sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

BANG YOU'RE DEAD

A segunda coisa que mais me entristece nesse caso do brasileiro que será fuzilado na Indonésia no próximo domingo é a politicagem em torno desta execução. O presidente Joko Widodo foi eleito por pregar uma repressão ainda mais brutal ao tráfico de drogas em seu país. Sei não, mas essa tática me parece ser a de instalar pânico moral no eleitorado: duvido que a Indonésia tenha um grande número de viciados em qualquer coisa, ou que a sociedade civil esteja sendo ameçada por traficantes como já o foi a Colômbia e hoje é o México. Invanta-se um inimigo, para depois se dar cabo dele. É sintomático que Marco Moreira tenha que enfrentar o pelotão, mas o terrorista islâmico Umar Patek, que fabricou as bombas para um atentado em Bali que matou mais de 200 pessoas em 2002, tenha sido condenado "apenas" à prisão perpétua. Explica-se: a Indonésia tem a maior população muçulmana do mundo, e claro que muita gente deve nutrir alguma simpatia pelos islamofascistas. Já o coitado do Marco Moreira é estrangeiro, vindo de um lugar distante, que tem poucos laços culturais ou comerciais com os indonésios. Por isto que Widodo se sentiu tão à vontade para recusar mais um pedido de clemência de Dilma Rousseff. Moreira não era um "dealer" profissional: só um sujeito que achou que poderia ganhar uma granalhaça fazendo um avião, e se deu mal. Morrerá única e exclusivamente para impressionar os eleitores de Widodo, mais nada. Como eu disse, essaa politicagem é a segunda coisa que mais entristece nesse caso. A primeira? Os comentários deprimentes dos brasileiros nos sites de notícias. A maioria dos que eu li defende a volta da pena da morte ao nosso país (ela foi abolida por d. Pedro II ainda no século 19), de preferência com requintes de crueldade e para qualquer tipo de delito. Depois me espanto de tantos de nós não fazerem a puta ideia de quem seja Charlie.

45 comentários:

  1. 2%, ou 4.5 milhões de pessoas são usuárias de drogas na Indonésia, prova CABAL de que a repressão e pena de morte funcionam LOL http://thejakartaglobe.beritasatu.com/news/more-indonesia-drug-users-but-rehab-centers-empty/

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  2. Tava com isso na garganta há dias. Não ser Charlie é basicamente ser a favor da pena de morte.

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  3. esse é o problema da "nova-pseudo-direita" brasileira (e não da direita séria): são desinformados, raivosos, flertam com o fascismo e só falta começar a fazer justiça com as próprias mãos (opa, pera)

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  4. O que mais me entristece é ver brasileiros apoiando isso aí. Como se a pena de morte realmente fosse acabar com o tráfico de drogas, já institucionalizado em todo o mundo. Será que as pessoas são tão imbecis para não entender que a "mula" é apenas a ponta do iceberg? Que o tráfico envolve todos os níveis da sociedade e que a única forma de desestabilizá-lo é legalizando e tornando o mercado transparente e regulado, assim como é o caso do álcool e do tabaco? Para mim é algo tão trivial...

    Mas confesso que fiquei contente ao ver um número razoável de pessoas contra a execução do brasileiro. Quase todas, diga-se de passagem, são evangélicas. Ao menos isso os evangélicos tem de bom: são contra esse tipo de punição sem noção.

    Depois do "Charlie", muita gente falou que o islamismo pode ser "paz e amor", mas é difícil acreditar nisso. A Indonésia é o maior país islâmico do mundo em termos de população e está provando que a religião em questão é atrasada. Está num patamar já ultrapassado pelo cristianismo.

