hilde sugerindo que mande os negros/pobres pra praia da Barra e/ou cobre entrada nas praias da zona sul?
    http://www.hildegardangel.com.br/?p=42701

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  19. A coisa mais nojenta a ser sugerida por um ser humano, é por isso q a sociedade n vai pra frente. Culpam os coitados e não os mais ricos q concentram a renda.

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  20. E o jornal judaico ortodoxo que apagou as mulheres na foto dos lideres mundiais na passeata em Paris?
    http://petapixel.com/2015/01/13/jewish-newspaper-photoshops-female-leaders-charlie-hebdo-march-photo/

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  21. O mio babbino caro
    Pena que o The 5D Raver esteja naquele asteróide, e não poss dar seu pitaco maçonistico neste episódio Mundial...Eu que no primeiro momento achei o fatoTerrível!!!! Estou começando a achar que esta ficando ridículo.

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  22. Só queria emitir a minha opinião agora.

    Então: acho essa revista um nojo. PORÉM....NÃO É HORA DE DISCUTIRMOS ISSO, caps off, Brasil.

    É hora de vermos que está errado matar alguém. É desproporcional.

    Pessoas civilizadas utilizariam outro meio, inclusive o da Justiça.

    É isso.

    Beijo, minhas fãs

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    1. João será que vc é do jeito que imagino: "Sentadas, são tão engraçadas
      Dona das suas salas..."
      OMBC

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