sábado, 20 de dezembro de 2014

FÉRIAS NO ESCURO

Já estou de férias de fim de ano, mas ainda não viajei. Então, tenho aproveitado o tempo livre para ir muito ao cinema - mais até do que de costume. Mas nada do que eu tenho visto é sensacional, portanto nenhum desses filmes vai ganhar post exclusivo. Só essas mini-críticas (para assistir ao trailer, clique no título do filme).

O diretor Jason Reitman chegou a ser saudado como uma das promessas do cinema americano. Mas "Homens, Mulheres e Filhos", seu quinto longa, foi mal de público e crítica. O roteiro entrelaça adultos e adolescentes, todos se fodendo de alguma maneira graças à internet. Tem o rapaz viciado em games, a esposa insatisfeita em busca de uma aventura e muitos outros clichês. Tampouco é novidade reclamar que passamos mais tempo olhando para as telas dos smartphones do que uns para os outros. Mas o filme não chega a ser horrível como eu esperava: deu pro gasto.

Não vou a filmes infantis desde que meus sobrinhos cresceram, mas abri uma exceção para "Uma Viagem Extraordinária". Porque o diretor é ninguém menos que o francês Jean-Pierre Jeunet, o esteta que brindou o mundo com "Amélie". Ele continua caprichando na direção de arte e no casting bizarro, mas a história não é lá muito para crianças. O irmão gêmeo do pequeno protagonista morre num acidente de tiro, que tal? Se bem que é esse lado sombrio que torna o filme original.

Agora, inexplicável mesmo é "Karen Chora no Ônibus" ter chegado aos cinemas brasileiros. Este filme colombiano de quatro anos atrás não ganhou nenhum prêmio importante e é francamente ruim. Já vimos milhões de vezes a volta por cima da mulher descasada que refaz sua vida do zero. Mas talvez nunca tivéssemos visto com atores tão ruins, nem com um diretor lacônico que acha que é moderno não usar trilha sonora. Esta bomba previsível e pretensiosa é sério candidato a pior filme de 2014. Fuja como se fosse de um ataque das Farc.

"Trinta" segue a moda atual das cinebiografias: ao invés de contar a vida do sujeito do berço ao túmulo, foca num único momento-chave. No caso do maior carnavalesco de todos os tempos, é o seu primeiro desfile como titular: o do Salgueiro em 1974, tido como um divisor de águas na história do carnaval. O recorte funciona, graças a uma estrutura clássica e a interpretações sólidas (Matheus Nachtergaele dá um piti lá pelas tantas que vai entrar para a história do cinema brasileiro). Faltou um mergulho mais profundo na alma de Joãosinho Trinta, mas funciona como entretenimento. Pena que esteja indo mal de bilheteria...

2 comentários:

  1. Queria ter visto "Homens, mulheres e filhos" mas só ficou em cartaz 1 única semana aqui em Salvador, com apenas 2 horários, ambos incovenientes.

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    1. Já vi alguns comentários do Nelson, que também é daqui de SSA, e queria mesmo conhecê-lo. Como faz, ajuda Tio Tony! ;)

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