sábado, 24 de janeiro de 2015

HOMEM DE UMA NOTA SÓ

"Invencível" parece um filme de Clint Eastwood - um filme ruim de Clint Eastwood. Em seu segundo trabalho como diretora, Angelia Jolie se revela quadrada e convencional, apesar da opulência da produção. O roteiro, trabalhado a muitas mãos por alguns dos nomes mais celebrados de Hollywood, conta a história verdadeira de Louis Zamperini: campeão olímpico, náufrago no Pacífico, prisioneiro de guerra. Só aí tem material para uns três filmes diferentes, mas "Invencível" não matou minha fome de cinemão. Porque o protagonista tem uma única característica: é um cara durão, que não se dobra para ninguém. Ponto. Não ficamos sabendo mais nada sobre ele, seus gostos, seus defeitos, suas manias. Coisas horrendas acontecem com o sujeito, que aguenta tudo sem jamais reclamar. Há muitas sequências bem feitas, e o inglês Jack O'Connell provavelmente terá uma longa carreira de sucesso. Já o cantor japonês Miyavi traz um componente gay desnecessário para o sádico comandante do camo de concentração, mas pelo menos ele é sempre interessante de se olhar. "Invencível", nem tanto: ao longo de mais de duas horas de duração, chega a ser monótona sua insistência na bravura de seu herói.

2 comentários:

  1. Achei estranho você não dedicar nenhuma linha sequer ao Marco Archer... Vocês são conterrâneos, contemporâneos... Por acaso se conheciam?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Como assim, bee? Fiz um post inteiro sobre a execuç∫ão do brasileiro na Indonésia, na semana passada. Só o chamei de Marco Moreira, seu último sobrenome, sem ter me dado conta ainda que a imprensa toda o chamava de Archer.

      Aqui, ó: http://tonygoes.blogspot.com.br/2015/01/bang-youre-dead.html

      E não, eu não o conhecia. O mundo é grande.

      Excluir