segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

KIM FOI QUE FEZ ISTO

Já pensou se a moda pega? Qualquer país que se sentir ofendido por outro pode simplesmente contratar um time de hackers e invadir os computadores do rival. Mais rápido e mais barato do que construir uma bomba atômica, e mais "humanitário" - pelo menos no curto prazo, não deve haver mortos. Foi isto que a Coreia do Norte fez contra a Sony Pictures, em retaliação ao filme "The Interview". Esta comédia que tem estreia marcada para o dia de Natal nos EUA conta a história de dois jornalistas despachados a Pyongyang para assassinar o ditador Kim Jung-Il. O governo do último regime stalinista do mundo reclamou, mas também jurou que não teve nada a ver com a invasão (apesar de ter elogiado seus autores, aham). Resta saber se o estúdio se sentiu ameaçado o suficiente para engavetar o filme. Esse tipo de guerrilha cibernética deve se tornar cada vez mais comum. Mas este episódio bizarro também traz à tona uma antiga questão: como é que um estado falido como a Coreia do Norte continua não só a existir, mas também a fazer das suas?

6 comentários:

  1. Não sei por quê a Coreia está tão preocupada com esse filme.
    Creio que quase ninguém verá esse pastelão americano.

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    1. Pois é, teria passado em brancas nuvens, mas com esse auê, todo mundo vai querer ver.

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  2. Invadiram os computadores da Sony?

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    1. Sim, invadiram. A Coreia do Norte jura que não foi ela, mas é claro que foi:

      http://info.abril.com.br/noticias/seguranca/2014/12/hackers-pedem-que-sony-nao-lance-filme-passado-na-coreia-do-norte.shtml

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    2. Esses hackers coreanos invadiram a Sony e soltaram um email da executiva da chamando a Angelina Jolie de mimada e se talento.
      http://www.nydailynews.com/entertainment/gossip/angelina-jolie-stares-sony-co-chairman-amy-pascal-article-1.2042784

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  3. Já vi entrevista com estudantes norte-coreanos que estavam fazendo intercâmbio na Inglaterra. SIM! Isso é possível. Não, eles não respondem nada sobre o país. Com certeza, ele está investindo em evitar êxodo intelectual.

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