sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

CHURRASQUINHO GREGO


"O Talentoso Ripley" é um dos meus filmes favoritos de todos os tempos. O falecido diretor Anthony Minghella conseguiu melhorar a elegante trama policial de Patricia Highsmith, deixando explícita a viadagem do protagonista e elevando o quociente de glamour ao redor dele. Um toque minghelliano teria feito bem para "As Duas faces de Janeiro" (que, por causa do título, fiz questão que fosse meu primeiro filme deste ano, hehe). Apesar do filho de Minghella, ser o produtor executivo, o filme - também adaptado de um livro de Patricia Highsmith - dá pro gasto feito um churrasquinho, mas não atinge as delícias de "Ripley". Muitos dos mesmos ingredientes estão lá: o escroque aproveitador, a Europa turística dos anos 60, as mortes quase-que-acidentais. Viggo Mortensen faz um salafrário big time que cruza caminhos com outro, arraia miúda, durante uma viagem com sua jovem mulher pela Grécia. As sacanagens mútuas são inevitáveis, e muitas reviravoltas acontecem antes do final. Para mim, ainda teve o bônus de rever muitos dos lugares onde estive há quase dois anos: Atenas, Creta, Istanbul. Mas o melhor é Oscar Isaac, um ator de origem guatelmateca que está prestes a se tornar um astro. Podem anotar e virem me cobrar depois.

7 comentários:

  1. O Talentoso Ripley é um dos melhores filmes que vi também. Mas o Retorno do Talentoso Ripley não caiu muito no meu agrado.
    Vou conferir As Duas Faces de Janeiro e tomara que seja bom mesmo, hein Tony?

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  2. Esse Oscar Isaac esteve naquele filme Ágora, do Alejandro Amenábar, e é bem bonitinho mesmo.
    Você sabia que o Viggo fala Espanhol perfeitamente??

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  3. Respostas
    1. Acho que morou só na Argentina e torce pelo Boca Juniors.

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  4. Vi esse filme em agosto, no avião, e adorei...Ainda que não seja tão bom quanto o primeiro Ripley, é bem acima da média do que temos por aí...

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  5. Eu nunca comparo livro e filme. Acho q as comparações não se sustentam, mas nesse caso eu gosto mais do livro do que das 2 versões pro cinema. Eu acho essa do Minghella infinitamente melhor do que a francesa. Li tb Ripley debaixo d'água e achei uma grande bosta e vi a versão do Win Wenders (eu acho, tô com preguiça de perguntar pro ti Google) e achei bem chato tb. O personagem é interessante nesse volume só.

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  6. Para quem já tinha visto o esplendor conciso de 'Plein Soleil', o filme do Minghella, diretor bastante competente, era um tanto tedioso, com seus desdobramentos fiéis à Highsmith. E o elenco era incomparável. Jude Law faz frente a Maurice Ronet [né Robinet], mas a vulgaridade ianque de Gwyneth Paltrow e Matt Demon diante das belezas misteriosa de Marie Laforêt e ululante de Alain Delon é do tipo nem vem que não tem.

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