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  5. A lei da Indonésia a respeito de traficantes de drogas está corretíssima. Só erram em deixar encarcerado primeiro. O fuzilamento devia ocorrer logo após o julgamento em última instância. Por que o Estado deve gastar dinheiro com esses patifes?
    Se a justiça de lá falhou em não fuzilar Umar Patek, só porque ele é mulçumano --- agora tudo gira em torno de ser ou não islâmico? --- isso não tira o mérito do país a respeito dos traficantes. Que lugar tem justiça perfeita?
    PS: Essa história de Charlie já encheu a paciência. Encaixa-se nas conversas mais improváveis, sem nexo algum com nada. O pasquim vendeu em 1 dia o que venderia em 83 semanas. Neste caso, a emenda saiu melhor que o soneto. Agora, é esperar outra tragédia para que o povo tenha um novo assunto único.

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    1. Isso é que é um pensamento avançado...E a direita que é reacionária....Essa Emersa dá meda.

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    2. Patife por quê, Emerson? Qual é o problema das drogas? Ou você é seletivo, acha que Rivotril pode, mas maconha não pode? Explica melhor. Só queria entender o motivo de você achar que uma pessoa que uma vez na vida decidiu levar droga para outro país e vai ser EXECUTADA, perder a vida por conta disso. Só pra saber mesmo. Se você não dá a mínima para a vida humana, você é tão terrorista quanto os caras que assassinaram os cartunistas na França. Gente como você é a escória da sociedade. Hipócrita! Isso que você é. E nem me venha com "ai, as drogas fazem mal"...FODA-SE. Fazem mal, consome quem quiser. O mesmo com álcool e tabaco...por que não com outras drogas? Você acha que a diretoria da Souza Cruz tem que ser fuzilada também?

      Tony, eu sei que infringi algumas regras nesta postagem. Mas acho que gente que defende esse tipo de atitude tem que levar uma dura mesmo (virtualmente). Beijos e aceite se quiser.

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    3. Danny, eu me considero 90% de esquerda, mas nunca gostei desses termos tacanhos: reacionário e progressista. Por que eu, sendo de esquerda, não posso pensar diferente em alguns quesitos?
      Homicida (exceto em caso de acidente ou legítima defesa), estuprador, sequestrador, pedófilo e traficante de drogas, para mim deviam todos ser mortos. O mais rápido possível, de preferência. A Indonésia levou 14 anos para executar a sentença neste caso. Para quê? Imagina ficar 14 anos sob a certeza do fuzilamento. Imagina o Estado ficar 14 anos tendo gastos na manutenção de um zumbi... Todos perdem assim.
      João, quando inventarem uma poção mágica que cura todos os males de saúde, nós poderemos dispensar as drogas vendidas em farmácias, como o Rivotril. Eu sou a escória por que não penso como você?
      Vejam que hipocrisia. Desde que os terroristas atacaram aqueles cartunistas do Charlie, o pessoal aqui vem falando de liberdade de expressão. Seria liberdade de expressão uniforme?
      Os cartunistas não mereciam ser mortos por pensarem diferente, mas não eram tão pueris para ignorarem que podia haver consequências tristes. Tudo tem consequência, razoável ou não. Os cartunistas se expressaram e assumiram o risco decorrente. Os terroristas que os mataram foram mortos também, ou seja, assumiram o risco por suas ações. Eu entro com drogas em um país cujas leis contra drogas são duríssimas, estou assumindo o risco de ser julgado por essas leis.
      Só lamento que o Brasil ainda não aplique lei semelhante para traficantes de drogas.




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    4. Emerson, há um outro argumento poderoso contra a pena de morte: ela é infeicaz como prevenção ao crime. Nos EUA, os estados com pena de morte não raro apresentam índices de criminalidade maiores que os dos estados onde ela não existe. Para acabar com o tráfico de drogas, tudo indica que o caminho seja mesmo o da legalização controlada. A repressão, por mais brutal que seja, só serviu para elevar o preço das drogas - e enriquecer os traficantes.

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    5. Emerson, foi mal, mas você tem uma opinião ou stalinista ou de extrema direita. Só para te situar. A questão é: qual é o problema de uma pessoa, dentro da INDIVIDUALIDADE dela, dentro da LIBERDADE dela, utilizar uma droga? A humanidade sempre fez isso. O álcool é um exemplo gritante, mas sempre houve drogas utilizadas pelas pessoas. É uma necessidade da pessoa humana dar um "break" na vida, pausar tudo, sair da realidade. É claro que isso traz consequências, mas assim como todos os medicamentos vendidos livremente no Brasil, inclusive alguns que são proibidos em vários países, como a Novalgina (proibida nos EUA desde a década de 70).

