quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

O MONSTRO DAS PROFUNDEZAS


Não tenho o chip para apreciar a grandiosidade de filmes como "Leviatã". O vencedor do Globo de Ouro de longa em língua estrangeira também está indicado ao Oscar, depois de ter arrancado aplausos no festival de Cannes e recebido críticas excelentes no mundo inteiro. Mas eu simplesmente não consigo embarcar no estilo cerebral do diretor Andrey Zvyagintsev, e isto apesar de ter gostado muito de "O Retorno". Claro que eu consigo gostar do trabalho dos atores, ou das paisagens espetaculares da cidadezinha às margens do mar de Barents onde se passa a história. Que é inspirada em fatos reais e digna de arrepios: todo o poder público da cidade se une para "desapropriar" a casa de um sujeito, revelando a corrupção e a monstruosidade da Rússia de Putin. É tamanho o baixo astral que, no fundo, acho que só aumenta as chances do único indicado que tem humor levar a estatueta dourada para casa: o argentino "Relatos Selvagens".

3 comentários:

  1. Não é um filme fácil mesmo, e eu também não gostei.
    A personagem se dá mal o filme todo, mas ele tem uma personalidade tão sem apelos que é quase impossível torcer por ele.
    Eu cortaria uns 30 minutos de filme pra dar agilidade à trama, ou até mudaria completamente o foco, e mostraria o drama pelo ponto de vista do adolescente, não menos vítima da "monstruosidade da Rússia de Putin".
    Expedientes baratos, admito, mas só assim pra aquela história ficar interessante.
    Quem não vir o filme, não terá perdido grande coisa.
    Relatos selvagens, este sim, um filme irretocável, extraordinário em todos os sentidos.
    Até mesmo inovador, se pensarmos que tantos outros tentaram o formato e falharam desgraçadamente.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Bruno, personagem admite gênero, OK? "O personagem" e "a personagem".

      Excluir
  2. Ache um filme meio chato, para ser sincero. E acho que as indicações são totalmente políticas, com o intuito de dar aquela "zoada" na Rússia. O filme é bom, mas meio chatinho, longo demais (2:20h). Não sei. Não entendi muito bem a indicação, afora o motivo político.

    ResponderExcluir