quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

O HERDEIRO NÃO-APARENTE

Está se formando um vácuo na política brasileira. Ou uma grande oportunidade. De um lado, o governo Dilma se enrola em medidas impopulares, no mega-escândalo do petrolão e até mesmo no fogo amigo vindo de dentro do próprio PT. Do outro, Aécio Neves não consegue se firmar como o líder da oposição e Geraldo Alckmin vê sua credibilidade evaporar feito a água da Cantareira. Isto quer dizer que não há um sucessor à vista para 2018. Nem mesmo Lula, que está doido para voltar mas vai ter que superar não só os prováveis descalabros de sua pupila como ainda sua via crucis particular, que passa pela "amiga" Rosemary Noronha e pelos insistentes boatos de que sua saúde não vai lá muito bem.

O Brasil parece mais do que pronto para a tão falada terceira via. Mas quem seria este novo nome? Um candidato óbvio era Eduardo Campos, que não está mais entre nós. Marina Silva já provou duas vezes que não tem estofo para segurar o tranco. Talvez algum jovem governador, mas qual? E nisso tudo ainda há o risco de elegermos mais um farsante, como o foram Jânio Quadros ou Fernando Collor de Mello. Figuras de fora do sistema que prometiam combater a corrupção, mas se mostraram muito aquém do que o cargo exigia - nenhum dos dois completou o mandato, aliás. Alguns analistas temem que a atual onda moralizante acabe dando a descarga nos atuais partidos e entronizando um Silvio Berlusconi, como aconteceu na Itália. Mas talvez já tenhamos pago esse pedágio. Talvez estejamos maduros para um autêntico reformista. Talvez. Quem?

27 comentários:

  1. A idéia de um governador acho mais difícil, pela falta de nomes relampeie novos e reformistas nessa área, então se realmente quisermos essa mudança, deveria ser alguém do legislativo. Mas o problema é que os que são assim tem pouca projeção nacional, e fraca base de apoio. Só que um jovem governador não está totalmente fora de questão também, afinal o próprio Eduardo foi uma relativa surpresa (um nome não tão conhecido em todo o Brasil). Existem nomes bons até nos partidos mais tradicionais também, mas que precisam ganha projeção para se tornarem competitivoAcho que só o tempo dirá se realmente vai haver alguém que saiba responder aos nossos anseios..

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  2. E tem a Aren...DEM que admitiu que não tem mais futuro e vai se fundir ao PSDBão (e queimar mais ainda o filme dos tucanos).

    Vai dar Eduardo Cunha pelo PMDB. Eles estão coçando as mãozinhas pra finalmente assumir o poder.
    Deus nos livre.

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  3. Caro Tony, politicamente nossos políticos deixaram muito a desejar, para não ser mais severo...infelizmente política se tornou casa do diabo, só pessoas sem escrúpulo, interessadas em se locupletar com os cargos que se candidatam e eventualmente se elegem...este post dá um panorama bem interessante em quem poderia aproveitar esta oportunidade de total falta de crédito de nossos políticos para tentar dar um novo ou um rumo descente para este país.Também te pergunto. Quem?
    ps.Carinho respeito e abraço.

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  4. Existe uma onda conservadora enorme no Brasil e o Bolsonaro, seu maior representante, será candidato a presidente em 2018 #meda

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    1. E em uma chapa com Feliciano. Pode colocar medo nisso... #medamedameda

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    1. Gosto muito do Haddad e votei nele pra prefeito. Acho incrível o trabalho que ele vem fazendo. Mas acho que ele funciona no "micro" (o espaço de uma cidade) não no "macro" (o estado ou o país).

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    2. Simmmmmm! Esse seria meu maior sonho.as apenas sonho, porque ele não tem o estofo necessário para chegar lá. Infelizmente...

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  6. Surgir um novo nome, uma terceira via, me parece improvável. No Brasil, temos quase 40 partidos, mas poucos representativos de verdade. Os novos partidos que surgem sempre são dissidentes ou restolhos de outro partido de maior brilho. Nada de novo acrescentam ao país.
    Um "novo" nome até poderá surgir -- como um governador -- mas deverá sair do seio de nossos velhos conhecidos. Padrinhos e marqueteiros ainda fazem milagres.
    Ainda assim -- até que o petrolão coloque todas as cartas na mesa e estarmos diante de todos os seus possíveis desdobramentos -- a aposta mais natural agora seria um duelo Lula x Alckmin em 2018.
    O Alckmin está trilhando um governo mais socialista, a Dilma está adotando medidas impopulares, e a corrução não é critério de desempate entre os dois partidos. Tudo isso tornará o duelo interessantíssimo, porque qualquer pedrada no outro atingirá seu próprio teto de vidro.