      Outro ponto: o brasileiro em questão não é o Fernandinho Beira Mar. O Fernandinho Beira-Mar é perigoso porque MATOU muita gente efetivamente. A pessoa que trafica drogas não necessariamente matou alguém. Pense nisso. Por que a pena de morte, então?

      O último ponto é o que exatamente disse o Tony. Pena de morte não significa baixos índices de criminalidade. E pior: havendo um erro na sua aplicação, não tem volta. É diferente de prender alguém por engano: a pessoa pode ser solta e indenizada pelo erro (uma baita indenização, diga-se de passagem).

      Só isso. Deve haver um amor pela vida, que você não tem. Você assume que um traficante PODERÁ UM DIA CAUSAR a morte de alguém, o que não é muito verossímil, nem concreto. Muito mais gente morre de overdose de Tylenol do que você pensa.

      É isso. Infeliz a sua opinião e espero, sinceramente, que você parece de se considerar de esquerda. Está muito mais para Bolsonaro do que qualquer outra coisa.

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    6. João, embora eu tenha simpatia pela forma sempre honesta e até mesmo culta em que você se expõe em suas argumentações, considero que sua defesa desse caso é por demais maconheiro filhinho de papai da classe média alta da Zona Sul carioca. Seu arroubo mostra bem isso. Você pode ser contra a pena de morte, eu também sou, mas não pode protestar contra a execução da lei existente em um país tão distante e desconhecido. França e Inglaterra - países máximos em organização, cultura e democracia até bem pouco tempo, 50 anos, ainda adotavam esse recurso. Cuba, essa maravilha ideológica, caiu de boca em tal iniciativa.
      Perdoe-me, mas sua defesa do indispensável uso da droga para a sobrevivência humana é ridícula, infantil e imbecil.

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    7. Oi, Anônimo. Eu não sou maconheiro da Zona Sul, mas não vejo a menor diferença entre um baseado e um copo de vodka. Aliás, moro na Zona Sul, e infelizmente constato que existe um alinhamento entre uma visão minha e qualidade de vida. Quanto mais longe da ZS, mais a favor da pena de morte, mais moralista, etc. Que pena!

      Se você acha infantil e imbecil, você é um hipócrita, porque certamente toma seu choppzinho no fim de semana ou depois do expediente. E se você acha imbecil, acho que o imbecil e babaca é você.

      Quanto à pena de morte, nenhum país democrático a adota para casos em que o direito à vida não esteja em jogo. A pena de morte é adotada em vários países como punição para quem efetivamente matou alguém com intenção (homicídio doloso). Não é o caso dos países citados por você. Então pare de falar merda aqui sem fazer a mínima pesquisa antes.

      Eu posso ser contra a execução de uma lei de outro país. Sob a sua ótica, a Alemanha Nazista era um país perfeito, então. Porque ela tinha um arcabouço jurídico invejável, cujos juristas são, inclusive, citados até hoje. Isso não significa que sua legislação fosse justa. Justamente no pós-Guerra o mundo passou a delimitar a soberania e estabelecer limites a certas práticas, através de tratados internacionais. A gente tem uma divisão atualmente no mundo

      Concluindo, você acredita no Papai Noel? Deve acreditar. O cerne da questão é que O TRÁFICO DE DROGAS JAMAIS ACABARÁ. JAMAIS. Qualquer Guerra às Drogas é inútil nesse ponto e, se você não percebeu isso, não passa de um imbecil hipócrita mesmo.

      Um beijo, tá?

