segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

VITÓRIA ORGULHOSA

Viktoria Modesta vem lançando discos desde 2010 e, dois anos depois, cantou na cerimônia de encerramento dos Jogos Paralímpicos de Londres. Mas só agora ficou mundialmente famosa, graças a uma maciça campanha publicitária do Channel Four britânico. Nascida na Lituânia e criada na Inglaterra, a moça tinha um defeito congênito na perna esquerda - tão grave que ela resolveu amputá-la aos 20 anos de idade, e assim se locomover melhor. E, meu, como ela se locomove. Promovida como "a primeira popstar biônica do mundo", Viktoria ganhou as manchetes do planeta e os corações de muita gente. Mas claaaro que, em tempos de internet, tem nego reclamando que é "só marketing" e que ela estaria "glamurizando a deficiência". Como diria Silvetty Montilla, meu cu, n'est-ce pas? É marketing sim, mas por uma causa excelente: a plena inclusão dos PPDs na sociedade. E é glamurização sim, e desde quando isso é ruim? Fora que uma perna-agulha como a dela me viria a calhar em alguns momentos. Ah, e a música? A música é o de menos. Essa vitoriosa não precisa ser modesta.

11 comentários:

  1. HAHAHA. "A música é o de menos."
    Mas isso é o que eu julgo em qualquer músico!

    Achei ela uma Lady Gaga meets MIA perneta. Ela pode glamourizar e gourmetizar o que ela quiser. Stevie Wonder tira mó sarro levantando os óculos pra fingir que está enxergando nos shows, mas o cara já pertence ao panteão da música contemporânea. Mas a música dela não é nada novadora. Qualquer pessoa com 2, 3 ou 20 pernas pode fazer igual depois de um banho de pro-tools e auto-tunes.

    Agora, sabia que até o PPD já é démodé nos círculos do überpoliticamente correto? Lá no serviço antigo, o PPD foi substituído por PcD. A pessoa não porta a deficiência como um RG que ela pode esquecer em casa. Eu nem discuti porque eu não sou ninguém pra dizer como os outros preferem ser chamados.

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  2. Amo, rainha maravilhosa! Nova Gaga do pop!

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  3. Deve ser o mesmo povo que fica pouco da periquita com o Alex Minsky

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  4. Olha essa Tony: http://acapa.virgula.uol.com.br/politica/cabeleireiro-e-esfaqueado-por-dois-homofobicos-em-onibus-de-curitiba/2/32/25578
    Mais um caso de agressão e eu me questiono parece que essas pessoas que são agredidas não tem família. São criados em laboratório ou nasceram de chocadeira. Poucos parentes eu vejo que vão à mídia para defender o agredido.
    Como você previa os ataques homofóbicos realmente aumentaram em razão da nossa maior visibilidade. Mas para cada caso que é divulgado de agressão ou morte, vários não são sequer notificados como violência homofóbica. Vejo muitos casos aqui em Recife e nada acontece.
    A eleição passou e quase nenhum LGBT foi eleito. Ao invés disso, vários parlamentares nos consideram inimigos públicos. Fico muito triste com a alienação de gays de classe alta, pois acham que são blindados pelo dinheiro e não estão nem aí para os direitos igualitários.
    A quantidade de jovens que se matam ou tem transtornos psiquiátricos por não serem sequer suportados (que dirá aceitos) pela família é imensa. Vide o rapaz que foi expulso de casa ao se assumir em um vídeo do põe na roda.
    Isso é só um desabafo, pois não precisa ser gay para ser vítima de violência homofóbica, basta que te confundam com um.

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  5. Acabei nem comentando sobre o vídeo da garota. Parabéns para ela pelo talento, persistência e pq não, beleza.

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  6. Jesuix! Glamourização da deficiência! Qdo esse povo quer achar problema se esforça.
    O q seria melhor pra esses malas? O coitadismo? A superação sofrida a la Geraldo Luiz?
    Parece q quem tem uma deficiência (lato sensu, física, financeira, intelectual) tem q ser "forte" e despertar pena. Senao, nao vale.
    Se bibliotecária fosse, bom estaria.

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  7. Cá com meus botões , será q o Roberto Carlos , teria esse culhão?

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    1. Pois é, só lembrei do Roberto Carlos depois de publicar este post.

      De fato, ele poderia ter feio bem a milhões de deficientes se tivesse se exposto mais. É compreensível que ele escondesse do mundo a perna mecânica quando começou a carreira nos anos 60 - naquela época, ainda era tabu. Mas hoje em dia? Não precisava nem mostrar a perna: bastava falar no assunto, contar como superou. Podia ir ao Teleton e dar um depoimento. Mas não...

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    2. O Wagner Montes fala numa boa sobre o acidente e a perna mecânica, ok que não é um roberto carlos, mas tá todo dia na tv carioca pra classe C basicamente.

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  8. As little pira com mais uma opção de ídola. http://stream1.gifsoup.com/webroot/animatedgifs/127662_o.gif

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  9. eu amei - pq eu tb sou deficiente físico - e me senti representado - obrigado!

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