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    1. Taí uma coisa que nunca imaginei ler na vida. Alckmin e governo mais socialista.
      Really, bee?

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    2. Concordo com o Emerson. As terceiras vias estão contaminadas e são os velhos padrinhos e marqueteiros que decidem as eleições.
      Qualquer boa ideia nova trazida por qualquer terceira via que surja, o povo aceita de bom grado! mas quer que o PT implemente, ninguém mais.
      2018 é Lula. Ou quem ele indicar. Ou quem o PT indicar caso Lula morra antes de 2018.
      Lula é a melhor lembrança de um bom governante que o brasileiro tem na mente. Nada apaga isso.
      Só a Justiça pode nos salvar do PT.
      E do Lula, e do Mercadante.
      Vamos ver o que virá desse Petrolão.
      Tá só começando...

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    3. Tem alguns links que mostram que Alckmin está disposto a priorizar o social aqui em SP, de olho em 2018:
      (1) http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/11/1542313-alckmin-vai-reduzir-pastas-e-tentara-criar-marca-social-na-gestao.shtml
      (2) http://www.folhavitoria.com.br/politica/noticia/2015/01/alckmin-lancara-versao-paulista-de-brasil-sem-miseria.html
      (3) http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/01/alckmin-cria-sistema-de-pontuacao-diferenciada-para-negro-em-concurso.html
      (4) https://www.brasil247.com/pt/247/goias247/165855/Passe-livre-de-Alckmin-%C3%A9-inspirado-em-Marconi.htm
      Se a crise hídrica não colapsar o Estado, podemos esperar mais "investimentos" sociais do Alckmin.
      E sejamos justos: a maioria dos embriões de todo tipo de assistencialismo atual foram criados no governo FHC.

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  7. Não sendo Russomano, Bolsonaros, Kassab, Felicianus e afins...

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  8. Lulu e foda-se essa merda, quero um ministério só de travas.

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    1. O cast inteiro de Glitter na Esplanada!!!

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    2. Todxs queremos <3

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    3. Vcs es tão achando que Brasília é um salão de cabeleireiro.

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    4. Anônimo, bem que poderia ser verdade isso, de todas quererem travas nos ministérios, mas as gays são tão divididas quanto a população geral, até no que se refere a elas mesmas. Its cra-zey.

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    5. Rochele Santrelly (Choque de Monstro) pra pasta da Fazenda e Marcia Pantera pra Educação...

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  9. Tony, você acompanhou a avalanche na internet de comentários homofóbicos que se seguiram à morte da esposa da Adriana Calcanhoto?
    Um nojo....

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    1. Sim, um nojo. E quase tão nojento foi o fato de alguns sites chamarem Suzana de Moraes de "companheira" de Adriana Calcanhoto. Elas eram casadas pela lei brasileira.

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  10. "Aécio Neves não consegue se firmar como o líder da oposição e Geraldo Alckmin vê sua credibilidade evaporar feito a água da Cantareira". Em algum lugar, Serra está rindo horrores.

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    1. Serra já era. Não conseguiu nem se eleger prefeito de SP. Melhor fará se ficar no Senado.

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  11. Tonyssimo, acho que comentei discordando de todos seus posts sobre política brasileira nos últimos 6 meses (por causa da sua visão reacinha sobre o Brasil), mas esse tenho que dar o braço a torcer: parabéns pelo texto lúcido, claro e cristalino!

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  12. O mio babbino caro
    Bérgamo ressaltou a frase do presidente Neguitão"... Esse é o "negão" que vai consertar o Brasil"

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  13. Podem me chamar de petralha arrependido. Nem ligo, porque é verdade. Não morro de amores pelo PSDB, mas do jeito que está, com as "medidas necessárias" de Dilma (então porque não fez isso antes?) e os escândalos e situação cada vez mais indefensável da Petrobras (quase 3 bilhões jogados no ralo com o cancelamento das refinarias Premium 1 e 2), estou com vergonha da campanha que fiz para o PT e Dilma.

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  14. Luciana Genro, sem mais comentários.

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