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    8. Outra coisa, Anônimo, você já fumou um baseado? Sinceramente, você fala como maconha fosse a coisa mais horrível e destruidora do mundo. O álcool é muito pior. Experiência própria. Fume um baseado e você verá que não faz o MENOR sentido proibir essa droga e deixar o cigarro e o álcool livres. Menor sentido. Acho que falta um pouco de experiência empírica da sua parte e, já que você acha uso de drogas par entretenimento ridículo, sua vida deve ser realmente muito chata. Ah, e nada de Rivotril, Frontal, etc, né? Porque também são drogas! Ah, nada de antidepressivo também, porque também é droga...:( poxa, que vida chata a sua.

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    9. Joãozinho-do-anorak-vermelho, eu moro na ZS, mas a minha praia é o parque da Benzazoni, e posso lhe garantir a urgência de trocar sua bola de cristal - Made in China, não? - por outra de melhor procedência. Suas previsões fajutésimas - uma coisa! - devem expo-lo ao escárnio público, deixando-o ainda mais inseguro e dependente de cheirões da loló.

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  6. Sou contra a pena de morte, mas o problema de tráfico na Indonésia não é trivial. Seguramente esta droga toda não seria consumida lá, mas assim como Cingapura e Malásia (que também têm leis duríssimas do gênero) o país serve como porta de entrada para os ricos mercados consumidores da Austrália.e Japão, por exemplo. A pressão para que as leis sejam duras é muito forte.

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    1. E os quase 14kg de droga que o Marco levava na asa-delta não são 14 graminhas para consumo pessoal de viciado.

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    2. E daí, Anônimo? É tarefa sua regular o consumo alheio? Cada um usa o que quiser; é de responsabilidade da pessoa utilizar ou não.

      Como dizem os libertários, "no death, no crime". Então pronto. Acabou. Nada de pena de morte.

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  7. é esse que dizem ser o país muçulmano mais moderno, civilizado e pacifico?!

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  8. Tony, você anda muito maniqueista nesses últimos posts.
    E o seu argumento contra a pena de morte usa de uma falácia muito manjada: reductio ad absurdum.
    Liberdade de dizer sem responsabilidade é anarquia, lei da selva.
    E o fato de a pena de morte ser incrivelmente desproporcional no caso do brasileiro, não quer dizer que ela é incabível em qualquer caso.
    Pessoas que tem como profissão o cometimento de crimes violentos deveriam ter pena de morte.
    As nossas cadeias estão cheias de criminosos perigosissimos, que não tem nem terão qualquer apreço pela vida do outro. Que usam, aliás, a morte do outro pra conseguir mais e mais poder e dinheiro.
    A única prevenção social contra esses é exclui-los em definitivo da sociedade à qual eles próprios não querem pertencer.
    Pura ilusão achar que o crime é um problema social que tem soluções "limpas" moralmente.
    Ou que numa sociedade verdadeiramente múltipla e colorida podem existir valores realmente absolutos.
    Seu pensamento é livre... Mas qualquer interação com o outro é regulada: pelo Estado e pelo sentimento alheio.
    Se vc não se importa com um, vai ter que se entender com o outro.

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    1. Meu primeiro argumento contra a pena de morte é o mais singelo de todos: e se um inocente for condenado?

      Foi por isto que D. Pedro II aboliu a pena de morte no Brasil, depois de saber que uma fazendeiro enforcado por um assassinato não havia cometido o crime.

      É lindo dizer que é preciso "excluir" os malvados da sociedade (e isto não é ser maniqueísta?). Mas quem define quem são esses malvados? Nos EUA, são os negros pobres. Brancos que cometem os mesmíssimos crimes escapam do corredor da morte. E há dezenas de casos de pessoas condenadas por provas falhas, testemunhos viciados e juízes tendenciosos.

      Fora que essa sua argumentação é digna do Bolsonaro...

      Muitas vezes senti vontade de matar um criminoso com minhas próprias mãos. Não sei o que eu faria se minha família fosse atingida.

      Mas isto sou eu, não é o estado. O estado não pode ser passional, não pode cometer vingancinha pessoal.

      Olhe no mapa: quase todos os países bacanas aboliram a pena de morte. Ela só subsiste na China, nos países muçulmanos... e nos estados mais atrasados dos EUA, o único país ocidental onde a religinao ainda apita na esfera pública.

