segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

PARIS GRAMMAR


Outro dia me vangloriei aqui no blog da minha formidável capacidade de comprar CDs só pela capa e acertar na mosca. É claro que eu também erro: dessa última viagem, trouxe dois discos que eu achei bem plus ou moins. Mas o pior foi não ter dado bola para Christine and the Queens. Achei que era rock, e eu já passei dessa fase. Depois vi que a revista "Les Unrockuptibles" escolheu "Chaleur Humaine" como o melhor álbum de 2014, francês ou não, e resolvi averiguar. Aí descobri que não se trata de uma banda, e sim de uma cantora solo cujo nome de batismo é Héloïse Letissier. E então me arrependi: o som da moça é bem do tipo que eu ando ouvindo ultimamente. Ela faz parte da onda atual de vocalistas que evitam a sensualidade explícita, apesar de não serem nada caretas. Sua música lembra um pouco a da Lorde, e nas várias faixas em inglês parece bastante o London Grammar. Mas Christine and the Queen também tem uma pegada performática original, com dancinhas interpretativas e uma certa dose de carão. Gostei bastante, e prometo me informar melhor antes de invadir as lojas de disco numa próxima viagem.

Um comentário: