quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

SIN EMBARGO

Obama só tem mais dois anos de mandato e nenhuma eleição pela frente, e resolveu botar para quebrar. Tal como um paciente desenganado, o presidente dos Estados Unidos está fazendo tudo o que tem vontade, de olho no seu legado para a história. Internamente, ele já fez muito: o Obamacare, ainda que imperfeito, é um avanço e tanto para a única democracia ocidental que não cuidava da saúde de seus cidadãos. Mas Obama quer mais: quer ser lembrado como uma versão moderna e honesta de Richard Nixon, que restabeleceu relações diplomáticas com a China em 1972. O reatamento com Cuba, num primeiro instante, não irá muito além da troca de embaixadores. A derrubada do embargo econômico depende do Congresso, que a partir do ano que vem estará inteiramente nas mãos dos republicanos. E estes, apesar de bem mais favoráveis ao livre comércio do que os democratas, podem muito bem ir contra Obama só para serem do contra. Tolinhos: não dou dois anos de sobrevida ao regime comunista depois que abrirem o primeiro Starbucks na ilha. Minha querida Yoani Sánchez, vista por tanta gente como lacaia do imperialismo ianque, acha que os EUA abriram as pernas e deram mais uma vitória aos irmãos Castro. Vou discordar dela dessa vez. Era simplesmente absurdo, mais de vinte anos depois do fim da Guerra Fria, que dois países tão próximos continuassem "de mal". E não duvido nada que Obama tente mais um feito diplomático para a reta final de sua presidência: a reconciliação com o Irã.

5 comentários:

  1. O mio babbino caro
    O Obama é foda!

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  2. Tenho dó dos coxinhas em 2018. Vão mandar a gente pra onde? Toscos!

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  3. Exatamente!!! A maneira mais fácil de acabar com o conunismo cubano é eliminar esse isolamento que os EUA se autoimpuseram. Quanto mais expostos ao american way of life, mais rápido o povo tomba de vez contra o regime.

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  4. Quero ver as olavetes, as lobãozetes e os tucanos mandando alguém pra Cuba. Logo, o embargo econômico cai, o que deveria ter ocorrido com a queda do Muro de Berlim.
    Mas os republicanos, na próxima Legislatura americana, não entregarão o ouro tão fácil ao Obama. Será que irão exigir democracia em Cuba?

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