      Tô fuera. Fico com os civilizados: abaixo a pena de morte, para qualquer caso. Inclusive os que possam me atingir.

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    2. Parece que ainda existe no Japão...

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    3. Nos países em que há pena de morte, muitas vezes ela nem é aplicada. Coreia do Sul, Japão, etc...vejam quantas pessoas são mortas por ano. Pouquíssimas. A grande exceção são os Estados Unidos, que são um capítulo à parte. São um país de extremos, mas todos sabemos que o Canadá é muito mais desenvolvido, que a Austrália é muito mais desenvolvida que os EUA, etc. Então nem vale a pena comentar. Fora que lá não é no território todo que existe pena de morte.

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    4. Tony, seu argumento contra a pena de morte de que, no caso americano, só atinge negros não procede. Nesse caso, o problema não é a pena, mas o sistema político/social. Vide a maravilha do Brasil, nação democrática e moderna, que rejeita a pena de morte, mas mantém seus presos em cadeias abomináveis comparáveis ou até mesmo piores do que a pena máxima. E não me consta que os infelizes empilhados lá dentro por tempos descontrolados tenham cabelos louros e olhos azuis.

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    5. No. 1: Não falei que só atinge negros. Falei que atinge MAIS negros. Muito mais, na verdade.

      No. 2: Também não falei que o sistema legal e penitenciário brasileiro seja uma maravilha. É um horror, e também é mais injusto com os negros.

      No. 3: Continuo sendo contra a pena de morte.

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    6. Anônimo, é só fazer PPP para presídio. E os problemas do Brasil acabarão.

      O problema é que a esquerda é contra, porque chama isso de "privatização do sistema carcerário".

      https://www.youtube.com/watch?v=EuRPo1AhCuI

      https://www.youtube.com/watch?v=xnpePG_wTCA

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  9. E é rarissimamente aplicada. Só em casos que envolvem segurança nacional. Nunca para punir assassinatos ou tráfico de drogas.

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    1. Respeito 100% a sua opinião.
      Só mais uma informação: do ponto de vista jurídico, há pena de morte no Brasil.
      O código penal militar prevê essa pena pra varias condutas criminosas.
      Mas a constituição só permite essa pena em caso de guerra.
      e ela deve ser executada por fuzilamento.

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    2. Sim, eu sabia. Houve até um condenado à morte durante a ditadura, mas ele teve a pena comutada.

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    3. Não concordo com o Emerson e o Bruno em absolutamente nada, mas eles redigem bem. E odeio ter que admitir isso de quem eu não concordo.
      Porém, tudo bem meninos, não fuzilaria vocês em hipótese alguma!

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  10. Eu não entendo como alguém pode ser a favor da pena de morte sendo que os DADOS dos países onde existe pena de morte são assustadores - os EUA volte e meia "descobrem" casos de inocentes condenados. Isso sem falar que NENHUM país com pena de morte (na teoria e na prática) possui índices de criminalidade menores do que países SEM pena de morte e SEM armas letais.

    Google it mothefuckers, por que ou vocês são preguiçosos/ignorantes, ou mal intencionados. Bjos.

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  11. Pena de morte é limpeza social, serve pra se livrar de negros e pobres. As racista td ama.

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  12. Não sei o que é pior, alguém ser a favor da pena de morte e considerar essas vidas menos dignas que a sua própria, ou achar possível um mundo sem drogas mas adoorar vodka e afins.

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  13. só porque ele é mulçumano --- agora tudo gira em torno de ser ou não islâmico? SIM, TUDO GIRA. TUDO MESMO, NÃO GOSTOU? PEGAEL

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  14. A coisa acabou de ficar 1 degrau pior com a apreensão dos passaportes do Eduardo Gomes e o cinegrafista da Globo. Já estão intimidando a imprensa pra nao cobrir o caso. Leave Globo alone!

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    1. Exatamente. Cadê o povo que adorou a Indonésia ter executado o brasileiro? Já tá todo mundo pronto para uma pseudodemocracia islâmica??

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  15. Os brasileiros acabam se dizendo a favor de pena de morte por viverem ou terem a sensação de viver em um país em que leis não são cumpridas, em que a polícia não apura crimes, em que penas são diminuídas, e principalmente porque aqui a matança é geral, no caso bandido matando sem menor cerimônia. Então acho que temos que contextualizar esse sentimento das pessoas e não sair achando que todos são de direita ou reacionários. Muitos são, mas muitos são apenas pessoas cansadas do oba oba que é nossa sociedade.

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    1. Leon, eu entendo perfeitamente o sentimento da população brasileira. Acho que a mídia incentivou durante muito tempo esse pensamento, já que jornalismo no Brasil é uma palhaçada; um bando de gente com conhecimento raso e genérico. Muito diferente de uma CNN, por exemplo, na qual os jornalistas são especializados em assunto e, também, na qual quando surge um assunto jurídico, especialistas fixos são convocados.

      A impunidade é, na verdade, uma farsa. Não existe impunidade no Brasil. O Brasil tem a terceira maior população carcerária do mundo atualmente. O que existe é a impunidade de uma corja rica que consegue recorrer ad eternum e evitar sua condenação. E quando é condenada, é beneficiada por uma legislação frouxa, criada justamente para esse fim.

      É esse o quadro.

      A violência só será realmente diminuída com educação e com acesso ao ABORTO. Menor bandido existe porque suas mães não queriam tê-los. Pode ter certeza disso. São filhos do "baile funk", que não precisavam ter nascido. Aborto e planejamento familiar são a solução para isso. Nem adianta mudar a maioridade penal, porque a raiz não é cortada assim.

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    2. *menores bandidos, I mean.

      Enfim, é isso, gente, beijo, Brasil.

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    3. João, não sei em que Brasil vc vive, mas o Brasil real tem, por exemplo, na cidade mais violenta, que é Maceió, "apenas 5% dos crimes de homicídios têm seus inquéritos iniciados e concluídos, culminando com a punição dos respectivos culpados" (fonte imprensa, que vc julga golpista).
      Não à toa semana passada, a Força Nacional de Segurança assumiu o comando das investigações dos homicídios por lá.

      Segundo a mesma imprensa (que vc julga golpista e desinformada), "nos Estados Unidos, o índice de solução dos homicídios é de 65%. E no Reino Unido, 90%. No Brasil, estimativas, inclusive da Associação Brasileira de Criminalística, indicam que de 5% a 8% dos assassinos são punidos. De cada cem, mais de 90 nunca foram descobertos."

      Portanto, gostaria de saber se sua afirmação de que não temos impunidade é "apenas" baseada no número de detentos, ou em algum outro dado. Pois associar detentos com crimes solucionados me parece precipitado, ingênuo.

      Vc pode até argumentar que os números acima se referem a homicídios apenas. Então, ok, as cadeias estariam cheias de bandidos, exceto os assassinos.


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    4. Não chamei a mídia de golpista. Só acho a mídia brasileira muito inferior que as mídias de outros países. As reportagens duram o mesmo tempo que um videoclipe; são rasas.

      A questão da criminalidade no Brasil tem muito mais a ver com falta de acesso a oportunidades, educação, etc, do que falta de repressão. Sério mesmo. Se tivesse aborto e planejamento familiar, os índices iam cair drasticamente.

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  16. Concordo com o João. Pretender extinguir o tráfico de drogas é como extinguir a prostituição: algo inviável, que releva uma inocência pueril ou mesmo burrice. Sempre haverá oferta já que sempre haverá demanda pois, felizmente, os seres humanos têm desejos e necessidades que vão muito além dos ditames de códigos morais/religiosos oriundos de supostas divindades, impostos de cima para baixo pelos poderosos da Terra, apenas com o intuito de controlar as massas. Aliás, como quem costuma entoar o "Vai pra Cuba" são os mesmos que apóiam a pena de morte, que tal então um "Vai pra Indonésia", aquela maravilha de país?

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